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Horário de verão começará amanhã às 0h e afetará 11 estados e o Distrito Federal; veja o que essa mudança afeta no cotidiano e na saúde das pessoas

Chega o período primavera-verão e os dias ficam mais longos, isto é, a claridade advinda do sol tem duração maior e com base nessa observação natural, surgiu a ideia de adiantar os relógios em uma hora, aproveitando assim ainda mais da claridade do dia. A primeira vez que isso ocorreu foi 1784, nos Estados Unidos e de lá para cá surgiram vários seguidores da ideia em diversos países espalhados pelo mundo. De 1931 a 1967, foi implantado esporadicamente o horário de verão no Brasil, mas, somente em 1985 que o horário de verão voltou a ser instituído, desta vez, com o foco em racionalizar o uso da energia elétrica em face da falta d’água nos reservatórios das hidrelétricas.
Com o início amanhã e término no dia 17 de fevereiro de 2013, o horário de verão afeta onze estados e o Distrito Federal. Entre os estados estão: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. As regiões norte, exceto o estado do Tocantins, e nordeste, não aderem ao horário de verão.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o horário de verão tem como objetivo principal o melhor aproveitamento da luz natural ao entardecer, o que proporciona uma substancial redução no consumo de energia elétrica. O “horário de ponta” do consumo de energia (18h às 21h) proporciona redução de 4 a 5% na demanda por energia, diminuindo os riscos de sobrecarga na rede durante a estação mais quente, fazendo com que a demanda por ventilação e resfriamento do ar seja maior. A ANEEL estima ainda que a economia com a geração e distribuição de energia deverá chegar aos R$280 milhões de reais.
Essa diminuição no consumo possibilita ao consumidor um atendimento melhor por parte das distribuidoras de energia elétrica, principalmente nos últimos dias, onde “apagões” estão aterrorizando a vida de moradores de grandes cidades no eixo centro-sul do país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirma que o que aconteceu foram medidas tomadas para não deixar os consumidores definitivamente sem luz por um período de tempo maior, limitando a distribuição, entretanto, há outros fatores que interferem na irregular falta de energia, como estrutura de ligação energética antiga ou com necessidades de reparo.
Além desses benefícios, os proprietários de veículos ficam livres de ajustes tarifários no combustível, já que esse que seria usado para gerar energia fica disponível para o consumidor nas bombas de combustíveis. Mesmo assim, a população ainda fica dividida entre considerar o horário de verão bom ou ruim, isso porque as mudanças afetam diretamente a vida das pessoas, desde o emprego até os costumes individuais, pois o relógio biológico das pessoas é desregulado nos primeiros dias, causando entre outros sintomas, cansaço, sonolência e indisposição ao trabalho.
Isso acontece em face de que o nosso organismo está habituado às mudanças naturais que acontecem durante as estações do ano, mas com uma mudança maior, na primeira semana, o corpo começa a se adaptar e como custo, ele apresenta uma série de sintomas que podem chegar à problemas agudos se outros fatores interferirem nessa mudança.
É importante que o cidadão tenha consciência de que as atividades serão modificadas e que haverão sintomas como os descritos acima em face da mudança proporcionada pelo horário de verão, mas acima de tudo, é importante também que ele esteja pronto para se adaptar e ter um ritmo de vida normal após uma ou duas semanas. A prática de esportes e a boa alimentação podem ajudar a contornar os efeitos dessa mudança. Não se esqueça de adiantar seu relógio em uma hora na madrugada desse sábado (20) para domingo (21)!
Bruno de Oliveira Rocha

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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