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Um mundo de príncipes e pinguins, princesas e pinguins fêmeas

“Príncipes não existem”, “Princesas não existem”. Essas duas frases são muito comuns aos adolescentes que, por uma ‘ocasionalidade’ ou por ‘acreditar de mais’, sofreram alguma desilusão amorosa.

Ora, em que mundo vivemos? É possível acreditar em príncipes e princesas, como retratam as tramas da Disney e os poemas de Shakespeare?

Alguns dias atrás, no final de uma noite exaustiva, ao ter a oportunidade de sentar ao lado de uma colega, questionei-a sobre os sonhos dela. Sem titubear ela disse que deseja formar uma família, porém, acrescentou uma barreira. “Pelos meus últimos relacionamentos, os homens costumam trair. Todo homem quer ter uma pinguim fêmea, mas não quer ser um pinguim”, sentenciou.

Eu pensei, pensei e ao longo de toda a semana, formulei a minha visão acerca da tese por ela defendida.

A princípio, pinguins são fiéis e compartilham das responsabilidades de cuidar dos ovos e criar os filhotes. O pinguim macho é fiel à sua parceira de acasalamento e cuida dos ovos e filhotes para que a pinguim fêmea vá em busca do seu próprio alimento.
Ora, trazendo para a nossa realidade, seria isso justamente o que se deseja para um relacionamento, o compartilhamento das responsabilidades.

Mas, como nem tudo são flores, as adversidades vêm na vida humana tal como também é na vida dos animais do Polo Norte e da Antártida. Os pinguins, segundo algumas pesquisas, permanecem juntos cuidando dos ovos e quando o filhote nasce em meio ao frio rigoroso, o cuidado é compartilhado. Depois de cuidar do filhote indefeso e ganhar a ‘independência’ eles ganham a “alforria”, mas nem sempre se separam. Um exemplo de fidelidade.

Então, vamos voltar ao foco. Vemos homens e mulheres a todo momento com a esperança de encontrarem os seus pares. E não é uma busca fácil, porque envolve reconhecer que somos humanos, que erramos e que mais dia ou menos dia magoaremos e seremos magoados.

A fidelidade, no entanto, é algo que pode ser decisivo e com base na tese de minha colega, ser um “pinguim” tem um preço. E alto, por sinal. É alto porque manter-se fiel a alguém pelo resto da vida não é uma tarefa fácil. Cada dia, um novo desafio, uma nova reconquista, um novo perdão e principalmente a necessidade de fazer melhor para feliz ao outro e não a si mesmo.

A história dos casais que viveram felizes para sempre é ficção, mas existem histórias reais de casais que fizeram de tudo para, enquanto vivos, terem uma vida feliz. A chave para isso está no amor e descobrir o amor não é fácil, porque o amor não é um sentimento, mas uma ação. Para amar, é preciso doar. Para doar, é preciso tempo. Para ter tempo, é preciso estabelecer prioridades. Portanto, é nos detalhes que mora o amor.

Agora, é possível acreditar em príncipe e princesa? Em pinguins e pinguins fêmeas? Sim, é possível. Eles existem, e existem dentro de cada um, mas muitas vezes são ofuscados pela falta de razão em acreditar. Sobram razões para não acreditar: é a traição, a desconfiança, a incapacidade de reconhecer erros, é tudo isso e muito mais.

Mas existem, ainda que poucas, razões para acreditar que existem pessoas que estão se esforçando para serem os príncipes e pinguins machos para as princesas e pinguins fêmeas, e vice-versa. Algumas dessas razões estão expressas em pessoas que, mesmo com tantas dificuldades, se esforçam mantendo-se fiéis, buscando namoros e casamentos monogâmicos e românticos, enfim, olhe para o lado e observe, pois talvez haja alguém próximo a você que possa lhe dar razões para crer que é possível fazer melhor e ter uma vida feliz.

Acredite, há razões, há razões.

Não há começo melhor para um namoro do que o compromisso baseado na fidelidade de Deus, alicerçado em oração e estudo da Bíblia. Esta é uma recomendação minha, com base em casais que eu já vi formar e casais que já estão no fim da vida que contam sobre a “receita” para um bom namoro, para um bom casamento. Sempre disseram que o amor é a chave. A Bíblia é o manual de fé e prática para a vida, portanto, segui-la pode ser a chave para aprender sobre o amor e, portanto, ter uma vida feliz.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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