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Desestabilidade da chuva causa consequências para a produção de grãos

Começou com muito vento, terminou com casas destelhadas e árvores arrancadas por toda a cidade. A previsão é que a chuva continue até o dia 23, segundo os meteorologistas. O ID traz agora todos os estragos que a chuva fez na cidade e a expectativa dos meteorologistas já que o Outono começa no próximo dia 20. Trazemos também nesta matéria as consequências que as chuvas desreguladas trouxeram para a produção de grãos no município.

A tarde da última segunda-feira (11) começou com ventos fortes e muitos problemas em Unaí-MG ocasionados por causa do temporal que sobreveio à cidade. Foram pouco mais de 30 minutos, mas o suficiente para destelhar várias residências, arrancar árvores, deixar antenas parabólicas e muita sujeira no meio da rua. A imagem acima retrata vários pontos onde a chuva deixou seus estragos na cidade de Unaí. Com uma ação bastante eficaz e rápida, a Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura, Trânsito e Serviços Urbanos conseguiu fazer o corte parcial das árvores que tiveram seus galhos arrancados pelo vento forte e desobstruir vias que estavam impedidas por conta desses contratempos trazidos pela chuva.
Depois de vários dias sem chover, finalmente o clima ficou mais ameno e as possibilidades de chuva segundo a meteorologia só aumentam até o início do Outono que começa em 20 de março. Contudo, as previsões meteorológicas estimam grandes possibilidades de pancadas de chuva e temperaturas altas durante o dia até o dia 23 desse mês. A falta de chuvas no período esperado também complicou a vida de diversos fazendeiros da região.
Perdas na produção de grãos
De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), as perdas de produção na região de Unaí chegaram a ordem estimada de 75% por causa das condições climáticas desfavoráveis relacionadas à falta de chuva ocorrida na região no período de plantio e crescimento das plantas. Mesmo com o replantio feito logo no início do período anteriormente destinado à safra, os resultados não estão sendo satisfatórios e não recompensarão as perdas, segundo fazendeiros. Só na região que liga Unaí-MG à Brasília-DF, são milhões de toneladas perdidas por falta de chuva e com isso, os preços tendem a aumentar em função de que Unaí é um polo produtor de grãos no estado e exerce papel significativo na produção brasileira de grãos.
Os preços estão ficando mais salgados, pois a quebra da produção demandou um gasto quase que dobrado com a compra de insumos para possibilitar o replantio e agora no final de março, os preços definitivos devem chegar à ordem de R$260,00 por saca de 60 quilos. A produção esperada do feijão era de 800 mil sacas, mas com base na sondagem realizada pela Emater-MG, as projeções mais otimistas chegam a 200 mil sacas com a produção fechada.
“A situação é crítica para os produtores, uma vez que o prejuízo com a safra atual foi enorme. Além dos fatores climáticos, a infestação da cultura pela mosca branca também interfere no plantio da segunda safra, já que não foi possível controlar a praga devido às chuvas”, avalia Reinaldo da Silva Martins, engenheiro agrônomo e extensionista da Emater-MG, em entrevista ao jornal Diário do Comércio.
O aumento dos preços pode ocasionar uma desestabilização do mercado de commodities brasileiro, já que em grande parte do Noroeste e Alto Paranaíba o veranico de dezembro causou desespero aos produtores, além disso, essa região faz parte da área mais produtiva do estado que tem uma participação indissolúvel na produção nacional. Abaixa-se a produção, aumentam-se os preços e o consumidor paga mais caro. A espera é que no próximo, a produção seja maior e possa compensar aos poucos as perdas neste ano.
Bruno de Oliveira Rocha 

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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O maior estrago causado pelas chuvas com certeza foi na Grota do Taquaril que corta o bairro Primavera, essa que já consumiu parte dos lotes e engoliu algumas ruas, essa sim tem que ser uma obra emergencial do nosso Prefeito Delvito, porque o pior pode acontecer. Com o avanço da erosão da mesma fica praticamente impossível de evitar transtornos com as próximas chuvas, só mesmo urbanizando e canalizando essa grota para resolver os problemas, como fizeram com o Córrego Canabrava. E esse não é um dinheiro que chega da noite para o dia, por isso espero que o nosso prefeito realmente esteja correndo atras para solucionar esse grande problema. Fora isso como pude conferir pela cidade, várias árvores vieram abaixo, postes e fiação foram prejudicados, além de várias “crateras” que foram abertas em algumas ruas de Unaí, inclusive na área Central. No mais a chuva foi muito forte provocou alguns alagamentos na parte baixa da cidade, mas nada grave. Concluindo: Precisamos de mais chuva, mas a nossa Cidade está despreparada caso ocorra uma de maior intensidade.

Você mais uma vez foi excêntrico e feliz no seu comentário acima de tudo. Veja bem, os estragos nas ruas carecem de uma operação tapa-buracos já que os buracos vêm aparecendo desde janeiro, com as primeiras chuvas e até agora nada foi feito. O processo de voçoroca na Grota do Taquaril está sendo visto por Delvito e consequentemente uma ação deverá ser tomada até o próximo ano para definitivamente acabar com a situação. Com relação aos estragos na cidade, estamos despreparados para temporais, mas preparados para grandes volumes de chuvas. Esperamos agora que a chuva continue a vir e trazer, como sempre, belas imagens.

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