Categorias
Política

Não conhecemos a dor de quem está no andar de baixo

Nos últimos dias, tenho sido questionado acerca do meu apoio ao governo Dilma-Lula e consequentemente à reeleição da presidenta.

Antes de mais nada, esta postagem não trará os motivos completos por este apoio, mas como o próprio título sugere, busca reconhecer a importância do governo assistencialista que se desenhou a partir de 2003.

Sou advindo de classe baixa e ascendi ainda criança à classe média baixa. A minha renda familiar hoje é a de mais de 50 milhões de brasileiros.

Infelizmente, por mais que queiramos, não é possível sentir na pele a dor de quem está na extrema pobreza ou de quem veio de lá. Só eles sabem o que é sair de casa com o dinheiro do leite e do pão na mão apenas, sem troco. Só eles sabem o que é ter de depender de um político ou de uma pessoa influente para conseguir uma cirurgia ou uma consulta.

E isso não está longe. Está mais perto de nós do que imaginamos.

Só há duas formas de saber qual é a dor do aflito: convivendo com ele de perto ou sendo um.

Mas, Bruno, por que você fala assim? E o que isso tem a ver com o atual governo federal?

Ontem (29), a pesquisa da CUT divulgou que Aécio cresceu e Dilma caiu. Traduzindo, a direita subiu e a situação desceu.

Apesar de ainda ter uma discrepância de mais de 10 pontos percentuais, é preciso atentar para o fato de que estamos experimentando pela primeira vez na história deste país um governo democrático e assistencialista e que retornarmos à escravidão sob a qual fomos submetidos pelo governo de FHC seria impensadamente ruim.

Subiram os investimentos em saúde e educação, reduziu-se o custo da máquina pública proporcionalmente.

O problema se forma no sentido de que a população irá ser bombardeada com tudo, absolutamente tudo de ruim que existe para denegrir a imagem do atual governo e fará de tudo para esconder o que governo de FHC e o governo de Aécio em Minas Gerais fez.

Por último, procurem sobre a criação do Banco dos BRICS e veja o largo passo que o Brasil dá na sua independência direta do FMI e consequentemente do domínio dos banqueiros norte-americanos.

Que venha a Copa do Mundo como a Copa das Copas.

O ceticismo da população local é um fenômeno do qual a Sociologia já tomou conhecimento. Não há que temer isso.

Vamos tentar enxergar a dor de quem mora no andar de baixo. De quem ainda reluta para estudar numa escola pública a 100, 200, 300 Km de distância de sua casa. De quem resiste no campo com o pouco que produz. De quem chora com o filho na fila de um hospital público.

É preciso mudar. Claro!

Desde o nosso bairro, passando pela cidade, região, estado, macrorregião e país. A mudança, no entanto, está em nós.

Avante?!

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

Comente! Aqui é o lugar!