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Política

Um golpe na desinformação*

Recentemente, a cúpula de disseminação de informações e assessoria de imprensa do IBGE golpeou fortemente o processo de desinformação que o país já vem vivendo há muito tempo. E como e por quê?

Recentemente, a cúpula de disseminação de informações e assessoria de imprensa do IBGE golpeou fortemente o processo de desinformação que o país já vem vivendo há muito tempo. E como e por quê?

Primeiro, é preciso entender que desde as vésperas da Independência do Brasil, a boataria prejudicou famílias, governos, votações e, como o processo de informação era lento e uma notícia demorava dias para atravessar o país, muita gente inocente se via atemorizada pelas notícias recebidas. Nos tempos atuais, nada disso mudou, a não ser a velocidade e a localização da informação. A boataria continua prejudicando governos, instituições e pessoas, mas a forma de acesso aos boatos deixou de ser somente a conversa com o vizinho, o jornal ou a revista, mas é a internet. Na internet, se “ouve” de tudo, desde os aumentos alarmantes da taxa de desemprego no país até mesmo o congelamento das poupanças.

Golpe
Participações na Fala IBGE, edições 11, 12 e 13 (Foto: Bruno Cidadão/Reprodução)

Agora, como o IBGE saiu na dianteira de vários órgãos governamentais? Jornalistas, produtores de conteúdo e entusiastas da informação decidiram enfrentar o problema com as mesmas armas que prejudicam o entendimento da população acerca da realidade estatística – fruto de um trabalho árduo e diário de milhares de APMs e servidores ativos. Foram criados perfis no Instagram, no Youtube e fortalecidos os perfis do Twitter e Facebook. Com isso, no mesmo local onde se propagam mentiras e distorcem os fatos, o IBGE se posiciona com a verdade, com divulgações cada vez mais rápidas, vídeos explicativos e um tratamento individual e atencioso a cada comentário e crítica recebidos.

Fortalecer a presença de uma instituição governamental nas redes sociais é, necessariamente, dar um golpe na desinformação. Enquanto uma turma de servidores trabalham todos os dias incansavelmente para gerar estatísticas da forma mais fiel e honesta possível, outra turma trata estes dados com as técnicas mais contemporâneas possíveis, outra turma ainda estuda as melhores formas de publicar estes conteúdos e todos compartilham e participam dessa atmosfera virtual envolvente e que depende do incentivo e colaboração de cada um de nós, servidores, sobretudo no projeto colaborativo #RetratarOBrasil, mas isso é assunto para outra hora!

* Publicado no Espaço do Leitor na edição 13 (jan/abr) da Revista Fala IBGE, de circulação nacional, interna para as unidades estaduais, centros e agências do IBGE.

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