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Sexo e drogas: é preciso falar aos jovens!

Que possamos, movidos pelo Espírito Santo, fazer valer 2ª Timóteo 3:16-17. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Jovens de todas as idades estão engendrados nos vícios e em relacionamentos promíscuos, totalmente fora da vontade de Deus, embora aprovados pelos “padrões” da sociedade. E os jovens cristãos, sejam eles de famílias cristãs ou não, estão dentro do mesmo mundo. Vivem, ouvem, veem e até provam das mesmas experiências. A diferença é que os nossos jovens ainda não foram preparados por aquela que deveria prepará-los: a família da fé.

No lugar de shows com artistas gospel de ego elevado, deveríamos levar psicólogos, sexólogos, especialistas em drogas e vícios para nossas igrejas. O enfrentamento do mundo por nossos jovens depende de preparação. E quando o assunto é sexo e drogas, há um vazio. Muitos nunca provaram do sexo e segundo o mundo não têm “propriedade para falar sobre isso”, outros são caçoados pelo posicionamento que assumem em relação às drogas visto que “todo mundo usa, todo mundo gosta” e nunca há nada de mais nisto.

Perdido, o jovem começa a se perguntar o porquê de não transar fora do casamento e de não usar drogas. E simplesmente ouve um “porque o sexo foi feito para o casamento” ou “porque sim” ou “porque está na Bíblia”. Acontece que a internet, os livros, os romances eróticos, a televisão e o próprio cotidiano na escola, faculdade e trabalho estão repletos de ideologias completamente fora do contexto bíblico, entretanto, são muito convincentes. Por exemplo, a jovem que lê um romance erótico vai encontrar ali uma linguagem que mexerá com seus sentidos e despertará de imediato a vontade de provar do sexo. Ou na festa de fim de ano da empresa, o colega mais próximo enche um copo de cerveja e o oferece ao jovem quase que o obrigando a tomar com a desculpa do “não faz mal, é só um”. Mas não para por aí. Há especialistas na TV, há livros e mais livros, há trabalhos científicos que comprovam: não faz mal, desde que não haja excesso.

E aí, neste momento, onde fica a igreja, onde fica a decisão firme de fazer ou não isso ou aquilo? Não se trata de uma guerra de ideologia, mas de um preparo do jovem para o enfrentamento destas questões por sua própria ótica. Não se trata, portanto, de uma tentativa de manter o jovem junto à igreja ou afastá-lo das influências mundanas, mas dar a ele as informações necessárias para que ele decida por si só o que é melhor para ele.

É preciso que os jovens saibam os riscos das drogas, o prejuízo para a saúde, os incidentes criminais nos locais de venda e concentração de usuários de drogas. É preciso que alguém conte para eles que o sexo com uma única pessoa por toda a vida elimina os critérios de comparação que muitas vezes estragam casamentos de pessoas não virgens, que o risco de doenças é praticamente nulo, que o prazer para ambos será satisfatório, que o casamento é uma bênção, mas que o sexo não é tudo dentro dele. É preciso que alguém os explique que a pornografia, a masturbação e os envolvimentos afetivos sem compromisso coisificam as pessoas e os transformam em usuários de pessoas, é preciso que eles se coloquem no lugar do ser “usado” para entenderem o dano psicológico que isso causa.

Se a igreja fizer isso hoje, não perderá seus jovens no futuro e nem terá que abrir mais e mais leitos de internação para dependentes químicos. Líderes, ouçam seus jovens. Jovens, encontrem na igreja de vocês a fonte segura de informação sobre essas questões tão íntimas e ao mesmo tempo tão expostas. Pastores, entendam que os jovens estão cansados de saber que está na Bíblia isso e aquilo, eles querem um abraço, um colo, alguém que ouça suas incompreensões, problemas e conflitos. No fundo, no fundo, eles sabem no quê e em Quem podem confiar, só não se sentem acolhidos em casa nem na igreja, e infelizmente, o mundo faz muito bem isso, do seu jeito, com suas moedas de troca.

Que possamos, movidos pelo Espírito Santo, fazer valer 2ª Timóteo 3:16-17. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Capa: Pixabay/Reprodução

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