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Venceu a esperança, a verdade e o amor

Neste momento histórico 54,5 milhões de brasileiros comemoram a reeleição de Dilma Rousseff, e com todo direito, afinal vivemos numa democracia livre e plena, ainda que muitos insistam em tentar calar, por meio do preconceito e ódio, aqueles que têm opiniões contrárias. Foi a eleição mais disputada da história de nosso país, com uma divisão histórica entre dois projetos parecidos, mas com realidades distintas, um era das pessoas, o outro das coisas. As pessoas venceram.

A reeleição de Dilma Rousseff traz duas lições: a verdade sempre vence e a política precisa mudar. As Jornadas de Junho de 2013 (manifestações que deflagraram em meio à Copa das Confederações) trouxeram para a juventude deste país uma sede imensa por mudanças, mas infelizmente, estacou quando grupos violentos aproveitaram das manifestações para aterrorizar a população e depredar o patrimônio público.

Em torno de Aécio Neves, senador, ex-governador de Minas Gerais, ex-deputado por 16 anos e de “sangue político” se uniram forças diversas e muito maiores que as de Dilma Rousseff. No segundo turno, depois do apoio da família de Eduardo Campos, de Marina e de Eduardo Jorge, até a revista Veja deu as caras numa clara tentativa de golpear o processo eleitoral brasileiro, numa vergonhosa manifestação criminosa e sobretudo, infundada. Os brasileiros não caíram no golpe, pela quarta vez seguida, mas chegaram perto.

Em Unaí, fizemos uma campanha sem material, no ‘um mais um’, no boca-a-boca, na conversa com o amigo, com o parente, com o vizinho, na reflexão sobre o futuro e o passado de nosso Brasil. Nas ruas de Unaí chegamos a ser hostilizados com xingamentos, impropérios e grosserias. Declarar silenciosamente por meio de um adesivo, bandeira ou botton o voto no PT era o suficiente para sermos considerados “vagabundos”, “burros” e até mesmo “comunistas” por algumas pessoas. É fato que alguns companheiros de campanha passaram dos limites, o que é reprovável, mas nunca vi tantas manifestações de repúdio, ódio e difamações contra um presidente-candidato como contra Dilma, principalmente nas redes sociais.

E agora, quem realmente venceu? Venceu a liberdade de expressão, a democracia, o servidor público valorizado, o pobre tratado de igual pra igual com o rico, venceu o professor, venceu a dona de casa, venceu o pedreiro e o doutor. Venceu o amor, a esperança, o amor, a humildade, a paz e a boa-fé. Venceu o trabalhador brasileiro. Dilma não é a solução de nossos problemas, nem a salvação de nossa vida. Dilma é a certeza de que os problemas externos à nossa vida particular continuarão a ser prioridade do governo. Parafraseando um texto bíblico, “nem só de economia vive o homem”. Precisamos, sobretudo, de liberdade e mudanças efetivas!

Temos um longo caminho pela frente. Mais Especialidades, Mais Médicos, Centros de Comando e Controle Integrados, Banda Larga para Todos, Ciência Sem Fronteiras, Brasil Sem Burocracia, Casa da Mulher Brasileira, Reforma do Ensino Médio, Reforma Política por Plebiscito, entre vários outros avanços que constavam de forma sistemática no plano de governo da candidata reeleita. Qualquer que seja a oposição agora, Dilma tem como dever reconduzir a política de crescimento nacional com o fortalecimento da indústria e resolução de conflitos de terra, sem colocar em perigo agricultores familiares, mas fazendo a real reforma agrária. A recuperação da bolsa de valores não vai ocorrer como desejam os investidores porque enquanto a bolsa sobe, alguém perde. E não é aquele que já tem muito. A economia local, porém, pode se fortificar, segundo os índices para o próximo ano.

Agora – pasmem – vai começar a maior tentativa de golpear um governo nos últimos 30 anos. O processo de impeachment já tem uma aspiração através de uma petição pública que já coleta assinaturas desde o final da votação de domingo (26). O golpe que a Veja tentou dar mostra claramente que ainda se pode muito mais através da Grande Mídia brasileira. Agora, dois grupos bancários tentam desequilibrar o sistema monetário nacional pressionando o governo a ceder, mas saberemos driblar esse enfrentamento com a criatividade, com a verdade e, sobretudo, protegendo o trabalhador que depende de seu esforço físico e intelectual diário para alimentar sua família.

Me recordo quando Vargas fez pelo trabalhador e foi levado à morte política, mas retornou nos braços do povo para eternizar-se como o melhor presidente que o Brasil já teve nos primeiros 500 anos da Nação brasileira. Recordo-me também de Jango, que propunha a reforma agrária, social e educacional. Lembro-me também da ascensão de JK que era culpado de fazer “50 anos em 5”. Agora, mais frescamente, me lembro de Lula culpado por democratizar o acesso à educação, melhorar a vida dos brasileiros e distribuir renda.

Esses governos que citei são acusados de quebrar monopólios que somente o poder econômico majoritário tinha acesso, como pós-graduação, carro próprio, financiamentos empresariais e as viagens turísticas de avião. Dilma continuou e continuará quebrando os monopólios. Agora o foco é ela e, ao que tudo indica, se o furor da campanha tucana continuar, podemos viver o início de um processo de revolta contra a ordem governista deste país. Teremos de escolher de qual lado ficar, se isso vier a ocorrer.

Farei questão de no dia 1º de janeiro de 2015, se Deus assim permitir, presenciar novamente a cerimônia de posse de Dilma Rousseff. Será uma dupla comemoração, pois Pimentel, na mesma data, será empossado governador de Minas Gerais. Viva o povo brasileiro e o povo desta terra que aprendi a amar!

Aos companheiros de campanha, saibam que foi o seu, o meu, o nosso empenho que deram a vitória à Dilma Rousseff nas urnas, derrotando toda sorte de mentiras, boatos e coalizões formadas para deturpar a razão do povo brasileiro. Tínhamos muito a mostrar, adquirimos argumentos e soubemos lidar com a desconfiança e desinformação daqueles que, religiosamente, tinham como campanha deturpar a gestão do Partido dos Trabalhadores. Por fim, deixo-vos uma frase: “Deus nunca escolhe errado!”

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