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Mutirão de limpeza e reunião com Legislativo nos primeiros dias de 2017 em Unaí

Deixada ao léu. Assim toda a cidade de Unaí-MG estava, desde o final de dezembro. Depois que o prefeito Delvito Alves perdeu as eleições, várias áreas do governo ficaram desfalcadas. Sem dinheiro, o governo manteve em funcionamento as instituições essenciais e não conseguiu pagar os salários dos servidores. O mato cresceu com as chuvas, os buracos se espalharam pela cidade e o lixo também aumentou. Visualmente, a cidade não estava bonita. Como é temporada de alerta contra o mosquito da dengue, qualquer ação de limpeza é bem-vinda.

Mutirão de limpeza

Para agir no visual da cidade, Branquinho juntamente com a equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente resolveram fomentar a ideia de um mutirão de limpeza da cidade. A ideia foi aceita pelos representantes da sociedade civil. E várias entidades, igrejas, instituições de caridade, grupos profissionais e servidores comissionados e efetivos decidiram arregaçar as mangas e trabalhar para limpar a cidade. O resultado foi um plano de ação executado desde a tarde de sexta-feira (06/01) até o final da tarde de sábado (07/01) para limpar as áreas sujas da cidade. O cronograma foi estabelecido em reunião com o novo prefeito. A Prefeitura também realizou uma operação tapa-buracos em áreas críticas da cidade.

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Limpeza começou na Praça JK (Foto: Ricardo Ribas/Reprodução Prefeitura Municipal de Unaí)

Durante o final da tarde e início da noite de sexta-feira (06/01), o grupo responsável pela limpeza da orla do Córrego Canabrava começou os trabalhos. Dezenas de sacos de lixo foram retirados. Já na madrugada de sábado, os trabalhos começaram às 3h. A cidade toda se mobilizou, enfrentando no início da manhã um sol de mais de 30 ºC. Branquinho visitou cada grupo de trabalho por toda a cidade para tirar fotos, agradecer os voluntários e comunicar que o governo dele irá dar continuidade ao trabalho e que precisa de todos.

Delvito Alves, Branquinho e a situação da cidade

São duas folhas de pagamento mais o décimo terceiro de parte dos servidores em atraso. O comércio local  durante o final de ano foi duramente afetado com a situação. O atraso salarial também foi o estopim para Delvito Alves perder a disputa eleitoral cujo clima no início de 2016 era de clara reeleição, com obras e atividades públicas a todo vapor. Delvito Alves surpreendeu os seus eleitores mais otimistas com o descontrole nas contas públicas a partir do início do segundo semestre de 2016, que culminou na derrota eleitoral em outubro.

José Gomes Branquinho assumiu a Prefeitura no primeiro dia de 2017, retornando à Praça JK depois de um mandato afastado, depois de ter disputado com Delvito Alves e perdido, tentando a sucessão da gestão Antério Mânica e Branquinho (2005-2012). Com seu carisma e fala sempre carregada de sentimentalismo e respeito pela população, explicou que deseja uma Unaí feliz e humana. Os desafios que o prefeito enfrentará nos próximos quatro anos são gigantes, principalmente porque seu plano de governo foi um dos mais audaciosos de todos os candidatos, conforme analisamos aqui na série #EleiçõesUnaí2016.

Em seu discurso de posse, Branquinho foi claro sobre a situação financeira do município, enfatizando que além dos salários, há rescisões dos contratos encerrados em outubro do ano passado, dívidas com fornecedores, repasses de subvenção, além de obras paralisadas e dependências públicas em situação precária. Ele também aproveitou que seus aliados assumiram a presidência da Câmara Municipal para realizar uma reunião e tentar estabelecer harmonia entre Legislativo e Executivo.

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