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Caminhos da educação

O ensino superior público no Brasil é muito bem cuidado quando se contrasta com a realidade da educação básica. Tanto universidades estaduais quanto federais, mesmo com problemas de infraestrutura e falta de professores recebem muito cuidado e consequentemente muito dinheiro.

Na educação básica, a lei da economia foi instaurada há tempos. Nos anos de eleições, por exemplo, os servidores da educação sofrem com os cortes. Em Minas Gerais, até o papel A4 é regrado, contado, auditorado.

Hoje, o governo federal comemora a marca de 1 milhão de matrículas no ensino superior público. Contudo, a universidade privada ainda domina mais da metade das matrículas.

Infelizmente, com o ensino básico indo de mal a pior (grade curricular ruim, maus professores, péssimos salários para todos os servidores, etc.) é razoável que este número de matrículas nas universidades privadas aumente e com isso, com o perdão das boas faculdades privadas e dos bons alunos, os péssimos profissionais vão sendo formados.

Para mudar o ensino básico, o governo federal já tentou realizar uma série de medidas como o “Caminhos da Escola”, o “Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa”, entre outros programas. Sem sucesso efetivo.

Há quem defenda a federalização do ensino. Seriam milhões gastos a mais com a burocracia, falta de presença do Estado e consequentemente maiores oportunidades para a corrupção. Os municípios e estados vêm tentando fazer sua parte melhorando o salário dos servidores e a infraestrutura, mas somente isso não é suficiente.

O conjunto de melhorias tem que ser uma espécie de mutirão, como convocou o então ministro da Educação, Fernando Haddad, em 2007 para melhorar as universidades públicas e aumentar significativamente o número de instituições no interior. Deu no que deu.

A rede de ensino superior público cresceu com os institutos federais e as novas universidades, embora 30% das obras ainda não estejam prontas, e o salário dos professores aumentou, além da oferta de capacitação e aperfeiçoamento.

Se este exemplo fosse utilizado por todos os ministérios estaduais de educação, a rede básica de ensino melhoraria consideravelmente no Brasil. Pode ser um caminho, mas que demora…

*Com informações de Estadão Conteúdo, Portal Brasil e Carta Capital.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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