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Trânsito: Unaí e os problemas relatados no estudo

A segunda matéria da série traz a continuação do estudo, bem como as perspectivas apresentadas e os problemas e soluções relatados no estudo, além de um assunto crítico: quebra-molas. As projeções trazem carros, motos, caminhonetes e vans como responsáveis por 89% da frota em 2020.
A projeção da frota para 2020, com base no estudo, revela que os carros, caminhonetes, vans e motocicletas serão responsáveis por 89% do total da frota, ou seja, maioria massiva irá circular diariamente nas ruas da cidade. O estudo já faz um alerta: “pensando já em 2015, o rodízio de placas poderia ser testado para as ruasda cidade, evitando que medidas drásticas venham a ser tomadas quando a situação ficar ainda mais urgente. Dessa forma, Unaí pode experimentar o rodízio em dias caóticos, como por exemplo, segunda e sexta-feira”.
Talvez o rodízio não seja necessário, mas com certeza, o trânsito unaiense tende a ficar cada vez pior e hoje, cidades como Brasília-DF, que foram projetadas para receber uma imensa quantidade de veículos passam por problemas gigantescos em função da necessidade de abrir mais espaço para os carros.
Se em 2021, a frota unaiense ultrapassaria o número de habitantes, em 2020, a proporção entre habitantes e veículos fica em quase 1 veículo por pessoa. Hoje, Unaí passa por poucos problemas nas áreas periféricas da cidade, mas se não houver um controle no centro da cidade, a situação tende a piorar em pouco tempo.

Quebra-molas
Lombadas, depressões, redutores de velocidade ou simplesmente quebra-molas. Em Unaí-MG, existem muitas manifestações individuais a respeito do número de quebra-molas em algumas ruas da cidade. O ID foi em busca de pessoas que relatam o descontentamento com o número de quebra-molas construídos nos últimos cinco anos em algumas ruas da cidade, que os cidadãos julgam desnecessários.
Em especial, encontramos um rapaz de 23 anos, Everton Santos, atendente numa agência financeira da cidade, morador do bairro Sagarana que nos relatou que da sua casa até a financeira onde trabalha tem 12 quebra-molas. Um número considerado excessivo, já que o percurso tem apenas 3,1Km e o ID refez o percurso relatado e constatou a indignação do rapaz que também mapeou os quebra-molas existentes na sua rota e postou no Facebook.
Com certeza, os quebra-molas são partes importantes para controle da velocidade do trânsito, mas quando há descontrole e excesso em uma mesma rua numa proximidade cada vez menor, a velocidade cai a ponto de causar acidentes. Mas ainda há uma vertente mais deletéria, a má qualidade dos quebra-molas, que literalmente, ‘quebram’ a suspensão do veículo.

Medidas de controle e reestruturação do trânsito
O estudo não apresenta medidas de controle do trânsito de forma específica, apenas cita alguns exemplos gerais de ações que foram ou que estão sendo eficazes contra a desorganização e os acidentes no trânsito. Em relação à reestruturação do trânsito, o estudo faz sugestões com medidas superficial, sem apresentar literal e minuciosamente um projeto específico e acrescenta que “fica a cargo da secretaria municipal responsável pelo trânsito e obras de infraestrutura urbana a elaboração e execução do projeto de reestruturação da infraestrutura física urbana em função da melhoria do trânsito”.
É importante lembrar que Delvito Alves e Hermes Martins propuseram a criação da faixa azul que foi sempre falada no município de Unaí, o que em prática, possibilitaria a resolução do problema do estacionamento na região central da cidade, a esperança é que as ações do governo Delvito e Hermes tenham uma atenção especial para o trânsito, já que é um aspecto importante do crescimento ordenado da cidade.
No trânsito, celular mata, bebida mata, brincadeira mata, imprudência mata, corrupção mata e carteira ‘comprada’ mata. Por isso, a consciência é palavra-chave. Trânsito: é preciso mudar! Compartilhe essa ideia!
Bruno de Oliveira Rocha

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

0 resposta em “Trânsito: Unaí e os problemas relatados no estudo”

+ uma vez parabéns pela matéria e também pelo flagrante do mototaxista. E sobre os quebra-molas, realmente muitos são desnecessários também já abordei esse tema no blog, mas infelizmente em várias partes da cidade é a unica forma para motoristas diminuírem a velocidade.

Obrigado, Luiz Paulo. No entanto, concordo plenamente com o seu argumento final e não questiono particularmente o número de quebra-molas, entretanto, por ser esta uma série focada nas reclamações, nos comentários e numa análise verdadeira, é necessário citar. Grande abraço!

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