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A OCUPAÇÃO AVANÇA SOBRE AS ÁREAS INTOCADAS EM UNAÍ-MG

A Prefeitura Municipal de Unaí autorizou. A Superintendência Regional de Regularização Ambiental também. Nem por isso, loteamentos que avançam sobre áreas de relevante interesse ambiental são “mocinhos”.

É preciso compreender que Unaí-MG tem um déficit habitacional de milhares de moradias e também que a cidade precisa crescer. O que também não pode ofuscar a preocupação ambiental.

Loteamentos como, por exemplo, Água Branca e Terra Nova, estão bem próximos das margens do Rio Preto. A ocupação ali pode desencadear atividades descontroladas e acarretar problemas ao Rio Preto, que abastece a cidade.

Apesar de tudo, o que mais preocupa além do problema ambiental é a especulação feita sobre os terrenos. Valores absurdos, que não correspondem à realidade da terra, são cobrados de trabalhadores que sonham com sua casa própria e com um lugarzinho para construir seus sonhos.

Nesta negociação suja, quem perde são as futuras gerações que não terão dinheiro para arguir com a compra de terrenos, nem terão como recuperar áreas degradas, nem também terão como recorrer aos abastados donos das construtoras porque será pouco provável batalhar judicialmente contra um poderoso construtor.

Se não há revés para os problemas ambientais, que pelo menos os loteamentos sejam bem estruturados, principalmente no que tange ao trânsito. Unaí se prepara, sob a gestão de Delvito Alves, para se tornar a maior cidade do Noroeste de Minas Gerais em território – que já o é – e em população – que perde para a “rival” Paracatu. Portanto, preocupando com o meio ambiente, sem dúvida, será uma cidade para o futuro sem gargalos.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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