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ID CULTURA: Alunos do 2º ano do ensino médio da Esc. Est. Delvito Alves da Silva realizam júri simulado

Nesta quarta-feira (21), a Esc. Est. Delvito Alves da Silva foi palco para um júri simulado. Confira os argumentos que deu a Capitu a pena de 10 anos de reclusão em regime fechado.
Tudo começou como um trabalho escolar, mas acabou virando um grande acontecimento na escola. O primeiro júri simulado realizado pelos alunos do segundo ano de ensino médio da Escola Estadual Delvito Alves da Silva em Unaí iniciou com o planejamento há dois meses atrás para a apresentação nesta quarta-feira (21).
O trabalho coordenado pela professora Erizam Aparecida, que leciona a disciplina de português, começou com a escolha dos advogados, jurados, juiz, ré e promotoria. Além de escolher o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, como livro-base para o julgamento, a professora começou um trabalho de aproximação das duas turmas do segundo ano, com mais de 90 alunos.
Observando a foto deste artigo, na sua foto inferior direita, da esquerda para a direita, você verá nosso colaborador e administrador deste blog, Bruno de Oliveira Rocha, que na ocasião foi promotor do caso; Rannery Camargo, juiz da sessão; Hellen Julia, advogada de defesa; e, Erizam Aparecida, coordenadora do trabalho. Esses foram envolvidos na parte mais “pesada” do júri, por causa do prévio planejamento, estrutura de defesa e acusação, além de buscar testemunhas para alicerçar a base dos argumentos. O vídeo do julgamento estará disponível em breve na web, segundo a escola.
O Idade Digital preparou uma síntese dos argumentos que fizeram Capitu (interpretada por Larissa Alves) ser considerada culpada por todos os jurados e ter como pena 10 anos de reclusão em regime fechado. Acompanhe abaixo:
A promotoria iniciou os seus trabalhos com respeito e com cordialidade para com a defesa, mas a defesa, por sua vez, questionou três testemunhas das quatro convocadas pela promotoria, ressaltando pontos lastimáveis e tentou ganhar o jurado neste momento, mas apesar da emoção de algumas testemunhas, a defesa não explorou bem as testemunhas e perdeu a oportunidade máxima no clímax do julgamento.
A defesa, na sua vez de chamar testemunhas, convocou personagens-chaves para o tribunal, mas foi errada ao convocar quem havia pedido o processo, Bento Santiago. Nesse momento, a promotoria foi em cima de todos os argumentos de Bento Santiago e afirmou continuamente que “a defesa está tentando confundir a cabeça dos senhores jurados”.
No momento dos debates, o clima esquentou mais e a defesa tentou neutralizar os efeitos dos argumentos apresentados pela promotoria, mas não conseguiu eficácia na tentativa. Após um debate entre defesa e promotoria muito fervoroso, os jurados decidiram que Capitu era culpada pelo crime de adultério e que deveria ficar por dez anos na cadeia.
Parece um fato cultural inútil, mas é de fundamental importância para o desenvolvimento intelectual e argumentativo de todos os alunos a realização de atividades do tipo. Primeiro, o fator de observação, a necessidade de leitura prévia e a consciente disciplina para preparar ou até mesmo assistir a um julgamento simulado como esse é prática do que é lecionado em sala de aula. Outra vertente a ser observada é o interesse e a avaliação do discurso dos colegas que estavam na posição de testemunhas, de advogados e de promotor. Se ler também é um exercício, debater por uma causa são dois, pois exige mais preparo do que para o primeiro!
O Idade Digital agradece a Escola Estadual Delvito Alves pela oportunidade que foi dada a um dos nossos colaboradores e sabe a importância que representa um júri simulado para o desenvolvimento estudantil dos alunos.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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