Categorias
Finanças Tecnologia

‘É aqui que tudo acontece?’

Recentemente recebi a visita valorosa de três grandes pessoas vindas do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) campus Paracatu-MG aproveitando a ocasião da apresentação de um pôster num evento interdisciplinar da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) campus Unaí-MG. O trio é integrante do Projeto Marketing Digital no IFTM Paracatu, do qual fiz parte de 2015 até o início de agosto deste ano. Quando chegaram ao apartamento onde moro, fizeram-me a seguinte pergunta ao adentrarem meu quarto: “é aqui que tudo acontece?”

Confesso que na hora respondi sem levar em consideração a profundidade da pergunta. Mas dias depois me peguei meditando nisto. Entendo “tudo acontece” como onde eu trabalho, escrevo, produzo, medito, preciso dizer que não tenho lugar certo.

Aliás, eu tinha uma mesa e uma cadeira exclusivas para meus momentos de intenso trabalho ou estudo, mas acabei me desfazendo dela no mês de julho deste ano visando mudar meus rumos e colocar minhas finanças em dia. Mesmo assim, nela era apenas parte do tempo que eu passava.

Bruno Cidadão trabalhando no IBGE (Foto: Marcos Beraldo/Cedida)
Bruno Cidadão trabalhando no IBGE (Foto: Marcos Beraldo/Cedida)

Trabalho, produzo, escrevo em qualquer lugar. Geralmente os trabalhos que não envolvem escrita faço no meu próprio emprego (servidor público temporário trabalha, viu, gente?!), na minha casa (aí vario entre a mesa da cozinha e, de vez em quando, o sofá aproveitando o vento que vem da porta da sacada), no mercado de meus pais (no meio de um monte de papéis e equipamentos) ou na igreja em que congrego (lá, sim, existe uma sala administrativa onde desempenho melhor o que preciso de silêncio e tranquilidade). Às vezes passo horas nestes locais.

Mas, claro, sou conectado e tenho aprendido a usar a nuvem. Desta forma, produzo no notebook ou no celular, em tempos iguais, usando os mesmos dados. Sou adepto do menor número possível de dispositivos conectados, portanto, tenho usado menos pen drive que o normal. Viajando, na rodoviária ou no banco do passageiro, à trabalho ou a passeio, sempre estou escrevendo ou pensando em algo. Resumindo, não é “aqui” nem “lá” que tudo acontece, mas “tudo acontece” em todos os lugares.

Às vezes um lugar quieto e calmo para chamar de “seu” faz muita falta. Mas enquanto isso é um pouco distante, usemos o que há, o tempo que existe e as condições que existem. Às vezes produzir ao ar livre ajuda muito, também. Ou no banco da praça. Ou mesmo na fila do banco. Ou ainda na cama enquanto a madrugada se vai e o sono se esvaiu.

Mas, vale a recomendação: tenha um lugar para dizer que é “ali que tudo acontece”.

Comente! Aqui é o lugar!