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Trânsito: a realidade contada pelo povo e um raio X do trânsito unaiense; resumão final

O trânsito de Unaí contado num ‘resumão’ da série que durou um trimestre. Sinalização, estacionamentos, problemas, acessibilidade, obras, ciclovia, faixas de pedestres, avanços da legislação e muito mais. Tudo que falamos, agora atualizado com o que acontece no hoje. Esta grande e exclusiva matéria promete trazer uma grande perspectiva sobre a Unaí do futuro, leia!

Ciclovia, Zona Azul, regularização dos temporizadores dos semáforos, acessibilidade e repintura adequada das faixas de pedestres são os cinco principais pontos que a Prefeitura Municipal de Unaí terá que resolver nos próximos dias. Desde o início do mês de março desse ano, os semáforos estão desregulados e alguns chegam a emitir apenas o sinal de alerta a partir das 21h30min, horário com fluxo considerado alto ainda. Outro ponto também que vem prejudicando ainda mais a infraestrutura de tráfego unaiense é a pintura equivocada de faixas, como por exemplo, na entrada de rotatórias, em esquinas e em pequenas distâncias causando confusão aos motoristas.
Trabalhamos duro para levar até o leitor todas as informações a respeito de um assunto tão amplo que divide tantas opiniões, mas todos são usuários das vias públicas e delas saem acidentes, mortes e grandes equívocos nos projetos. Então, o que mudou até aqui, quais os pontos mais urgentes e emergenciais? Vamos juntos recapitular e atualizar tudo que falamos no decorrer desta série de matérias pioneiras em Unaí-MG.

Unaí e os loteamentos mal planejados desde os anos 90
A primeira abertura de novos bairros em Unaí ocorreu no início dos anos 80, daí em diante, até o início de 90, prevaleciam os bairros menores, um crescimento regular e muitas oportunidades econômicas surgindo. A década que marcou o desenvolvimento desorganizado em Unaí foi, com certeza, a década de 90. A população aumentava, novos imigrantes chegavam, cidades vizinhas se desenvolviam e dependiam de Unaí até que em meados de 1998, o crescimento pregado pelo então prefeito José Braz da Silva foi determinante para que vários problemas viessem a se manifestar anos depois, já fora do seu mandato.
Água, luz, telefone, rede de esgoto, asfalto e iluminação. As empresas loteadoras prometiam isso desde os primeiros bairros “promissores” em Unaí-MG, no entanto, o cumprimento dessas promessas era afetado por questões econômicas e políticas referentes aos dirigentes dessas empresas. Bairros que surgiram como promessas de uma nova Unaí, hoje ainda enfrentam os problemas da falta de planejamento, como os bairros Primavera V e o conhecido Park Rio Preto, que até hoje está às escuras.
A grande maioria dos bairros periféricos de Unaí não tiveram um planejamento adequado, com poucas exceções referentes aos novos loteamentos, isto porque, a partir de 2006, não se pode lotear nenhuma área no município sem a oferta de infraestrutura básica para possibilitar o bem estar do morador e condições dignas de vida. Inclusive, os novos loteamentos devem obedecer a necessidade de reserva de área verde, com sugestão de construção de um pequeno parque ambiental para prover lazer e saúde aos próprios moradores.
Mas, o que isso tem a ver com o trânsito unaiense? Acontece que, grande parte dos bairros mal planejados foram projetados para receber uma frota mínima de veículos e vias de intenso fluxo hoje foram construídas há uma década atrás projetadas para poucas centenas de veículos transitando nessas vias. Esse problema gera, constantemente, acidentes e também afeta as vias que recebem o tráfego advindo das ruas pequenas e lentas.
A Rua da Serra/Dulce Torres Brochado liga o bairro Bela Vista ao bairro Cachoeira, passando por vários bairros. São milhares de veículos que transitam nessa rua diariamente, primeiro por ser extensa, segundo porque as suas imediações abrigam o 2º maior contingente populacional dentro de Unaí-MG. Então, se transitando já se torna complicado passar por esta rua, estacionar é significado de obstrução de passagem e problemas, pois os outros veículos têm de se contornar, parar e arrancar inúmeras vezes durante toda a rua que deveria ter sido construída com o tamanho adequado à uma avenida. Totalmente contrário, o bairro Divineia tem as mais largas ruas e avenidas da cidade, onde o fluxo de veículos atual pode ser normalmente suportado. Espera-se que os novos loteamentos atendam às estruturas necessárias para prover um trânsito de qualidade, com menos estresse e mais rapidez.
Fim do aglomerado de infrações!
A loja de conveniência do Posto Unaí, ou mais conhecido pelos frequentadores como “Postim”, reunia em torno de mil pessoas nas noites de final de semana, fechou no início deste mês. O motivo alegado pelos proprietários foram questões econômicas que impossibilitaram a permanência do estabelecimento ali. O que acaba ficando oculto é que através de ligações para a Polícia Militar, dezenas de carros eram multados em virtude do som alto, direção embriagada, direção perigosa e ainda por causa da obstrução da via.
Segundo a Polícia Militar, o Postim era um dos locais onde mais aconteciam problemas, pois o aglomerado de pessoas era muito grande e por inúmeras vezes os moradores dos prédios próximos pediam a presença da Polícia por lá. O som alto, além de incomodar os moradores incomodavam os pacientes do Hospital Santa Helena que fica a pouco mais de 500m do epicentro do som automotivo ensurdecedor. A juventude unaiense que sempre se reunia ali agora opta pelos “luais” em áreas mais externas da cidade até que haja a providência de um lugar fora do perímetro urbano para abrigar os apaixonados pelo som automotivo, que não estão errados em gostar, no entanto, falta infraestrutura para abrigar sem perturbar.
Outro problema relativo à poluição sonora está no tocante aos carros de propaganda, que além de desrespeitarem hospitais e igrejas, principalmente no período de propaganda eleitoral, diminuem a velocidade do fluxo de trânsito no centro. Muitos empresários viram nos outdoors e nos painéis digitais a oportunidade para eliminar os gastos com propaganda volante, no entanto, ainda é alto o número de empresas que anunciam através deste meio.

Sinalização deficiente
Embora a gestão passada tenha investido quase 65 mil reais em placas de orientação a condutores de outras cidades, ainda existem muitos problemas relacionados à sinalização em Unaí-MG. Não somente referente a ruas e avenidas, mas principalmente relacionado a quebra-molas, falta de placas em ruas sem saída (o que já ocasionou um acidente em 2010 no Córrego Canabrava), órgãos governamentais de grande fluxo como a Prefeitura Municipal e ainda órgãos militares como as Polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros.
Quebra-molas em excesso e faixas de pedestres em locais indevidos lideram as reclamações dos cidadãos unaienses quando a palavra é trânsito. A atual gestão municipal iniciou seus trabalhos diminuindo o número de faixas pintadas e quebra-molas construídos, contudo, os últimos dias têm surpreendido os cidadãos que temem em acordar com uma faixa de pedestre numa esquina apenas para beneficiar o grande fluxo de pessoas que sai de um determinado estabelecimento, mesmo sendo num local indevido.
Na gestão passada, os quebra-molas foram largamente construídos na cidade, sobretudo em áreas onde os próprios moradores reivindicavam os instrumentos de redução da velocidade dos veículos em determinadas. Contudo, muitas vezes o cidadão que pede a construção de um quebra-molas não imagina que o excesso pode trazer lentidão e ainda ocasionar mais acidentes, além de causar sérios prejuízos aos condutores, caso não haja um planejamento para implantação do redutor de velocidade.
Escassez de estacionamentos e a solução pregada pela Zona Azul
A matéria “Estacionamentos Privados X ZonaAzul: o embate para aumentar as vagas” trouxe um panorama dos problemas existentes sobre a falta de estacionamentos na região central da cidade. O leitor e blogueiro Luiz Paulo Oliveira, em seu comentário sobre a inconsciência de alguns moradores em deixar seus carros estacionados durante todo o dia e a noite na Praça JK e arredores, revelou que “em muitos desses casos o que acontece é que os prédios mais antigos não têm vagas para todos os apartamentos, daí moradores precisam mesmo deixar nas ruas ou nos próprios estacionamentos pagos, temos vários exemplos de edifícios assim na cidade, e pior, são vários casos onde cada família dos apartamentos tem mais de um carro, o que acaba complicando ainda mais. A maioria dos novos edifícios já está sendo projetado para ter dois pavimentos de garagem e amenizar esse problema futuramente, em outros casos o condomínio comprou o lote vizinho e transformou em estacionamento ampliando assim as vagas para os moradores do edifício”, ressaltou imponente.
O aumento da frota unaiense é o fator principal para a falta de estacionamento nas áreas centrais da cidade nos horários comerciais, contudo outros fatores indiretos também são influentes nessa tal “escassez de vagas” como, por exemplo, a facilidade para acesso ao crédito por parte das políticas de aquecimento da economia no governo Dilma, impulsionando a compra de mais veículos e assim uma superlotação. Lojistas e trabalhadores que poderiam aproveitar apenas um veículo esbanjam e individualmente, deixam seus carros de frente às lojas, no entanto, há também lojistas que insistem em ‘reservar’ vagas para carga e descarga sem que haja nenhuma placa, apenas com caixas e cones.
A implantação da Zona Azul ainda é uma incógnita, pois os rumores de implantação ainda neste ano são fortes, contudo, esta que é uma medida que visa o controle, educação e melhoria para o trânsito está travando um embate gratuito com os estacionamentos rotativos privados. Esse embate promete durar vários dias até o final do ano, caso exista a implantação da Zona Azul nas ruas de maior tráfego da cidade.
Não somente nesse aspecto do trânsito, mas como um todo, o trânsito é resultado de vários coeficientes, entre eles, é possível citar a reeducação do público, a melhoria e ampliação do transporte público coletivo, assim como também a formação de uma consciência coletiva sobre as necessidades de melhoria no trânsito poupando vidas que se vão, direta ou indiretamente em decorrência do trânsito caótico das cidades.

Ciclistas, caminhoneiros, motoristas, carroceiros, motociclistas e pedestres compartilhando do mesmo espaço: o que fazer?
Pedestres que atravessam a faixa sem sinalizar, motoristas que ultrapassam o sinal vermelho como se não houvesse semáforos, ciclistas pela contramão, veículos de carga parando o fluxo de veículo e veículos com tração animal por toda a cidade. Em todos os casos, além de desatenção são notadas sérias situações de desrespeito à legislação.
No caso dos pedestres, a lentidão cômoda de alguns atrapalha o fluir do trânsito enquanto a pressa exacerbada de alguns outros faz com que muitos condutores tenham que acionar o freio bruscamente para não causar um acidente. Enfim, como em todo o trânsito, é preciso que a equação de responsabilidade defensiva volte a ser operada pelas duas partes.
Até o final do ano passado, os semáforos de Unaí-MG funcionavam num sistema integrado onde regulavam o trânsito das 6h até as 23h. Na nova gestão, o gerenciamento dos semáforos apregoou o funcionamento regulatório dos semáforos apenas até às 22h e em alguns casos, os semáforos começam a operar apenas o sinal de alerta a partir das 21h. Outros semáforos foram retirados ou sua manutenção foi suspensa.
O problema relacionado aos semáforos está intimamente relacionado com o fluxo de veículos que circulam pela região central da cidade em face da saída dos estudantes das faculdades existentes na cidade, ou seja, com a saída dos estudantes até as 22h30min, o fluxo de veículos é intenso. Em ruas menos movimentadas reinam os desrespeitos e os riscos de acidentes, onde carros e motos ultrapassam os sinais vermelhos como se ali não houvesse os sinaleiros.
Adolescência e juventude combinam com riscos? Para muitos ciclistas nesta faixa etária, andar pela contramão, pelas calçadas, em alta velocidade, “costurar” o trânsito, usar bicicletas elétricas em altíssima velocidade e sem proteção, não parar em semáforos e esquinas e ainda andar na faixa da esquerda são cenas de extrema naturalidade para os condutores que convivem com grande parte dos ciclistas unaienses no trânsito. A alegação é que se chega mais rápido ao destino correndo riscos.
Esta série já trouxe o exemplo simples e barato da cidade de Patos de Minas que pintou uma faixa de ciclovia com largura de um metro junto ao meio-fio de várias vias. Uma solução simples e barata, mas que dependeu de um trabalho duradouro de reeducação e conscientização poderia ser implantado na cidade mediante a inclusão do plano no PRT.
Uma economia pujante em função da produção de grãos depende do transporte eficaz da produção. Para tanto, os motoristas de caminhões que residem nas áreas mais periféricas da cidade preferem ir até suas residências com os caminhões, bi trens e carretas a deixa-los num posto de combustível. Essa circulação, além de prejudicar fisicamente as vias da cidade, ainda acarreta lentidão ao trânsito principalmente nos horários de pico e ainda causa uma sujeira imensa, o que sob certo aspecto, neutraliza as ações de limpeza promovidas pela Prefeitura Municipal de Unaí, como o projeto Unaí Cidade Limpa. É importante ressaltar ainda que todas as entradas do município informam que há restrições para o tráfego de carretas e caminhões em Unaí.
Por fim, os carroceiros são outros elementos que circulam pelas ruas da cidade. Não consiste em um hobby, mas sim numa profissão lucrativa que concede à maioria dos carroceiros prover sustento para toda família. Conquanto, a relação entre as carroças e os demais veículos pode não ser harmoniosa porque uma buzina apenas é o suficiente para assustar o animar e causar um acidente. Com o crescimento dos alugadores de caçamba, esta profissão tende a se extinguir em poucos anos na área mais central da cidade.

Podar sim, cortar não!
O cidadão unaiense que vive na cidade há mais de dez anos sabe que a política desenvolvimentista urbana de Antério Mânica nos seus oito anos à frente da Prefeitura Municipal de Unaí incluiu também alguns pontos negativos e neste âmbito, o corte de árvores foi característica forte. Muitas calçadas da cidade eram lotadas de árvores, mas os moradores insistiam em tirar essas árvores alegando sujeira em excesso. A Prefeitura expedia facilmente a licença e o morador efetuava o corte. As construtoras também deram sua contribuição para aquecer a cidade, reduzindo as áreas verdes nos terrenos e dando lugar aos imensos blocos de concreto.
Nas vias públicas também não foi diferente e com a alegação de ampliara visão, muitas árvores foram cortadas. De fato, dezenas de árvores ofuscavam a visão dos motoristas e causavam acidentes, todavia, em grande parte das situações, a poda regular da árvore era o suficiente para manter a segurança e a visão necessária dos condutores de veículos.
Hoje, o produtor rural Carlos Lysias (Carlinhos Demóstenes) está a frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMADS) e ainda não desenvolveu junto ao prefeito Delvito Alves um esperado projeto de arborização da cidade. Alvo de pedidos enviados por vereadores ao Executivo, a arborização da cidade é, antes de tudo, um passo importante na diminuição da temperatura da cidade que, nos níveis atuais, está bastante alta. As árvores, além de absorver mais dióxido de carbono e consequentemente aumentar o bem estar da população, acabam valorizando mais o empreendimento.
Voltando ao assunto principal, é possível observar que existem algumas árvores que atrapalham a visão dos condutores, no entanto, ao invés de cortar a árvore, uma poda bem feita evita acidentes, melhora o visual do local e ainda evita problemas com a fiação. O projeto Unaí Cidade Limpa contribuirá não somente para a melhoria estética da cidade como também facilitará transitar pelas calçadas e ruas da cidade. Espera-se que a atual gestão pense em plantar árvores e cuidar para que seu crescimento oferte sombra e um clima mais agradável para toda a população.
O diretor da área de trânsito e limpeza da Prefeitura Municipal, Jó Luiz Corrêa, está desempenhando um trabalho de limpeza das árvores que prejudicavam a visão de várias placas na cidade. A imagem que encabeça este tópico mostra a poda de várias árvores que atrapalhavam os condutores a enxergar uma placa no bairro Bela Vista. Os condutores esperam que essas ações sejam periódicas e contínuas em toda a cidade para que assim facilite ver aquilo que já foi investido na melhoria do trânsito.
Ruas esburacadas
Como o IDmostrou na matéria “Estacionamentos Privados X Zona Azul: o embate para aumentar as vagas”, por qualquer rua que você anda em Unaí-MG, não será tão difícil encontrar algum buraco, por mais que pequeno, isto porque já há mais de um ano que não é realizada uma operação tapa-buracos, exceto nas ruas em que foram asfaltadas novamente, como é o caso da Governador Valadares, no trecho que liga a Avenida São João até a Rua Alba Gonzaga. Com isso, a falta de manutenção tem deixado vários motoristas indignados, não só pelo fato de a atenção ter que ser redobrada nesses locais, mas o fato de esses buracos causarem danos aos veículos.
Os bairros Politécnica e Cachoeira foram bastante afetados pelos buracos no asfalto, com isso, a preocupação dos moradores é quando haverá uma operação tapa-buracos para evitar acidentes, melhorar o tráfego e ainda diminuir os prejuízos causados. No próprio Centro da cidade, ruas como a José Luiz Adjuto, Djalma Torres e Alba Gonzaga mostram os buracos. É importante lembrar que pela maioria das ruas esburacadas passam grande parte da frota unaiense e os perigos – e o tamanho dos buracos – só aumenta.
Delvito Alves anunciou na última terça-feira (26) que a Prefeitura providenciará uma licitação para fazer uma operação tapa-buracos de qualidade “investindo corretamente o dinheiro do cidadão”. Uma ação corretiva necessária para que haja um melhor tráfego na cidade.
Avanços na legislação e o trânsito contado pelos motociclistas
“Eu acho que deveria ter mais educação no trânsito, pois as pessoas usam muito a maldade”, explica Osmano Fernandes, 42, mototaxista em Unaí há alguns anos. Ele reitera que “à noite é uma coisa e durante o dia é outra”, em relação à fiscalização e o desrespeito dos condutores.
Nascimento Rodrigues, 58, é um dos veteranos no ramo e explica que “realmente o trânsito de Unaí está muito bom ainda sobre a segurança, mas no caso das empresas de mototaxistas, está precisando de algumas regularizações, porque o que está acontecendo é que às vezes você está trabalhando e há outras que te impedem no trânsito. Por exemplo, o uso do material, muita gente e outros mototaxistas não têm e a gente fica trabalhando no meio das pessoas que não estão devidamente preparadas […] mais de 50% não usam os equipamentos de segurança […] não adianta nada eu estar preparado e meu colega não estar”.
Entrevistamos o motociclista Nilson Evandro Miranda que nos contou sobre os problemas que o trânsito de Unaí apresenta aos motoristas em tráfego pelas ruas da cidade, “faixas de pedestres nos lugares errados, faltam sinaleiros em algumas vias, placas pra quem é de fora, pois é muito desorganizada, isso de contramão e mão numa mesma rua. A Rua Paracatu tem quatro sentidos, por exemplo, desorganização total, sem falar nos motoristas. Falta de estacionamentos e ainda o trevo de Paracatu, que é totalmente errado, esburacado. Se tivesse Guarda Municipal, facilitaria até a questão dos pedestres atravessarem de forma correta, assim como também as câmeras de monitoramento facilitariam”, pondera.
Desde a terceira matéria do ID, muitas mudanças que entraram em vigor estão em prática, tais como o uso de colete por parte de motociclistas, a taxa de tolerância zero na Lei Seca, entre outros avanços que de alguma forma contribuíram para alcançar as metas pretendidas em alguns casos, no entanto, ainda é alto o número de acidentes, as mortes envolvendo bebida e direção ainda são notórias e não está nada bem continuar assim. Por isso, é precisar dar uma atenção maior à segurança e nesse aspecto, o governo brasileiro já decretou que será obrigatória a instalação de freios ABS e airbags já na linha de montagem de todos os veículos nacionais visando uma diminuição das mortes em acidentes mais graves.
Obras da Travessia Urbana e Duplicação da BR-251
Recomeçaram na semana passada as obras da Travessia Urbana de Unaí. Essa obra que é congruente à duplicação da BR-251 deverá custar R$ 22 milhões. A duplicação da BR-251 está em andamento já com vários passos dados, inclusive a duplicação de grande parte da via, nesse momento, falta terminar a ponte sobre o Ribeirão Santa Rita, concluir as obras de duplicação no trecho que conduz à saída para Paracatu e assim viabilizar completamente a construção do tão esperado viaduto que ligará o complexo dos bairros Canaã, Novo Horizonte, Iuna, Cidade Nova e De Lourdes ao Centro da cidade. Inclusive, é preciso que os visitantes ao chegarem em Unaí tenham muito cuidado com as mudanças que estão sendo feitas para evitarem acidentes.
A previsão de término das duas obras que era para o fim de 2010 acabou sendo prorrogada por inúmeras vezes e agora, com base em consultas ao site do Programa de Aceleração do Crescimento, deverá ficar pronta até o fim de 2014. A viabilização dessas duas obras foi parte do empenho de José Santana (PR-MG), ex-deputado federal que concedeu apoio ao ex-prefeito Antério Mânica enquanto ainda prefeito de Unaí. Juntas, as duas obras do Governo Federal somam mais de R$ 50 milhões investidos. A promessa do Anel Viário já está quase saindo, agora com o prefeito Delvito Alves, “puxar a orelha” de Antônio Anastasia ficou mais fácil para acelerar o início da obra e de uma vez por todas, conseguir provar seu real empenho na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Acessibilidade (mobilidade) é a chave!
Carrinho de bebê, cadeira de rodas e vara guia. Três instrumentos (e seus donos) essencialmente “castigados” nas calçadas de Unaí-MG. Retratado também na matéria “Estacionamentos Privados X Zona Azul: o embate para aumentar as vagas”, o deficiente físico perece em Unaí-MG. O olhar do Poder Público é necessário para que haja pelo menos uma movimentação mais incisiva sobre o aspecto da acessibilidade na cidade.
No tocante à fiscalização, os deficientes perecem. A foto que encabeça este tópico é, no mínimo, um erro gritante do contratante do serviço, que além de colocar a caçamba numa vaga de deficiente, segundo informações, foi contratada pelo INESC para uma reforma. Dois dias depois da publicação dessa imagem, a caçamba foi retirada. Oportunistas para pegar as “vagas fáceis” e ainda pessoas de má índole obstruindo passagens de deficientes, esse é o perfil da maioria dos infratores e no mínimo, inimigos do deficiente físico que depende tão somente de acessibilidade para que se locomova com independência nas ruas de Unaí que ainda não contam com uma estrutura adequada para recebê-los com dignidade.
Projeto de Reestruturação do Trânsito de Unaí
Como já sabe, as ruas de Unaí-MG foram projetadas em meados de 1980, onde a frota era muito pequena em relação à que circula hoje nas ruas da cidade, que segundo estimativas do IBGE chega aos 30 mil veículos, sendo que desses mais de 30 mil, mais da metade são automóveis e outra grande parte (8 mil) são motocicletas. O Idade Digital vem batendo firme na tecla de que Unaí necessita de um projeto de melhoria do trânsito denominado Projeto de Reestruturação do Trânsito (PRT), pois não adianta instalar um semáforo aqui e pintar uma faixa de pedestre ali enquanto o sistema e a infraestrutura de tráfego está confusa, obstruída e obsoleta em grande parte da cidade.
Não é possível afirmar que o trânsito irá ou não piorar nos próximos anos caso não haja nenhuma intervenção do tipo proposto pelo ID, sobretudo, há algumas relevantes informações que devem ser levadas em consideração. A taxa de crescimento da frota unaiense nos últimos sete anos foi de 7,8%, nesse passo, uma estimativa essencialmente otimista e inversa aos incentivos governamentais e facilidades no acesso ao crédito, o número de veículos em 2012 chegaria às proporções assustadoras de 65 mil unidades. Será que é possível comportar todos esses veículos nas ruas da cidade sem alterações no tráfego?
As alterações que são previstas estão no rol de ações básicas da Prefeitura Municipal de Unaí como instalação de mais semáforos, pintura de novas faixas, criação da Zona Azul e ainda outras ações para atender aos requerimentos enviados pelo vereador Thiago Martins (PR-MG) inclusive. O que mais influencia nessas mudanças é que grande maioria pode ser feita de forma incoerente porque há determinadas situações do trânsito unaiense que carecem de um olhar específico e inabitual para determinar mudanças mais drásticas evitando assim o uso do dinheiro público em obras que surtirão apenas corretivos e não preventivos.
Portanto, a realização de um PRT por parte de um engenheiro de tráfego e transporte urbano implicaria não somente em mudanças no trânsito, como também na estrutura do transporte coletivo de Unaí. O PRT é feito basicamente a partir de um mapeamento especializado apontando falhas, erros, possibilidades de alterações, modificações urgentes, modificações médias e modificações a longo prazo, assim como também implica num levantamento da frota, do número de veículos de transporte coletivo disponível, na localização dos pontos graves do fluxo e no apontamento de danos ao meio ambiente advindo da frota cada vez maior no município. A elaboração dum PRT necessita, acima de tudo, de interesses políticos e financeiros, o que provavelmente não deve ser efetuado por estas razões. O custo de um PRT varia de cidade em cidade, mas no caso específico de Unaí deve chegar aos 500 mil com as alterações essenciais feitas.

Uma série de três meses
Complicado, exasperado e crítico. Um espelho dos textos que marcaram esta série do Idade Digital com cinco matérias durante os meses de janeiro, fevereiro e março. Missão cumprida, olhos atentos do Poder Público a todas as críticas e ponderações feitas, além da palavra excepcional do nosso amigo leitor que compartilhou, deu sua opinião e ainda contribuiu ativamente enviando fotos e informações para que corrêssemos atrás da notícia, da novidade, da matéria e consequentemente resultando nos fatos aqui apresentados.
Assim como a série “Drogas: a guerra está declarada!”, a série “Trânsito: é preciso mudar!” trouxe vários efeitos noticiosos à cidade. Novidades, ponderações e principalmente sugestões de melhoria para um trânsito que se não for melhorado deverá ser piorado com o passar dos anos e então, começar a rotina terrível e indesejável das mortes diárias na cidade. Nessa série, criticamos, observamos, denunciamos e levamos ao conhecimento das autoridades vários aspectos do trânsito unaiense, levamos ao leitor aquilo que há de mais novo na legislação, buscamos criar uma conscientização efetiva e aguardamos resultados práticos.
O leitor cidadão, que contribuiu, que enviou fotos, que informou, que deu seus comentários, que mostrou aquilo que estava errado, você, sim, você é o grande sujeito de toda esta série. Com certeza, sem vocês, não teríamos conseguido terminar uma série de matérias tão extensas como essa. É com efetiva certeza também que cremos que esta série não será apenas mais uma, mas ficará marcada na história de Unaí por sua profundidade em tratar questões tão divergentes e tão urgentes.
O IDtrouxe essa série que coincidiu com os três primeiros meses de governo do prefeito Delvito Alves. Na busca do objetivo principal que é prestar um serviço informativo à população de Unaí, o IDinformou, apontou e opinou sobre o futuro do trânsito unaiense. Atenciosamente, a Prefeitura Municipal de Unaí-MG acompanhou todas as matérias e entendeu que visamos buscar, assim como deve ser todo e qualquer veículo de comunicação, acima de tudo, as melhorias através das descobertas, críticas e sugestões.
Aqui, expomos várias situações que trouxeram grandes repercussões nos planejamentos efetuados pela Prefeitura Municipal, no entanto, não fizemos tudo o que era desejado e trouxemos a princípio um levantamento para embasar todo o contexto de nossas matérias, todavia, ainda assim diversas situações não foram expostas e já são de conhecimento do leitor e também do secretário responsável pelo trânsito. Como veículo imparcial de Unaí-MG, o ID espera ter contribuído de alguma forma para a melhoria ou pelo menos a tentativa de melhoria do trânsito unaiense.
Reveja toda a série e baixe o levantamento do ID clicando nos links abaixo:
No trânsito, celular mata, bebida mata, brincadeira mata, imprudência mata, corrupção mata e carteira ‘comprada’ mata. Por isso, a consciência é palavra-chave. Trânsito: é preciso mudar! Compartilhe essa ideia!
Bruno de Oliveira Rocha

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

0 resposta em “Trânsito: a realidade contada pelo povo e um raio X do trânsito unaiense; resumão final”

Bom… E aqui se concluiu mais uma super matéria da série “Trânsito, é preciso mudar”. Fico feliz por poder participar da mesma. Até então nesse ano, nada foi feito para melhorar o trânsito. Mas Para piorar ainda mais a situação, com as ultimas chuvas várias vias ficaram esburacadas. Surge uma esperança… Essa semana a boa notícia, pude conferir que varias ruas foram recuperadas já que as chuvas amenizaram, e também a construção da passarela que começou a ser construída na semana passada, no trevo de entrada a Unaí, próximo Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito, como você mesmo citou na matéria, esse que dará mais segurança para os moradores/pedestres dos bairros periféricos. Muitas mudanças ainda precisam ser feitas, especialmente na área central, pois não só os comerciantes estão insatisfeitos com o trânsito, mas os moradores também, que não tem mais segurança para trafegar tranquilamente por aqueles locais em determinadas horas do dia.
BR 251: Durante a semana pela manhã e no fim do dia, o trânsito nessa rodovia é constante, as obras de duplicação tinha uma das metas de melhorar a fluidez dos veículos naquele local, mas que com a falta de planejamento e um projeto que deixou a desejar, não vem ajudando em nada, e sim provocando acidentes principalmente no trecho próximo ao bairro Kamayurá, onde uma das vias é mais alta que a outra e não é sinalizada. E moradores do Bairro Riviera Park também encontram problemas para entrar na rua que dá acesso ao bairro já que não existe um trevo que ligue a BR até aquela via.
Córrego Canabrava: Entre o Corpo de bombeiros e a Avenida Governador Valadares o famoso calçadão é destinado apenas a pedestre, mas infelizmente esse é um trecho mal planejado, pois várias casas já estavam lá e davam de frente para o Córrego antes da construção desse calçadão. Na época Segundo o Prefeito Antério Mânica esse trecho seria todo arborizado, com gramado e tudo mais, desde então nada mais foi feito, aquela parte foi esquecida, e apenas a terra e poeira toma conta. Já flagrei por diversas vezes carros e motos trafegando por ali, já que são d moradores, estes que não tem outra forma de entrar e sair com seus veículos de casa, é algo a se pensar, em fazer uma pequena via naquela região.
Enfim… são vários os problemas no trânsito, e alguns motoristas prejudicam ainda mais o tráfego: Param em cima da faixa de pedestres, por exemplo, é uma situação bastante comum e também estacionar em locais proibidos. A frota não vai parar de crescer, pois a produção de automóvel tem um grande estímulo hoje, com a redução do IPI. Com financiamento fácil, muita gente ainda troca o ônibus pelo carro. E o excesso de carros retarda os ônibus, que levam 50 pessoas. Muitas vezes 50 carros levam 50 pessoas. E 50 carros rodando ocupam lugar de 20 ônibus no mínimo. A tendência do trânsito em Unaí, claro, é só piorar se algum planejamento ou obra não for feita ainda esse ano, mesmo com operações tapa buracos, todos os meses as vias ficam desgastadas, é buraco demais, pistas de menos, carros demais, fiscalização de menos, engarrafamento demais na área central, paciência de menos. Parabéns pela série e que venham mais nesse sentido que mostram a realidade do Município.

Obrigado pela participação, Luiz Paulo. Saiba que sua opinião, bem como a de todos os outros leitores foram determinantes para o sucesso dessa série longa e polêmica.
Hoje, vejo que o trânsito unaiense tem dado passos regressos, enquanto a Prefeitura Municipal de Unaí está com o Unaí Cidade Limpa em foco, caminhões e carretas circulam livremente pela cidade como veículos de passeio causando consequências às ruas e lentidão ao trânsito.
Poucos sabem, mas o trânsito de carretas na região central da cidade é proibido, salvo em caso de carga e descarga, mas a falta de fiscalização e desrespeito dos caminhoneiros estão trazendo grandes problemas. Os buracos, por exemplo, tem o diâmetro aumentado quando toneladas são colocadas sob a via.
Com relação aos outros problemas citados, é importante considerar que agora restam medidas paliativas, todavia, nunca é tarde para pensar num PRT.
Grande abraço a todos!

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