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A internet e a rápida proliferação dos “memes”: unaienses entram no ritmo de Harlem Shake

Com a democratização do acesso à banda larga, entram em campo os “memes”, vídeos ou imagens que se proliferam rapidamente pela web e tomam proporções mundiais. Nesse domingo, a gravação do novo meme Harlem Shake reuniu dezenas de pessoas. Veja o resultado e entrevista com o mentor do vídeo que entra na lista dos milhares já enviados ao Youtube reproduzindo a dança.

Como quase tudo na internet tem potencial para virar um meme, tudo que é novo, divertido e genuíno rapidamente se espalha pelo mundo, como febre, que acaba passando depois de um curto período. De grupos anônimos ao redor do mundo até mesmo grandes corporações como Facebook e Google, os memes, definitivamente, são marca registrada da internet. O grande advento da internet é trazer para o mundo virtual cada vez mais características da vida real, situações incríveis sendo reproduzidas em vídeo.
Entram nas listas de vídeos mais vistos do Youtube, os brasileiros de “Para nossa alegria” e Luíza “que não está mais no Canadá”, o sul-coreano de “Gangnam Style” e “Harlem Shake” estadunidense, entre outros de proporções menores. As “releituras” ou regravações desses vídeos acabam trazendo um ar ainda mais engraçado para o vídeo e a criatividade conta muito, mas os vídeos genuínos, onde os autores reinventam a história são campeões de acesso. Até o próprio Youtube surpreendeu seus usuários com um comando “surpresa” quando você digita a busca “do the harlem shake”, todos os resultados começam a se agitar descontroladamente.
No entanto, nem tudo é festa. Uma versão do Harlem Shake feita durante um voo está sendo investigado pelas autoridades responsáveis pela regulação dos voos. A principal alegação é de que não seria adequado várias pessoas pulando no corredor do avião, o que poderia causar transtornos. Os jogadores americanos, autores do vídeo, disseram que receberam da tripulação e dos passageiros filmados a permissão para executar a gravação da dança durante o voo.
A rápida proliferação desses vídeos acabou despertando nas empresas e governantes a chance de alcançar mais pessoas com suas idealizações. Para isso, a criatividade dos autores ou publicitários é determinante. Muitas vezes, o setor publicitário de grandes organizações é mais bem pago que o setor administrativo e operacional, tudo para proporcionar maior alcance da marca e fidelização de clientes, consequentemente gerando maior lucro.
O Youtube, o maior canal de vídeos da internet, está investindo pesado na ferramenta e cada vez mais vai alcançando adeptos por todo o mundo. Depois de aumentar o número de publicidades nos vídeos, o Youtube pensou mais e abriu um espaço especial para publicidade, sua página inicial. O custo de um anúncio megafônico na página inicial do Youtube pode chegar aos R$400.000,00 por dia enquanto um anúncio de um minuto, no intervalo do Jornal Nacional, da Rede Globo, chega próximo dos R$600.000,00. Talvez ainda demore muito para que a internet ganhe a preferência do mundo em relação à TV, mas aos passos que se caminha essa “troca”, a tendência é que em breve existam mais pessoas navegando na internet do que assistindo televisão nos horários nobres.

Unaí não ficou de fora da onda dos memes
No ano passado, Park Jae-Sang ou simplesmente Psy, rapper sul-coreano foi o maior sucesso na internet. A fortuna do rapper aumentou em proporções imensas desde que seu hit “Gangnam Style” chegou a um bilhão de visualizações tornando-se o vídeo mais visto da internet. Esse ano, o mundo conheceu “Harlem Shake”, um novo meme que já chegou a bilhões de visualizações, no entanto, o que surpreende é o número de versões feitas por usuários do Youtube e ontem (3), alguns unaienses entraram nesse ritmo e fizeram uma gravação desse “meme” na Praça da Prefeitura de Unaí-MG.
Conversamos com o produtor de eventos, Bruno Sartori, idealizador da releitura do “Harlem Shake” em Unaí. A gravação, que ocorreu ontem (3) pela tarde reuniu cerca de 80 pessoas entre participantes e curiosos. Perguntado sobre qual o objetivo da “releitura” de Harlem Shake em Unaí, ele afirmou que é “entrar no clima do meme, claro. De tempos em tempos aparece algo que cai no gosto de todo mundo que utiliza internet. Lembra da Luíza, que já não está mais no Canadá? Com o Harlem Shake vi a oportunidade perfeita para juntar a galera do Facebook e deixar algo registrado que nossa Unaí também participou do meme”, explica.
“Acredito que a internet acaba criando laços entre as pessoas, tanto pessoais, amorosos ou profissionais, que seriam pouco prováveis de existir sem que elas estivessem antes conectados a web. Seria difícil, por exemplo, ter reunido tanta gente pra fazer um vídeo como o nosso e com as pessoas vestidas estranhamente sem que antes o mundo afora estivesse fazendo o mesmo. Daí você nota a mudança de comportamento da sociedade e a forma como a cultura vai sendo moldada conforme as tecnologias vão invadindo nossa vidas”, afirma Bruno sobre a importância desse crescimento da internet em função de momentos que determinam aspectos culturais também. Com quase 3 mil visualizações, o resultado está abaixo.

Com cada vez mais pessoas acessando a internet, é bem provável que ainda mais memes existam, com novas sensações. Contudo, esse sucesso momentâneo muitas vezes nasce desestruturado e leva o autor a ter vários problemas relacionados ao crescimento. No último, os criadores do vídeo “Para nossa alegria”, que virou febre na internet brasileira, cobravam um cachê elevado para participação em programas de televisão, assim, as aparições na TV diminuíram e a família que explodiu na web agora continua levando sua vida comum, com o saldo bancário maior, porém não alcançaram a fama que queriam.

Bruno de Oliveira Rocha 

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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