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O ERRO NA PNAD E A CRUCIFICAÇÃO DO IBGE

A publicação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) 2013 e sua correção horas depois por causa de erros identificados no processo de interpretação dos dados de sete regiões metropolitanas causou um alvoroço desnecessário na corrida presidencial.

Com a admissão do erro e sua correção, a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, virou alvo de “crucificação” juntamente com o próprio IBGE. Em nota, o Sindicato Nacional de Funcionários do IBGE (Assibge) aproveitou a situação para criticar a gestão do instituto, bem como as condições de trabalho dos temporários. Falou-se até em sucateamento do IBGE.

Os erros, ainda que mínimos, tinham mudado a perspectiva (de crescimento para queda) do indicador de desigualdade social no Brasil, o Índice de Gini. Às vésperas das eleições, a correção do erro sugeriu uma possível interferência do governo para não prejudicar a reeleição da presidente Dilma. Contudo, os erros não poderiam surtir efeito negativo, porque em tese, não expressam nem queda nem aumento significativo na desigualdade no Brasil.

Agora, os trabalhadores do IBGE, temporários e efetivos, estão em defesa da instituição e da qualidade de seus trabalhos, repudiando qualquer tentativa de desonra à uma instituição que há mais de 70 anos fornece estatísticas que contribuem para a evolução dos governos e das políticas públicas, é o que defende o Assibge.

Como funcionário do IBGE, e em cumprimento ao contrato de trabalho, não há a defesa de nenhum posicionamento em nome do instituto, nem mesmo expressão de opinião explícita no texto.


Nota de erro do IBGE – http://goo.gl/yEo8pM
Resultados atualizados da PNAD – http://goo.gl/cXRK5G
Nota do Assibge – http://goo.gl/6j8yFO
Outras reportagens sobre os erros do IBGE e sua repercussão:
http://goo.gl/ZHcM7f
http://goo.gl/4qcJNv

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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