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Educação Política

Um jornal que dá voz à juventude

Um jornal que dá voz à juventude*

Neste mês inicia uma série de artigos especiais, tratando de assuntos já conhecidos, por uma ótica mais pluralista e menos incisiva. Nesta transição, preciso muito da participação de cada um de vocês, leitores. A seção de rápidas será suspensa temporariamente para alocar melhor os raciocínios textuais.

ESPECIAL

Todo início de ano é a mesma coisa. Planos, decisões, metas, mudanças. No entanto, o que realmente muda? Se não mudarmos, nada muda. Não, este não é um artigo político nem mesmo de reflexões, é um pedido à cada um de vocês que me encontra na rua, nos estabelecimentos, na internet e que diz: “leio o que você escreve no jornal”. Esta é a primeira “dobradinha textual” entre eu e a Ana Lídia Lopes. Conversaremos sobre assuntos parecidos nesta edição.

Recentemente, na seção de rápidas, anunciei que poderia me afastar definitivamente desta página por razões estritamente pessoais, mas decidi não fazê-lo para manter neste espaço a oportunidade de fazer crescer – ainda mais – este jornal e de defender ideias importantes. Alguns se referem a este impresso com certo desdém. Sinceramente, não por escrever nele, mas acredito que este não seja um jornal abaixo dos demais que circulam pela cidade. Temos um caminho longo a trilhar, mas as grosserias são desnecessárias. Aliás, para que se saiba, maior parte dos jornais que circulam nesta cidade passam pela revisão gráfica do editor deste mesmo impresso.

Esta é a minha vigésima sexta publicação e posso afirmar com clareza que até aqui nunca o editor-chefe deste impresso, André Oliveira, buscou reportar fatos com distorção ou sem a devida pluralidade. É fato que um jornal é feito a várias mãos, têm opiniões distintas, mas as mesmas não podem sobrepor à pluralidade e a verdade dos fatos. E isto não tem ocorrido.

Lembro-me bem quando fui solicitado a escrever para este jornal e lembro-me também de que nunca, em momento algum desses dois anos e meio, qualquer texto sequer feito por mim foi censurado, mesmo que eu tenha adotado posturas incisivas e fortes em determinados textos. Tenho pauta livre e conteúdo esporádico, na linha geral da liberdade de imprensa prevista na nossa Constituição Federal de 1988, além da confiança da equipe deste jornal.

Me alegro muito pelo espaço que este jornal – e só este na cidade – entrega a dois jovens (eu e Ana Lídia Lopes). É a voz da juventude que se torna conhecida e ecoada pelas ruas da nossa cidade, ainda que muitas vezes não seja ouvida. Nós não ganhamos um centavo sequer e, em particular, eu ainda tenho que me responsabilizar civil e penalmente por tudo que escrevo.

Não escrevemos por escrever. Não escrevemos para nos auto afirmarmos ou mesmo para sermos reconhecidos. Queremos apenas transformar para melhor a sociedade da qual fazemos parte. Agimos de forma global (internet) e de forma local (jornal).

Na nossa cidade ainda não temos jornalismo de verdade, infelizmente. Os que tentam fazê-lo, desistem – ou são levados a desistir – pela falta de apoio da população e principalmente do poder financeiro (leia-se privado e público), além das barreiras políticas impostas. Alguns que emergem com elevado talento neste município partem para outras cidades ou até mudam de carreira pela falta de incentivo e falta de futuro. Os poucos que ainda se manifestam de forma responsável e identificada são taxados de mesquinhos e medíocres. É fato que precisamos mudar e nos tornarmos melhores a cada dia, mas fato maior é a verdade expressa na frase do glorioso William Shakespeare: “sofremos demais pelo pouco que não temos, alegramo-nos pouco com o muito que possuímos”.

Definitivamente, não sou repórter mais, pois estou há bastante tempo longe das pautas jornalísticas e as deficiências que eram grandes se tornaram ainda maiores. Me comporto, desde setembro do ano passado, apenas como colunista deste jornal.

Depois de alguns anos de existência, muitos testes, muitas novidades, este jornal está pronto para se consolidar como um canal popular e fiel de informações sobre os eventos de importância política, esportiva, cultural e educacional desta cidade. Que neste ano, este jornal aumente as suas páginas, se torne quinzenal, inaugure um site e se abra mais ainda à expressão popular, através dos artigos de opinião, do apoio à cultura unaiense e sobretudo, que se transforme num “olho do cidadão” para os atos do Executivo, Legislativo e Judiciário de nossa região. Precisamos ser um jornal local, mas ao mesmo tempo com ambientação nacional. E quem dará a palavra final são os leitores, os verdadeiros avaliadores dos “Melhores do Ano” e formadores de opinião.

Meus agradecimentos aos leitores e à equipe do jornal Folha de Unaí.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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