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Eleições 2012 – ContraPonto, instituto que realizou a pesquisa eleitoral na cidade de Unaí-MG encomendada pelo candidato Delvito Alves, é acusado como inidôneo e com localização inexistente


A pesquisa eleitoral registrada no Sistema de Registro de Pesquisa Eleitoral do TSE sob o nº MG-00920/2012, realizada nos dias 29 e 30/09/12, em Unaí-MG, com a entrevista de 400 pessoas e margem de erro de 4,8% para mais ou para menos, rendeu agitações na política unaiense. Depois da divulgação da pesquisa encomendada pelo agrônomo João Lúcio de Lima, ligado ao corpo de campanha do candidato a prefeito Delvito Alves, ao instituto de pesquisa ContraPonto Comercial LTDA que cobrou o valor de R$7.000,00 pelo serviço, surge a polêmica sobre a idoneidade deste instituto, mesmo com a pesquisa devidamente registrada no TSE, você pode acessar o registro a partir do link a seguir: http://pesqele.tse.jus.br/pesqele/publico/pesquisa/Pesquisa/visualizacaoPublica.action?id=14054.
A pesquisa aponta Delvito Alves (PTB), em 1º, com 47% das intenções de voto; em segundo, aparece o candidato Branquinho (PSDB) com 34% das intenções de voto; com uma plena distância, vem em seguida o candidato do PT, Padre Simonides, com 3% das intenções de voto; logo em seguida, aparece Jeová Costa com 1%. No campo dos indecisos, 10% das pessoas entrevistadas não souberam e 4% não opinaram, brancos ou nulos somaram 1%. Veja o gráfico abaixo que ilustra o acima dito:

O eleitor que circula pelas redes sociais deve ter visto uma movimentação incomum dos dois lados, em especial do candidato a prefeito Branquinho. Essa movimentação está sendo promovida porque, segundo o advogado André Branquinho, ligado ao corpo de campanha e filho de Branquinho, a empresa foi sentenciada inidônea com base no processo nº 23986, instaurado na 236ª Zona Eleitoral do Rio Paranaíba, com sentença dada pela juíza eleitoral, Tainá Silveira Cruvinel, neste último sábado, 29 de setembro de 2012.
Além desse processo, outros fatores inquietam a oposição do candidato Delvito Alves, como a abordagem de apenas 4% dos bairros Primavera e Novo Jardim, que “ocupam a segunda posição em densidade eleitoral”, como consta nos dados relativos aos bairros e municípios atingidos pela pesquisa, entre outros, que já foram levados ao conhecimento da justiça eleitoral.
Você pode conferir a decisão fazendo uma pesquisa a partir do endereço seguinte, selecionando no campo TSE, a sigla TER-MG, depois, basta digitar o número do processo, citado acima, clique em pesquisar, abrindo, selecione o último processo, clicando sobre os dígitos iniciais do último processo, a partir desse momento, selecione todos, pesquisar; no campo Sentença, clique no ícone aparentemente um “livro aberto” e terá, no formato .pdf, a sentença da qual iremos discuti-la e relatar os aspectos polêmicos, trazendo para a real situação dos candidatos a prefeito de Unaí-MG: http://www.tse.jus.br/servicos-judiciais/acompanhamento-processual-push.
A princípio, os argumentos utilizados dão noção ao que reivindica o lado do candidato Branquinho, mas o eleitor vai entender como esse processo leva a hipóteses confirmativas da irregularidade da empresa ContraPonto Comercial LTDA, relacionado ao endereço de funcionamento.
Em análise do documento de sentença da empresa ContraPonto, sob o processo no qual contém também os fatos e documentação relatado no ato de requerimento da suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral na cidade de Uberlândia-MG, o Idade Digital viu a necessidade de explicar antes o processo para depois incorrer os relatos, fatos e as evidências para conclusão do próprio eleitor.
O Ministério Público Eleitoral afirma que, em vista do processo decorrente, a empresa requerida, a ContraPonto Comercial LTDA, encontra-se com atividades paralisadas no endereço afirmado no ato da inscrição de seu CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) “há aproximadamente seis anos, sendo que a proprietária do imóvel informou que no local funciona um salão de beleza”.
O MP Eleitoral apresentou também que, no ato da outorga da procuração, o representante legal da ContraPonto informou que o endereço da empresa seria à Avenida Orlando Rodrigues da Cunha, 745, Sala 201, Abadia, na cidade de Uberaba-MG, onde, segundo o MP Eleitoral, “sendo esse justamente o local onde foi constatada a inexistência da empresa”.
O Idade Digital investigou a localização da empresa, e com base nas imagens de satélite do serviço online Google Maps, atualizado pela última vez no local no mês de julho do ano de 2011, que você pode conferir abaixo, no local informado, há a existência de uma loja de roupas, intitulada Fernanda Modas, justamente no local onde deveria existir a ContraPonto Comercial LTDA, endereço ao qual ela está cadastrada. Veja:
Torna-se importante relatar um ponto do relatório judicial, já que no caso do processo corrente, as partes acusadas não conseguiram desconstituir as provas carreadas aos autos pela impugnante, em se tratando de documentos idôneos a sustentar a existência de fraude na realização da pesquisa eleitoral objurgada, “notadamente em decorrência da inexistência fática da empresa responsável por sua realização”.
O Idade Digital tentou falar em todos os telefones disponíveis no inscritos no endereço e nas proximidades, mas não conseguiu. Em vista disso, a consulta ao Serviço de Auxílio à Lista da cidade de Uberaba, comandada pela CTBC (0xx34102), informou que não há nenhuma empresa com numeração telefônica registrada na cidade com a razão social ContraPonto Comercial LTDA, fato que aumenta ainda mais a inidoneidade para com o funcionamento do instituto de pesquisa.
O cidadão que quiser comprovar o endereço citado pelo MP Eleitoral pode digitar na caixa de pesquisa do Google o termo “ContraPonto Comercial LTDA” e terá a grande variedade de endereços, e o site que mais aproxima-se da realidade é o sítio ILocal (www.ilocal.com.br). Veja abaixo o que você encontrará ao digitar o termo acima:

Na decisão, a juíza eleitoral Tainá Silveira julga a empresa como inidônea, “pelo que se infere dos documentos que instruem a exordial”, isto é, o relatório feito pela impugnante com as provas. Na aludida decisão, “existem indícios de irregularidade nos dados cadastrais da empresa realizadora da pesquisa, notadamente quanto ao endereço, bem como de envolvimento de seu gestor em processos atinentes a fraudes em licitações, pelo que se depreende do boletim de ocorrência, das fotografias, das notícias veiculadas em alguns sítios eletrônicos e dos espelhos de andamento processual colacionada aos autos”.
A sentença dada foi “a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral”, tomando como argumentos mais dinâmicos, imponentes e incontestáveis, os argumentos apresentados contra a empresa realizadora de pesquisa. É importante ressaltar que a empresa tem registro no CONRE sob o nº 023 e que a responsável estatística pela pesquisa em Unaí-MG foi a Sra. Sandra Denisen do Rocio Marcelino, também registrada no CONRE.
O Idade Digital vai continuar em busca de mais informações sobre a pesquisa e tentará entrevistar os sujeitos envolvidos nesta polêmica reta final das Eleições 2012. Vote consciente!
Bruno de Oliveira Rocha

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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