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Esperança, Shakespeare e coisas da vida

Este texto é mais uma expressão profética, esperançosa e de registro do que qualquer reflexão teológica, política, psicológica ou de qualquer outro tema que sempre abordo aqui.

Estava difícil sentar e escrever. Aliás, ainda está. Não, nada de agravante e terrível aconteceu. Nada que seja importante para você ou para qualquer um que lê. Todavia, bastante importante para mim e que não vem ao caso neste momento. Este texto é mais uma expressão profética, esperançosa e de registro do que qualquer reflexão teológica, política, psicológica ou de qualquer outro tema que sempre abordo aqui.

Somos todos da mesma raça. A humana. E como humanos, mesmo que de etnias, origens geográficas e posições intelectuais, filosóficas, políticas e religiosas distintas, temos exatamente a mesma vulnerabilidade aos problemas que a vida nos apresenta. Viver é decidir, mas é também sofrer as responsabilidades das decisões. Também é, não somente sofrer as responsabilidades das decisões, mas sofrer por decisões de outrem, em termos atuais ou históricos.

De acordo com a Bíblia Sagrada, estamos sujeitos às intempéries da vida, não dependendo de sermos pessoas justas ou injustas. Já falei sobre isso aqui. Shakespeare, em toda sua atemporalidade, pondera que “Não há culpados. O que há são desgraçados”. Todos passaremos, em algum momento da vida, por tempos difíceis. Certamente, ainda devo passar por um monte de problemas, dificuldades e situações parecidamente impossíveis de se resolver. Ou seja, todos estamos sujeitos às ‘coisas da vida’.

Por falar em William Shakespeare, é nos momentos de confusão sentimental que parece que é possível enxergar nas palavras do escritor de seis séculos atrás tudo que se vive no hoje. De duas uma: ou ele tinha uma sabedoria atemporal convertida em seus escritos ou ele viveu tudo que os homens podem viver ao se tratar de paixão, amor e relacionamentos interpessoais. Acredito mais na sua sabedoria atemporal.

Quando ele cita que “Devagar! Quem mais corre, mais tropeça!”, está totalmente certo. “Seja grande nos atos como tem sido em pensamento. Harmonize a ação à palavra, e a palavra à ação” é uma recomendação de integridade que vale para qualquer homem e qualquer mulher desta Terra. E em tantas outras frases, sonetos e textos, simplesmente diz absolutamente tudo sobre as relações interpessoais e, sem divagar, mostra o tipo de pessoa que devemos ser: amorosos, honestos, íntegros, pacíficos e crentes na vida e na necessidade de vivê-la.

Antes de finalizar, a menina dos olhos da minha mente, a esperança, tem se revelado firme. Até aqui são 385 palavras. O computador, sempre à mesa, o tempo até disponível, férias em curso, poucos afazeres durante a noite, mas faltava algo. Eu tentava, mas nada saía. E agora saiu. Talvez porque hoje seja o primeiro dia sem nenhum problema de destaque destes últimos tempos ou talvez porque realmente seja a esperança o motor da criação. Quando comecei este texto, disse ser este mais um texto profético que uma reflexão. De fato, foi. Escrever, apesar de todas as impossibilidades e má qualidade textual, é libertador, é gostoso, é esperançoso.

Sem mais, um muito obrigado! Certo de que é a esperança é sempre presente, a paz está em meu coração, Shakespeare sempre esteve certo (sic) e as coisas da vida são oportunidades de aprender, mas sobretudo, oportunidade de fazer tudo com total integridade. Avante!

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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