Categorias
Espiritualidade

O peso que conseguimos carregar

*Reflexão bíblica aplicada no Grupo de Oração Universitária “Semeadores da Palavra” no IFTM Paracatu, dia 20/08/2015.

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

(Mateus 11:28-30, Nova Versão Internacional)

Todos pecamos. Em algum momento da vida, todos erramos. Se você não tem um deus, em algum momento percebe que errou conforme aquilo que deveria fazer, mas não fez e surge então um fardo de culpa para ser carregado. Mas se você crê em Deus, como cristão, existem alguns princípios que norteiam as nossas vidas. O firme fundamento da fé cristã é o próprio Jesus Cristo, filho de Deus.

Na passagem bíblica acima Jesus tinha saído para pregar na Galileia. E enquanto falava a uma multidão, expressou algo que mais tarde seria a certeza da qual em todo tempo encontraríamos refúgio e que vamos conseguir suportar as dores da vida. Há quem se engane achando que a vida cristã é uma vida totalmente de alegrias, de sonhos realizados e de vitórias.

Você decifrará a justiça de Deus e a aplicação de dois pesos: o do pecado e o da obediência. Se você ainda está indeciso quanto a qual “peso” carregar, pode ser um momento decisivo para compreender qual decisão será melhor.

O peso do pecado

O peso do pecado é, antes de mais nada, impossível de ser carregado: é a morte.  O pecado traz como consequência a morte. “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 6:23)

O pecado traz consigo a falsa felicidade, porque ela é passageira assim como tudo que está no mundo. O vazio espiritual, ou seja, a falta de “algo que preencha” leva aos vícios, à depressão e ao crime. A vontade incansável de satisfazer esse vazio transforma os humanos em cidadãos deploráveis, dependentes, miseráveis espiritualmente.

“Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão” (1 Coríntios 15:19). Isto é, se a nossa esperança de que tudo vai ficar bem, que haverá paz e de que seremos pessoas melhores basear-se tão e somente naquilo que a vida antes da morte física nos trará, somos necessitados de compaixão.

E o mais absurdo do pecado é que ele é impagável por nós mesmos. O dinheiro não paga o pecado. O bom procedimento não apaga o pecado. Qualquer coisa humana não nos redime dos pecados. Porque somente o sacrifício de um justo, de alguém cujo contato com o pecado foi nulo, de alguém que era Deus, é capaz de reduzir a zero a condenação eterna.

“Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe. Não há ninguém que clame pelo teu nome, que se anime a apegar-se a ti, pois escondeste de nós o o teu rosto e nos deixaste perecer por causa das nossas iniquidades.” (Isaías 64:6,7)

Não, Deus não deixou de ser justo. Ele não anulou a sua justiça e santidade. Mas o sacrifício de Cristo redime o pecado, torna o ser humano justificado e foi aquele sacrifício o único e suficiente para pagar os pecados de todos aqueles que, mesmo não merecendo, receberam compaixão e graça.

O peso da obediência

Obedecer à Deus. Como isso funciona?

Primeiro é preciso nos oferecermos em sacrifício vivo, santo e agradável, renovando (abrindo, pensando, considerando, entendendo) a mente para experimentar (sim, experimentar, fazer um test-drive) a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12, versículos 1 e 2, traz o que acima foi dito.

Entregue o coração, rendido diante da vontade de Deus, não mais opera em nós a nossa própria vontade, mas o Espírito Santo de Deus. E a consequência de viver pelo Espírito Santo é a inimizade com a carne (leia-se: práticas que desagradam a Deus, que satisfazem a carne ou seja, o ego humano). Tem gente que acredita que essa “inimizade com a carne” é fator determinante para que o Espírito Santo possa habitar em nós, mas é a presença dele que causa a repulsa aos procedimentos que dantes fazíamos para satisfazer a carne.

A obediência à Deus é melhor que o sacrifício. “Samuel, porém, respondeu: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros.” (1 Samuel 15:22)

A salvação da alma, mediante a fé e através da graça de Deus, é produto de um sacrifício imerecido.

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Efésios 2:8-10).

E, sim, acabou a necessidade de sacrificar-se. A obediência é o único fardo a se carregar.

“Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo. Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam”. (Hebreus 9:26-28)

Os dois pesos

Geralmente podemos exemplificar dinamicamente esses dois pesos assim: existem dois sacos. Um é bonito, vistoso e muito pesado, todo mundo olha quando você passa e você é bem visto. O outro é leve, mas é feio, é antiquado e muita gente o chama de bobo ao carregá-lo.

Fato é que temos de decidir qual fardo levar. Eu escolhi o que é mais leve, porque eu não conseguiria carregar por toda vida o outro…

*Reflexão bíblica aplicada no Grupo de Oração Universitária “Semeadores da Palavra” no IFTM Paracatu, dia 20/08/2015.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

Comente! Aqui é o lugar!