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Comportamento

Coragem, jovem!

Atualmente temos vivido um momento de instabilidade política, econômica e até mesmo social no nosso país. Neste cenário, é importante entender que apesar de qualquer situação, devemos centrar nossas atenções no futuro. Ora, os que agora são crianças e adolescentes, amanhã serão os nossos adultos, a força pensante, a força produtiva e claro, a força política de nosso país. Diante deste panorama, abordar a coragem a partir do olhar e da ação do jovem, não é fácil, ainda mais se tratando de uma análise religiosa. Tarefa difícil sugerida pela brilhante e exemplar jovem, a Aninha. Mas vamos lá!

Basicamente, existem duas correntes de pensamento sobre o que é juventude: para uns, é a fase da vida em que se aprecia e se vive diversas experiências com o mínimo de medo e o máximo de ousadia; para outros, é o estado de espírito e personalidade de uma pessoa independentemente da idade e, claro, com todos os aspectos que definem o jovem: ousadia, esperança, vontade de mudança, evolução em acordo com as transformações ideológicas e estruturais que o mundo vive.

Ambas as correntes estão corretas. Neste sentido, vamos refletir a respeito da ousadia e coragem, características marcantes em jovens. Nem todas as pessoas na faixa etária denominada “juventude” são iguais. O estereótipo etário de “jovem” é o primeiro paradigma a ser quebrado para entender o que passa pela cabeça do jovem brasileiro hoje e quem são esses jovens. Portanto, jovens são pessoas de qualquer idade com as características acima elucidadas.

A começar pela ousadia, o jovem tem algo a nos ensinar: faça o que tem que ser feito, ainda que isto seja uma loucura para todos. Ousar é acreditar no novo, no diferente, ousar é inovar. A mente jovem vai, outra vez, nos ensinar através da coragem. Geralmente, o jovem se liberta de alguns medos como manifestar sua opção religiosa, sua preferência esportiva, manifestar seu gosto musical entre outras características pouco importando com o que a sociedade achará. Para o jovem, “ser diferente” é uma premissa básica. Tudo isso porque os jovens estão libertos da neofobia (o medo do novo).

De posse desses conceitos, é preciso analisar no contexto religioso o papel dos jovens e daí tirar respostas para estas perguntas: por que igrejas investem em sonorização e inovação? Por que igrejas possuem núcleos de atividades evangelísticas especializadas para jovens? Por que as denominações mais conservadoras começaram a se abrir para a manifestação do espírito jovem nos seus cultos e na condução administrativa dos templos?

Primeiro, é preciso acrescentar que os jovens têm uma capacidade muito grande de mudança e consequentemente de se adaptarem aos ambientes nos quais se estabelecem. Portanto, para o jovem, se sentir bem, acolhido, suprido e com suporte e autonomia para desenvolver seus talentos é essencial. Por isso, igrejas investem fortunas em sonorização, virtualização de documentos e cultos, mídias sociais, produção de conteúdo de alta qualidade e na modernização de seus tempos. Elas precisam fornecer ao jovem o aconchego e estrutura necessários para que eles fiquem e desenvolvam as suas habilidades levando consigo a denominação.

Um pouco mais adiante, é preciso analisar que as igrejas têm setores especializados para jovens porque eles têm a carência de informação. A lógica é simples: se a igreja não informar de acordo com a sua linha doutrinária mantendo o jovem arrolado no convívio religioso, o jovem buscará “no mundo”, talvez certo, talvez errado. Atingir de forma completa o jovem é essencial para existir uma nova geração e a continuidade das obras sociais e dos cultos cada vez mais sofisticados nas igrejas.

E, por fim, de forma gradual, denominações conservadoras tanto do lado catolicista quanto do lado protestante vão adaptando seus cultos e sua forma de condução administrativa para abrigar jovens e as suas expressões. Teatro, louvor, coreografia, palestras temáticas e tudo mais levam os jovens a manter uma vida social de acordo com a doutrina levantada pelas denominações. Como ter gente é a única forma de manter viva e ativa uma igreja, é mais que necessário aconchegar melhor jovens e crianças.

O jovem é uma peça-chave de qualquer administração porque ele é ousado, corajoso, esperançoso e revolucionário. Isto não é algo que ele tenha que pegar no vento ou pagar caro para ter. Muito pelo contrário, é algo que já vem em você, jovem, ‘de fábrica’. Basta desenvolver cada uma dessas características e fazer o melhor para si, para os outros e, sobretudo, para Deus. As igrejas são escolas e hospitais, portanto, aprenda, se cure e ajude a ensinar e a levar outros para o caminho da cura, afinal escolas são para quem precisa aprender e hospitais para quem precisa se tratar. Mas nada disso é feito se não houver que ensine e quem cuide dos “pacientes”. E, você, jovem, tem papel fundamental nisso porque não se trata do fazer para si ou para A ou B, mas para o seu par, o seu semelhante, o seu próximo.

Jovens, não tenham receio de serem identificados por uma denominação ou mesmo por um grupo religioso. Não tenham medo de ler a Bíblia, refletir e participar de um grupo religioso que o leve a estudar mais e compreender de forma correta, idônea e clara a doutrina bíblica (leia-se doutrina bíblica e não outras doutrinas). Não diminua a importância da sua condição espiritual diante das demais áreas de sua vida. Prove as denominações de acordo com a Bíblia e, certamente, você será capaz de saber de onde veio, onde está e para onde vai, com certeza. A capacidade de mudança é sua. Se tem algo certo, divulgue. Se tem algo errado, junte forças para consertar. Você pode. Você tem todas as armas. Você tem a possibilidade de mudar essa e as próximas gerações. Coragem, jovem!

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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