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Nós complicamos tudo…

Sim, eu sei que você já se pegou fazendo algo de modo difícil, mesmo sabendo que há um modo mais fácil de se fazer e que se chega ao mesmo resultado.

Sim, eu sei que você já se pegou fazendo algo de modo difícil, mesmo sabendo que há um modo mais fácil de se fazer e que se chega ao mesmo resultado. E aí você vira e pergunta para si mesmo o porquê e, talvez, responda: “porque eu vi alguém fazendo assim”, “porque durante toda a minha vida fiz assim”, “porque eu nasci assim” ou ainda “não sei, mas eu faço desse jeito”.

Seja a continha de matemática, seja o imutável caminho de volta para casa no meio do trânsito infernal de uma grande cidade, seja numa decisão de fazer ou não fazer. Criamos métodos, regras, sistemas, convicções, suposições e insistimos em realizar o que aprendemos a fazer da mesma forma para todo o sempre, muitas vezes esperando no além resultados diferentes. Se você não é assim, sinta-se à vontade para comentar abaixo, mas não deixe de ler antes o resto.

Há alguns dias, numa madrugada de estudos bíblicos com a minha mais que grande amiga Princesa Diamante, mergulhamos no livro de Eclesiastes. E nos deparamos, no capítulo 7, versículo 29, com uma afirmação do Sábio que escreveu um livro de perspectiva sobre a vida com reflexões profundas acerca dos estágios de nossa vida, da importância dela, do sentido e daquilo que deveríamos prezar. “Tudo o que aprendi se resume nisto: Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo“.

Saímos do ventre de nossas mães desagasalhados, nus, chorando, inocentes e contentes com o leite materno, como razão de vida. E, no fim da vida, abarrotados de carros, casas, poupanças, familiares, festas, amigos, dizemos que a vida não teve razão, não temos satisfação no pouco e nem no muito, somos maldosos, rimos mentindo o choro de nossos corações, encobrimos nossas vergonhas morais e nossos atos e mesmo tendo mais que o necessário para viver, ainda insistimos em querer mais, em obter vantagem aqui e ali.

Bastaram 20 palavras para definir quem somos ao nascer, mas para o fim da vida, 63 palavras. Há algo de errado conosco. Gostamos de complicar as coisas. Gostamos de criar barreiras. E reclamamos quando vemos algo fácil, simples demais (entenda que nem sempre o fácil é o que vem rápido, mas o que vem com tranquilidade, sem ter que derrubar o mundo sem razão para consegui-lo). Ninguém gosta de fila nem de saúde precária, mas o espanto é chegar num banco e não demorar mais que dois minutos para ser atendido ou num hospital e ter um médico especialista de plantão. Estamos ficando cegos e perdendo a razão do que é e do que não é, do que pode e do que não pode.

Somos embriagados pela publicidade que nos faz lixo para nos vender o luxo que não precisamos, pelos manipuladores da fé irracional que brincam com os fiéis de faz-de-conta vendendo o que não podem entregar, pelas drogas que nos oferecem o mundo do abismo de forma colorida, pelo ódio dos que não aprenderam – ou desaprenderam – a amar e pela vontade de sermos deuses de nós mesmos. E no meio de toda essa embriaguez, o que era simples e direito passa a ser complicado e torto. O que era fato passa a ser dúvida. O que era verdade passa a ser incerteza. E o que era errado torna-se comum, normal, até ser convencionalmente chamado de certo relativamente.

Há coisas que são claras demais para serem complicadas. Coisas que não precisam de contas, avaliações, processos, sistemas, precisam de atitude. Atitude de ajudar o necessitado, defender o oprimido, falar a verdade e não compactuar com o que é errado.   Atitude de amar. De privilegiar o outro em detrimento de si. De sofrer e se alegrar à proporção que os outros também o fazem.

A vida não tem lógica e Deus nos livre de uma vida lógica e previsível. Mas a vida pode ter razão. A razão é, na minha visão, Jesus Cristo. Quando o governo de nossas vidas está entregue à Ele, tudo começa a fazer sentido, o que era passa a não ser e o que não era passa a ser, colocando os princípios nos seus devidos lugares e os valores em suas devidas posições, assim como o que é importante, o que é urgente e o que é essencial na ordem correta. Fomos criados para isso, para estarmos no plano da vontade de Deus. Aceitar essa constante bíblica é o início para começar uma nova vida, pois sem isso, tudo é ilusão!

Descomplique-se. Endireite-se. Volte ao princípio. Sem organizar-se a si mesmo e estar leve, fica difícil ajudar os outros. Faça um dia de cada vez, sempre em frente, passo a passo.

Ame a Deus de todo o seu coração, seu entendimento e de sua alma e ame ao seu próximo como a você mesmo. Faça isso e estarás obedecendo à vontade do Pai. Porque o amanhã nunca ninguém vai saber

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