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Como passei no Enem?

Eu continuo fazendo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) praticamente todos os anos, mesmo já sendo aluno do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) pelo quarto ano. A prova é cansativa, os desafios são gigantes para quem está ali buscando uma vaga na universidade. Mesmo assim, continuo fazendo porque gosto da prova, gosto de testar meus conhecimentos e, no futuro, pretendo cursar uma segunda faculdade.

Certo dia, na faculdade, o meu ex-colega e amigo Guilherme Falcão, me fez uma pergunta: “como você passou no Enem?”. Pensei um pouco e contei-o a história. Ele insistiu para que eu trouxesse a história para cá. Como já contei-a parcialmente em algumas postagens, agora a conto em definitivo. Que sirva de alerta e de motivação, ao mesmo tempo, para os leitores.

Contando Sisu, ProUni e vestibulares próprios das faculdades, fui aprovado em nove instituições. Sete para Comunicação Social, duas para Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Escolhi a minha última e mais desconhecida opção, o IFTM campus Paracatu, local que hoje amo e que foi palco de momentos marcantes da minha vida.

Dou destaque para duas faculdades onde consegui vagas que jamais imaginava que conseguiria, a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e a Universidade Fumec de Belo Horizonte-MG. Também consegui oportunidades no Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam), na Faculdade Anhanguera e na Faculdade Estácio/Facitec, ambas no Distrito Federal. Em Unaí-MG, na Faculdade CNEC, cheguei a entregar toda a documentação para me matricular no Inesc via ProUni 100%, mas desisti ao conhecer o IFTM. Arrisquei também outras universidades, públicas e privadas, alcançando oportunidades também.

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Via ProUni, consegui uma faculdade na “porta de casa”. (Foto: Arquivo)

Tirei nota boa? Não, foi razoável. Minha média aritmética da nota foi 647,56. Naquele ano (2013), tirei nota menor na redação que no ano anterior (760 pontos). Para as principais universidades do país, esta nota não alcançaria nenhuma vaga. Mesmo assim, fiquei muito contente na época com as portas que se abriram para mim. Apesar de tudo, fiquei ainda mais contente com o primeiro lugar no IFTM Paracatu, na ampla concorrência. (Isso, porém, não determina o sucesso no curso!)

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Foi uma nota razoável (Foto: Arquivo)

Agora… Para todo resultado bom existe uma contrapartida. No meu caso, essa contrapartida foi danosa e demorei um bom tempo para recuperar. Eu estudava o ensino médio pela manhã, trabalhava com meus pais à tarde, estudava curso técnico à noite, e das 23h às 03h da manhã estudava para o Enem, fazia trabalhos, e em seguida dormia para acordar às 6h da manhã de novo. Para me manter acordado? Energético e Coca-Cola em quantidades altas. Aos poucos, deixei de lado as atividades físicas, ganhei peso e uma tendinite que ataca de vez em quando por causa da lesão por esforços repetitivos (L.E.R.). Mesmo com tudo isso, no primeiro ano de faculdade, permaneci no mesmo ritmo frenético até começar a entrar em crise, que foi a entrada e a saída de dois mundos diferentes, história para outro momento.

Valeu a pena? Claro que valeu. Mas, às vezes, a frenesi de conseguir o que se sonha sem poder fazer o que se sonha efetivamente te leva a um caminho muito mais longo, danoso e penoso. Então, é sempre melhor parar e pensar, coisa que adolescente não gosta de fazer, mas que sabe que precisa fazer.

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O primeiro lugar na ampla concorrência me fez entender que tudo havia valido a pena (Foto: Arquivo)

Quando cheguei ao IFTM em 2014, frustrado emocionalmente por não poder avançar para um grande sonho de vida, encontrei ali esperança para poder deixar o tempo passar e enquanto isso amadurecer. E é isso que está acontecendo. Foram algumas reprovações, já, é verdade. Um trancamento, também. Mas eu sei que uma hora acaba, uma hora eu me formo. (risos)

Aos que sempre falam sobre faculdade, eu digo: faça, não importa o que seja, o que você realmente ama. Isto digo porque mesmo tendo deixado muitas coisas de lado, hoje ainda me deparo contornando a curva das batidas de cabeça que dei. Aprendi muito até aqui, mas vejo que está quase na hora de voltar à outra rotina que não dê margem para muita coisa além de trabalhar e estudar. Às vezes isto é necessário!

0 resposta em “Como passei no Enem?”

Grande história de superação e esforço meu amigo, mostrando para todos que é possível alcançar seus sonhos e objetivos, porém isso exige alguns sacrifícios , e no seu caso varias noites de sono. Todo esforço e todo novo desafio é válido, mesmo quando não acontece da maneira como esperávamos, estamos sempre aprendendo e nos tornando profissionais e pessoas melhores! Grande abraço!

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