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O Natal dos princípios

Para os cristãos, o Natal significa o nascimento de Jesus, quando lá em 354 d.C., ficou acertada a data de 25 de dezembro. Afinal de contas, em que dia Jesus Cristo nasceu? A Bíblia, livro que retratou a vida e a trajetória de Jesus Cristo não traz nenhum registro específico sobre datas, mas por conveniência, os cristãos da Igreja Primitiva escolheram uma data universal para comemorar o nascimento Daquele que dividiu o mundo antes e depois de sua vinda ao mundo.
O comércio mundial criou o Papai Noel como figura representativa do Natal, com isso, os ganhos aumentaram e o Natal é a época de maior rentabilidade do mercado nacional e internacional. Nessa época, a febre natalina é espalhada, os pequenos varejistas se preparam para limpar as prateleiras, os grandes mercados fazem suas promoções e ações de marketing, as empresas de eletrônicos concentram seus lançamentos e promoções também nesta época.
Nós, como consumidores, nesta época estamos anestesiados pela alegria, pelo amor, pela compaixão e por tudo aquilo que sentimos em nossos corações. O comércio se beneficia dessa anestesia e nos vende aquilo que sempre quisemos comprar, mas ficávamos com medo de dever, nesta época do ano, o medo é palavra inexistente.
Como pessoas, fazemos o inédito, o inacreditável e o impossível. Ligamos para quem não falávamos há anos, conhecemos pessoas importantes em nossas vidas, viajamos para reencontrar familiares, alguns conhecem o amor da sua vida nessa época, reunimos várias pessoas em nossas casas, nos alegramos com os “causos” modernos, nesse tempo, assistimos a todos os especiais que a TV, o Jornal e a internet nos oferecem, nesse tempo, nos aproximamos mais do nosso Criador, enfim, temos tempo para tudo e para todos.
É nesse momento que surge a seguinte indagação: porque não repetirmos a harmonia e comunhão do Natal durante o ano inteiro, ao invés de apenas por alguns dias? A resposta não está no comércio, nem na religião, nem na política, a resposta está nos princípios. Aquilo que rege internamente nossa vida, a ética e a moral. Não falo do que o mundo nos prega, mas daquilo que é natural, que é familiar e que os leitores da geração passada (e os remanescentes dessa geração) sabem bem do que estou falando.
A questão está no vínculo familiar. A família de hoje já não é mais àquela que se mostrava preocupada com a educação, com a honra, com o respeito, com a dignidade, honestidade e moralidade. Pouquíssimas famílias de hoje ainda não perderam os princípios. São nestas famílias que surgirão os grandes que poderão mudar o rumo ao qual estamos caminhando, o rumo da violência, do descaso, da corrupção e da crueldade.
Mas, remanescentes e atores da geração passada, avivais para um novo tempo, este que será um tempo de luta, de guerra contra um mundo que vem a nos condenar com a imoralidade, a impureza, a desonestidade, a corrupção e a maldade, nos transformando em seres que nem na época do Natal, ficariam felizes e externariam àquilo que há de bom.
Onde está a bênção que pedíamos aos nossos pais? Onde está o domingo familiar? Onde está a compaixão? Onde estão os princípios? Estão nas poucas famílias que restaram inabaláveis, mas que são a maioria por já estarem fazendo a diferença. Aproveitando a frase de uma ação de marketing da Coca-Cola, “existem razões para acreditar, os bons são maioria!”.
Aos leitores que não concordarem comigo, me perdoem por estar utilizando este espaço para ser parcial, mas por tudo que o Natal nos proporciona, me senti no direito de expressar a minha opinião sobre determinado assunto. Aos demais meses de publicação no jornal, estarei continuando na linha comum do artigo, sempre imparcial, buscando trazer uma visão diferenciada a algum assunto. Muito obrigado a todos vocês que estiveram conosco durante este ano nesta parceria Idade Digital e Jornal Folha de Unaí. Continue conosco e conheça a nossa série “Drogas: a guerra está declarada!”.
Bruno de Oliveira Rocha 

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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