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Há 50 anos…

No dia 1º de abril de 1964 o Brasil acordava com militares nas ruas. Todos os seus artefatos estavam sendo usados: revólveres, bombas, tanques, caminhões e cassetetes.

Era o primeiro dia de 21 anos de dor que se perduraram até a Constituição de 88. Mas foi também o primeiro dia de 21 anos de lutas nas camadas mais bravas – e clandestinas – da sociedade para derrubar a ditadura. Foi durante esta época que conhecemos àqueles a quem se deve o enfrentamento da ditadura, desde artistas, intelectuais, militares contrários ao regime, políticos, até os bravos estudantes alocados na luta através da União Nacional Estudantil (UNE).

Foi enquanto o país estava aflito que se revelaram os maiores nomes da geração que hoje tem seus 40 e poucos anos.

Recordar este absurdo que foi a ditadura não é erro. Naquela época, parte significativa da população apoiava o regime ditatorial sem saber realmente do problema que teriam sido responsáveis. “Era a melhor saída para os problemas do Brasil”, discursavam os apoiadores.

Recordar este absurdo é simplesmente um ato de lembrar que não podemos mais errar em nossas escolhas. É possível adiantar, por exemplo, que estaremos num cenário com algumas características bastante similares a 1964, após a Copa do Mundo. Teremos um governo de esquerda no poder, uma direita reacionária com poder de comunicação bastante amplo, muitos escândalos propagados pelas vultosas quantias gastas na construção dos estádio da Copa do Mundo e por fim, a redução da desigualdade social alcançada em parte (naquela época, era o que pregava João Goulart).

Atentem-se no que leem, ouvem e veem. Cuidado com as escolhas para não darmos chance à um novo golpe militar ou ao massacre da massa por meio da direita liderada pelo PSDB no cenário nacional.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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