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Visão de mundo sob uma ótica diferente

Como é a sua vida? Fácil, difícil, trágica? Linda, horrível, nublada?

Nenhum dos adjetivos acima podem ou devem ser constantes na vida de alguém. Em certos momentos, uma vida que era classificada como “fácil” pode ser dita como “difícil”. E o contrário é também verdade.

Mas, apesar disso, existe uma classificação que muito importa a nós como seres humanos. É uma espécie de média aritmética da vida. Essa média chama-se “visão de mundo”.

A visão de mundo está na reação aos detalhes. Por exemplo, perdi o ônibus! E agora? Há quem amargue isso como uma facada na costela. Há quem ainda encontre algo agradável ou elogiável para dizer ao invés de reclamar. Há outros que simplesmente tomam o próximo ônibus sem dar uma palavra. E há alguns outros que olham para o lado para saber se alguma outra pessoa também perdeu o ônibus e, juntos, buscam uma solução.

Geralmente, quem diz ter uma vida bonita, agradável e plena é alguém que nunca para de tentar, exige-se muito de si e pouco dos outros e, ao mesmo tempo, valoriza o “caminho” em detrimento do objetivo final.

Geralmente, porque exceções são admissíveis, afinal, cada pessoa é uma possibilidade.

Por outro lado, quem enxerga a vida como uma grande tragédia geralmente é infeliz, desiste fácil e não consegue compreender sua igualdade perante os demais seres humanos.

E, por último, essa visão de mundo é o que define a raiz de nossas ações. Se vamos tentar uma vaga na faculdade, se vamos continuar a trabalhar no mesmo emprego, se vamos construir ou alugar, se vamos comprar A ou B, se vamos fazer o que gostamos ou o que nos dá dinheiro, enfim, todas as nossas escolhas têm influência direta de nossa percepção do mundo que nos rodeia.

Há pessoas que, com o mínimo necessário para viver, são felizes, bem estruturadas emocionalmente e levantam todos os dias para fazerem o melhor. Na contramão disso, existem pessoas que possuem mordomias materiais ou profissionais e agem na mediocridade, à margem da felicidade, fazendo apenas o que é bom.

E se as escolhas dependem da visão de mundo que temos, a permanência e fidelidade às escolhas depende da vontade. Vontade essa que muitas vezes é aumentada com um “eu acredito em você” ou mesmo com um “vai dar certo” ou ainda com um “parabéns”.

Certa vez, enquanto lia uma obra magnífica, refleti pensando em quão importante é buscar sempre o que se ama ao invés do que “dá futuro”, pois como todos bem sabemos, no final de tudo, não sobra nada.

Olhe para si. Veja qual visão de mundo você possui hoje. Examine o mundo ao seu redor e veja se é possível melhorá-la para se tornar um ser humano melhor.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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