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Arrombamentos e assaltos viraram rotina em alguns bairros da cidade

Quando essa onda vai acabar? Essa é a pergunta que os moradores dos bairros Divineia, Bela Vista, Sagarana e Barroca fazem entre si. Já são mais de 20 os crimes entre arrombamentos, assaltos e furtos em residências. População está preocupada e espera no trabalho da Polícia Militar e da ronda noturna como ponto final na criminalidade.
“A rotina agora é acordar e buscar nas fontes o local que foi assaltado ou arrombado na madrugada que se passou” – é assim que se define o trabalho do Idade Digital desde o dia 02 de janeiro desse ano, quando a onda criminosa começou a assolar moradores e comerciantes nos bairros Divineia, Bela Vista, Sagarana e Barroca.
No dia 12 de janeiro, o ID publicou uma matéria com o título “Onda de arrombamentos preocupa os moradores de alguns bairros de Unaí-MG”, nesta matéria, várias observações feitas pelos moradores e o relato persistente de crimes como arrombamento, assaltos e furtos na área dos bairros citados acima.
A ação dos bandidos começa à noite e termina no raiar do dia. Na semana passada, os ladrões ousaram e furtaram diversas câmeras instaladas em residências, talvez na tentativa de evitar flagrantes no momento dos arrombamentos e/ou furtos nas residências e estabelecimentos comerciais. Somente em uma casa, os ladrões estiveram por quatro madrugadas seguidas e levaram todas as câmeras de vigilância que, por coincidência, estavam desligadas em função de uma queda de energia horas antes.
Comerciantes
Dos 20 estabelecimentos comerciais existentes na área dos bairros Bela Vista, Divineia e Sagarana, quase metade já foram atacados, alguns foram ‘revisitados’ pelos bandidos nessa semana. Num pequeno levantamento do ID, foram mais de 20 os crimes cometidos nesses 24 primeiros dias de 2013. Os comerciantes estão preocupados e já tentam de qualquer maneira, inibir a volta desses infratores, instalando alarmes, câmeras e até mesmo dormindo dentro dos estabelecimentos.
“Meu estabelecimento já foi assaltado uma vez e arrombado uma vez também, mas não sei o que fazer, já coloquei alarme, uma luz na frente do comércio e instalei câmeras, só que do jeito que está, não há como não ter medo, todo dia é um alvo diferente” – disse um proprietário de um mercado que não quis se identificar.
Os comerciantes da área estão reclamando que há pouco policiamento nos bairros no período da noite, mesmo com o aumento crescente desse tipo de crime, e segundo eles, o horário é clássico. “Eles assaltam no fim da noite e arrombam no meio da madrugada, lá pelas três horas da manhã, quando acordamos, ficamos sabendo por um ou por outro, qual foi a vítima da noite” – falou aterrorizado um comerciante que teve seu bar arrombado.
Ronda Noturna Guardian
Em meio a toda essa atmosfera pesada em que vivem os moradores e comerciantes, um serviço privado que deveria garantir aos moradores uma segurança maior simplesmente tem sido presente nas madrugadas. Ontem (23), enquanto o ID fazia uma pequena rota pelos bairros, o motociclista fazia a tradicional ronda noturna, mas sempre a uma velocidade de 25Km/h, buzinando em frente às casas e comércios que pagam pelo serviço.
O curioso de tudo isso é a inconstância dos sons. Dias atrás, enquanto o IDproduzia imagens para a matéria citada acima nesse texto, o som da buzina era similar ao som da polícia, o clássico “uiu, uiu, uiu”; na outra noite, enquanto o ID fazia a rota noturna, mais uma variação da buzina, era o popular, “bip, bip, bip”; duas noites após, mais uma variação, o “bip, bip” era mais apressado e um assalto ocorreu minutos após ele ter passado. Circunstancialmente, após o arrombamento de dois comércios em duas noites, o ID apurou que o motociclista não fez mais a ronda após o acontecido nos dois dias, voltou a fazer na noite posterior e parou após o arrombamento. De certa forma, eram três horas da manhã e a ronda deveria continuar, mas não continuou.
Polícia Militar
Visto que o ID tem observado diariamente o trabalho da Polícia na região dos bairros, o policiamento realmente não é o esperado e quando há chamadas relacionadas à suspeitos, a chegada da viatura é demorada e consequentemente, pode ser que o crime esteja se fortificando mais em função da falta de policiamento na área.
Em dezembro, o ID trouxe uma série de matérias e denunciou a aglomeração noturna de vários usuários de droga num terreno baldio atrás do Abrigo Frei Anselmo, bem como a suspeita da ligação desses usuários com pequenos furtos em residências nos bairros, mas até o presente momento não houve notícia de nenhuma intervenção da Polícia Militar no local.
O IDenviou um e-mail para o 28º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais em busca de informações a respeito do aumento da criminalidade nos bairros, além de solicitar uma entrevista com o comandante do respectivo batalhão. Até o presente momento não foi respondido o e-mail, mas logo que for respondido, publicaremos nova matéria com dados oficiais e possivelmente com a entrevista do comandante da corporação em Unaí-MG.
O Idade Digital, enquanto veículo de comunicação, ouviu diversos moradores e resolveu apurar melhor as especulações que surgem sobre essa onda de violência que se espalha, por isso, é importante deixar que o ID não busca denegrir a imagem de nenhuma empresa ou da corporação militar, mas apenas vem apurando fatos que são relatados pelos moradores. Foi assim com a série “Drogas: a guerra está declarada!” e está sendo assim, acompanhando essa onda terrível que amedronta uma região da cidade bastante conhecida pela paz e pelo policiamento constante. Esperamos que as devidas providências sejam tomadas para trazer novamente a paz aos bairros Divineia, Bela Vista, Barroca e Sagarana, atacados por essa onda.
Bruno de Oliveira Rocha 

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

0 resposta em “Arrombamentos e assaltos viraram rotina em alguns bairros da cidade”

A coisa está realmente feia. Na semana passada várias panificadoras dos Bairros Divinéia e adjacências foram assaltadas e pelo que parece Pelo relato das vítimas, os assaltos estão acontecendo no meio da tarde. Antes, a maioria ocorria à noite e madrugada adentro. Triste realidade

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