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O desafio de ser cidadã(o)

O desafio de ser cidadão: na educação!

Esta é a quarta postagem da série “O desafio de ser cidadão”, uma reflexão acerca do papel que nós, brasileiros e brasileiras, podemos e devemos desempenhar perante a sociedade em todas as nossas relações, bem como em todos os locais. Todas as próximas quartas-feiras do mês de agosto, às 17 horas, será possível conferir uma nova postagem, encerrando no dia 26 totalizando 5 postagens.

Apesar de educação ser um termo amplo, podendo ser subdividido em ensino, conhecimento e prática, é preciso compreender quais são as principais formas de educação que existem atualmente. Temos a educação escolar (onde ocorre a transmissão de conhecimento científico), a educação moral (seja no ambiente escolar ou em casa ou ainda numa instituição com este fim, destina-se a fazer a transmissão de valores e princípios de vida em sociedade) e a educação socioeconômica (esta é uma das formas mais vilipendiadas do ensino, pois está relacionada à transmissão de conhecimento sobre a vida em sociedade abrangendo o contexto econômico e, quase nunca, tem a devida imparcialidade do educador).

Para ser um cidadão ou uma cidadã, é preciso pontuarmos que a educação é a única forma de transformar radicalmente qualquer situação, pois a transmissão de conhecimento envolve não somente o conhecimento técnico-científico, mas a conduta, a vida grupal e o próprio ambiente escolar, tudo isso surtindo influência significativa e definitiva no que será aprendido.

Em continuidade, na educação é preciso entender o papel de cada um. Na educação há um fenômeno muito importante a ser observado: o ensinar. Ele é de via dupla. Tanto o professor quanto o aluno ensinam uns aos outros. Na educação, há conhecimento científico, moral, secular, tradicional, familiar, cultural, étnico, etc. Por haver tamanha diversidade, o ensino é a parte mais preciosa da educação, pois é nele que o ser humano se torna sociável, se torna conhecedor de várias realidades, o ser humano se torna um ser social, não mais apenas individual.

No conhecimento, há uma mola propulsora: a ciência. Cada vez que uma dúvida é respondida de forma científica, cresce a confiança, credibilidade e, porque não, a vontade de aprender mais? Mas nem sempre é agradável aos ouvidos a “verdade científica” quando se é iniciado na educação com uma carga de ensinamentos distorcidos sobre o mundo. E mais importante que tentar conectar e salvar os melhores e mais convincentes argumentos é manter o bom senso e sempre aproveitar o que já existe de carga educacional. Há alunos, professores, entre outros envolvidos na tarefa do conhecimento. Desde quem faz um livro até quem produz música, desde quem ensina até o que, no banco da escola, aprende, desde quem limpa a sala até quem faz a manutenção preventiva. Todos estão diretamente ligados ao conhecimento gerado.

Mas é na prática que a cidadania se confirma. É nela que a cidadania se afirma no coração de cada um. Seja novo ou velho, o indivíduo que ingressa no sistema educacional necessariamente deverá sair melhor e bem formado para a vida em sociedade.

E o que é sair melhor? É saber que o indivíduo possui extensa responsabilidade sobre o meio em que vive e atua, é saber que cada ação vai resultar em uma resposta de quem e do quê está à sua volta e de que cada ação imputa – seja ela boa ou ruim – uma responsabilidade para quem fez.

E o que é sair bem formado? É entender que, apesar das responsabilidades, a cidadania é um direito. Exercê-la é um imperativo para o desenvolvimento da sociedade e, portanto, do processo educacional. É preciso que tenhamos mais cidadãos no processo educacional. Mulheres e homens obcecados por fazer o bem, melhorar o meio em que vivem e falar sempre a verdade. É preciso gente cidadã, gente honesta, gente íntegra. É preciso praticar o que se aprende.

E você, sabe de alguma iniciativa no ambiente escolar ou na comunidade em que vive que sirva para ser aqui compartilhada?

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Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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