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Quanto pior, melhor!

“Mais bebês nascem sem deficiência”, esta é a manchete. “É, só que ainda tem muita gente deficiente”, este é o comentário de quem está no grupo dos profetas do caos (nomenclatura do saudoso amigo Roberto Silva), no grupo do “quanto pior, melhor”.

Apostadores do caos, terroristas ideológicos, pessimistas, anti-benfeitorias. Com certeza, você conhece alguém assim. É a gente que nunca está contente com nada, que não fica feliz com a felicidade e conquistas dos outros, que sempre está descontente com o que tem, com o que o país vive, com o que a família é.

E, não, este não é um texto político. É um texto de reflexão sobre o que temos sido e sobre o que estamos passando.

É fato que estamos passando um dos piores problemas financeiros do século, mas nem por isso temos deixado de desenvolver em justiça social, liberdade de imprensa e diversidade.

Ao invés de sermos do grupo do “quanto pior, melhor”, precisamos saber a posição que tomamos ao criticar alguém ou algo que foge de nosso controle – ou que está sob nosso controle. Um exemplo claro disso é a transferência de responsabilidade. De quem é a culpa de seus problemas? Se você disser que são de outra pessoa, fator ou governo, tome cuidado.

Contudo, tenha mais cuidado ainda se a provável queda de um governo te alegrar mais que uma possível recuperação. Quem quer que tudo vá abaixo não tem compromisso com quem mais sofre com a desordem política, o povo que labuta diariamente nas ruas.

Então, antes de dizer que é culpa do prefeito, governador, vereador, deputado, senador ou presidente tal problema, avalie onde você está inserido. Com certeza, você terá uma grande surpresa: verá que é parte do problema e que pode agir – localmente – para ajudar na sua resolução.

Avante ao grupo do “quanto melhor, melhor”. Veja o lado bom da vida!

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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