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Com reação inacreditável, Unaí empata com Botafogo-DF em jogo polêmico

Pela terceira rodada da Taça Mané Garrincha, o segundo turno do Candangão 2013, Unaí Esporte e Botafogo-DF se enfrentaram no estádio Urbano Adjuto na tarde deste domingo (7). O jogo, que valia a chance de se afastar da zona de descenso da competição terminou em empate e muita confusão. Confira detalhes das polêmicas do jogo!

As duas equipes vinham de derrota no campeonato e o jogo prometia fortes emoções. Nos vinte primeiros minutos da partida, apenas o Unaí levou perigo e deu trabalho ao goleiro do Botafogo-DF. Com chutes de fora da área, Alemão e Sandro Goiano se revezavam tentando furar as redes da equipe visitante, porém, o lance de maior perigo do Unaí no início da partida foi a bola de Careca que cabeceou para o gol fazendo Roberto, goleiro do Botafogo, trabalhar pela primeira vez em campo.
O restante da primeira etapa foi marcado por várias faltas e alguns cartões amarelos para jogadores das duas equipes. Aos 34’, a reação do Botafogo começou com o rapidinho Willian Quarentinha, chutando na entrada da área do goleiro Tiago. Aos 35’, Cleiton Mineiro, treinador do Unaí chama dois atletas para o aquecimento, mas depois da falta dura de Romarinho em cima de Vanderson, o treinador decidiu aguardar o intervalo para mexer na equipe.
Quando Sabino entrou no lugar de Careca, para o Unaí Esporte, o time ficou mais ofensivo, entretanto, o Botafogo foi quem saiu para o jogo no segundo tempo e Willian Quarentinha, aos 5 minutos, fez, de fora da área, abrindo o placar para o alvinegro. Com o susto, o Unaí partiu pra cima da equipe do Botafogo e conseguiu arrancar bons contra-ataques com o atacante Sabino. Já aos 10’, depois de uma falta, Guel saiu machucado para entrada de Júnior no Botafogo.
Foi só o técnico Wilson Moreira mexer na equipe que Cleiton Mineiro chamou o baixinho Wallise para entrar no lugar de Alemão, aplaudido por uns e xingado por outros. Wallise e Sabino tabelaram várias vezes tentando chegar ao gol, mas não conseguiu. E, se quem não faz está sujeito a levar, o contra-ataque do Botafogo aos 27’, puxado por Quarentinha terminou no drible do atacante pra cima do goleiro Tiago e do zagueiro Binha enfiando a bola para o fundo das redes do Unaí. Os jogadores do Verdão reclamaram bastante alegando que a bola havia saído pela linha de fundo.
A torcida já se despedia do estádio proferindo palavrões e lamentando os dois gols do alvinegro brasiliense, quando o árbitro marcou pênalti para a equipe mandante aos 36’. Filhão bateu devagar, no canto, e diminuiu para o Verdão. Sem imaginar que o mesmo jogador seria o herói da partida, Filhão continuou indo pra cima e puxando a equipe. O Botafogo, que sentiu a pressão, se recuou todo no campo de defesa, mas o Unaí estava determinado e foi aos 47’, com todo mundo já a frente da linha do meio de campo, que o Unaí conseguiu mais um pênalti. Filhão, de novo, ao seu estilo, bateu e empatou para o delírio da torcida unaiense.
No instante seguinte, Wales Martins, o árbitro da partida, expulsou o técnico do Botafogo-DF, Wilson Moreira. Segundos depois, a comissão técnica invade a área técnica e inicia uma discussão com a comissão de arbitragem. Depois de alguns poucos segundos, em reação à expulsão do técnico, um membro da comissão técnica tentou agredir o árbitro da partida. A Polícia Militar já estava tentando controlar a situação quando o mesmo membro da comissão técnica mostrou suas partes íntimas em público, constituindo gesto obsceno. A partida não foi reiniciada enquanto o treinador não foi conduzido ao vestiário e enquanto o cidadão que praticou gestos obscenos estive sob o controle da Polícia Militar.
Foram quatro minutos de confusão e o árbitro acrescentou esse tempo aos acréscimos, totalizando nove minutos de jogo além do tempo regulamentar. Os torcedores do Unaí, satisfeitos com a reação incrível do time passaram a criticar e insultar agora o membro da comissão técnica detido pela Polícia Militar à beira do gramado. As duas equipes ainda tentaram reverter o resultado, mas acabou em 2 a 2, onde agora as duas equipes precisam de ganhar os próximos jogos para respirarem, o Unaí joga fora de casa contra o Brasiliense no próximo sábado e fecha sua participação na fase de grupos do segundo turno do Candangão 2013 no dia 20 de abril em casa contra o Legião.
Arbitragem polêmica
Foi o juiz apitar o fim da partida e os jogadores do Botafogo-DF cercarem-no para tirar satisfações com os dois pênaltis, porém, tensão com o técnico do Botafogo continuou até a comissão de arbitragem sair de campo. O membro da comissão técnica foi conduzido à delegacia pela Polícia Militar e foram tomadas as devidas providências. A torcida do Botafogo, que mesmo em menor número, compareceu ao estádio reclamou bastante da arbitragem e em gesto de apoio ao técnico, vaiou o árbitro da partida.
Com os ânimos mais calmos, o treinador deu suas declarações ao site Esporte Candango em relação à partida e à arbitragem. “Primeiro eu tenho que lamentar bastante a vergonhosa arbitragem que fez o senhor Wales Martins, uma arbitragem totalmente parcial. Depois que a gente já havia marcado o segundo gol, ele passou a nos vingar com cartões e depois marcando todas as faltas próximas da nossa área e ainda assinalou duas penalidades inexistentes. Foi vergonhoso, eu achei que das duas uma: ou ele não aguentou a pressão ou ele recebeu dinheiro pra fazer o resultado”, falou Wilson Moreira.
Mandinga e o criticado Sandro Goiano
Ao chegar ao estádio Urbano Adjuto antes do início da partida foi possível notar bastante sal grosso espalhado em toda a arquibancada e até mesmo na tribuna de imprensa. O gesto de superstição foi um ato para tentar afastar para longe a má fase do clube. A mandinga não deu certo e as duas equipes ficaram no empate por 2 a 2, conquistando apenas um ponto cada uma.
Antes do início da partida, o ID entrevistou, com exclusividade, o técnico do Unaí, Cleiton Mineiro sobre a atuação de Sandro Goiano dentro de campo. O centroavante que já foi uma grande estrela e passou por times como Grêmio e Goiás e agora, no Unaí Esporte, sempre foi a promessa, mas não consegue marcar. Confira as palavras do treinador:
ID: Qual a esperança de que Sandro Goiano volte a ser decisivo como sempre foi em sua carreira?
Cleiton Mineiro: O Sandro Goiano é um caso complicado. A bola não chega para ele fazer o gol. Até então, ele nunca pegou a bola em situação de fazer o gol, a parte tática ele cumprido ela certinho, mas infelizmente na hora de passarem a bola pra ele, a bola não tem chegado. […] Eu tenho certeza que nesse jogo ele vai começar fazer os gols e daí então voltará a ser aquele Sandro decisivo, onde trabalhou e foi campeão em vários clubes e eu sei que o torcedor cobra, mas a gente sabe da importância e do respeito que as outras equipes têm por ele dentro de campo.

Bruno de Oliveira Rocha 

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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