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Quando juntar a bagagem e seguir caminho

A multidão de amigos se afastou e sobrou apenas uma meia dúzia. Aquela meia dúzia que se pode contar, antes e depois da meia-noite. Aqueles que, sempre que podem, dão notícias, mas mantêm suas vidas andando e compartilham das decisões com você. A sua família já não tem mais tanta gente próxima a você, mas diferente de antes que você era apenas um membro infantil, agora você é adulto e realmente gosta das pessoas que a compõem. Por mais que são familiares, sabem que, como os seus melhores amigos, têm seus erros, seus segredos, seus problemas e suas conquistas.

O parágrafo acima foi apenas um dos sintomas de que chegou a hora de juntar a bagagem e seguir caminho. Não quer dizer abandonar todo mundo e sair rumo ao desconhecido, mas levantar a voz, sacudir a poeira, colocar o uniforme e ir batalhar por seus sonhos, suas vontades, seus ideais. Não importa, exatamente, quantos anos você tem e nem mesmo qual seja sua vocação profissional. Importa que você decida e avance. Parado no tempo você não pode ficar!

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Fonte: Internet/Reprodução

Por dentro, muita coisa muda também. Os beijos adolescentes e as fugidas de fim de festa não satisfazem mais. É preciso algo mais. É preciso um almoço com a família, conhecer as origens, um acordar descabelado, um arroto ou uma briga qualquer para demonstrar, de verdade, quem são os dois que fazem uma relação. Para os solteiros, a vida de farra cansa. Os amigos de festa, se é que assim podem ser chamados, deram as costas. É preciso aquietar. O coração quer casa, e quando a encontra, tem pressa. Pressa para fazer planos, para cuidar.

Você tem certeza de que não está pronto para a vida adulta e para todas as responsabilidades que ela traz. Mas também tem certeza de que não pode mais ficar sob as asas dos pais, tem certeza de que buscar autonomia significa muito mais que ter seu próprio salário. Descobre que há prazer em pagar as contas de sua casa e ter que racionar seus gastos para economizar para realizar uma viagem ou algo do tipo. O cartão de crédito deixou de ser um sonho e passou a ser um pesadelo. Um carro, que antes era sinônimo de sonho, conquista e empoderamento, agora é um filho, que tem custos e que estes precisam ser avaliados antes de tê-lo.

Sua faculdade ou seu curso já não lhe satisfazem mais e, depois de tanto bater com a cabeça para suportar uma carga que não lhe é agradável suportar, você resolve largar tudo e partir para sua vocação. Seu trabalho, dantes monótono, agora ganha ares de incerteza e você cresce sem saber exatamente aonde vai chegar, mas com a certeza de que não pode ficar onde está.

É, na casa dos 20, isto aconteceu pra mim. Não julgo que foi tarde nem cedo. Julgo, porém, que nada sei e que o pouco que carrego comigo é valioso e deve fazer parte do meu futuro, à medida que se provar necessário ou útil. Se você apresentou algum dos sintomas acima, receito-lhe a fórmula P.A.S. do meu saudoso amigo e Pr. Antonio Ramos: Pensar, Agir e Sentir. Lembre-se também de prosseguir sem medo, pois decisão é decisão.

Se estou feliz? Com um sorriso largo no rosto, certamente sou feliz. Não porque sorrio, mas porque sei de Onde vim, para onde vou e com quem vou, pois Ele é minha certeza, meu refúgio e minha fortaleza. O Deus que conheci na minha fraqueza e na minha dor é um Deus misericordioso, bondoso e provedor, que jamais deixou nada faltar. E, hoje, quando as incertezas batiam a porta, Ele conduzia minha vida pra um destino que eu jamais havia pensado. Como sei que foi Ele? Paz, certeza, convicção, direção. Com Ele, pra Ele e d’Ele é a minha vida.

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