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Sobre Esvaziar a Mochila

Sobre esvaziar a mochila…

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Quando vamos fazer uma viagem ou mesmo quando nos preparamos para ir a um determinado local, a serviço ou a passeio, no qual precisamos levar mais que nós mesmos, usamos bolsas, mochilas, sacolas ou malas. É fato que sempre que precisamos de algo além de nós mesmos, construímos uma bagagem e então a adicionamos junto de nós. Particularmente, sou apaixonado com mochilas, principalmente as que têm mais bolsos. Isto revela algo que prezo: os detalhes.

O texto de hoje é fruto de 19 anos de vida. Mas as conclusões aqui tiradas são frutos de uma caminhada de muito aprendizado. Pouco em relação à maioria dos que estão ao meu redor, mas o suficiente para me apontar para uma direção clara. É fato que no caminho aprendemos e que tratar a nossa bagagem de forma adequada ao longo da vida pode ser tão importante quanto tratarmos de nós mesmos.

Desde que entrei na vida adulta, tenho passado por muitas experiências novas, algumas contraditórias, outras certeiras. Homem com “H” maiúsculo ainda não sou. Talvez eu nem seja, embora busco sê-lo. É certo que muito da minha bagagem de vida começou a ser revista. Uma sequência de fatos me levaram a promover dentro de mim uma profunda análise. E graças a uma preciosidade que meu coração encontrou, pude ter com quem compartilhar, passo a passo, boa parte da bagagem de minha vida. Não obstante, houve profunda reflexão.

É também graças a uma queda inédita e quase fatal que encontrei um caminho de solução para uma das pedras que acompanhavam minha bagagem e que, apesar de eu já ter tentado despedaçá-la algumas vezes, não usei as armas corretas porque não conhecia as armas e também porque não conseguia sozinho. E, por fim, graças à uma recente busca profunda em arquivos audiovisuais da minha família que cheguei a algumas conclusões, importantes e luminescentes, ajudando a complementar uma bagagem antes desconhecida entre si.

E depois de tudo isso, ainda reafirmo: não me conheço completamente. Porque mudo a todo instante. Porque aprendo a todo instante. E, em medida maior, erro a todo instante. O único que me conhece completamente é quem me criou, o Eterno.

Chega de figuras, vamos à parte prática!

Há um momento das nossas vidas em que já experimentamos muitas coisas. Já estamos em posição de alcance de várias escolhas. E do mais velho ao mais novo, muitas coisas também já foram deixadas para trás. E como lidar com tudo isso? Como prosseguir? Como enfrentar as decepções, as frustrações e os problemas? Como agir diante de tudo? Quando a carga está grande, é preciso esvaziar a mochila. E é aí que necessitamos entender, valorar e dizer o que realmente importa na caminhada.

E isso é assunto para o próximo post… Até lá!

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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