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A música (boa ou não) dos dias de hoje

“Eu escuto de tudo, menos funk”, diz uma pessoa. “Música clássica dá sono”, diz outra. “Sertanejo é bom demais, o resto é o resto”, diz uma. “Só escuto gospel, as outras músicas são do mundo”, diz outra. Seja qual for seu gosto, talvez seja considerável que hoje há música boa, tanto ou mais que havia no passado. E é sobre isso que vamos falar.

As músicas são compostas por três elementos: ritmo, harmonia e melodia. Enquanto o ritmo é a velocidade, a harmonia é o toque que acompanha a letra e a melodia é o que se pode cantar (a letra). Assim sendo, para que uma música seja considerada como tal é necessário que ela satisfaça esses três elementos.

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Foto: Reprodução/Internet

O Brasil é uma potência na produção musical, exportando para o mundo alguns nomes muito famosos como: Gusttavo Lima, Anitta, Luan Santana, Tiago Iorc, Natiruts, Michel Teló e o praticamente imortal Roberto Carlos. Todos têm em seus álbuns letras com estilos diferentes, variando não somente o ritmo como também o tipo da harmonia construída.

Existem nomes da MPB que já faleceram e que, por mais que mereçam estar nesta lista de famosidades, é injusto com os mais jovens que não terão a oportunidade de pesquisar mais e conseguir ouvir e tirar por si mesmos as conclusões sobre a qualidade musical de cada um.

Dos cantores acima listados, Anitta tem tomado a atenção midiática nos dois últimos anos com sucessos em português e em espanhol, misturando rock, funk e até um pouco de soul em suas músicas. Tiago Iorc, o Ed Sheeran brasileiro, não somente canta como também agencia uma dupla de cantoras no seu estilo predominante, a MPB misturada com Pop.

No sertanejo universitário, por mais que massiva parte das músicas sejam expressão sentimental de vingança, traição ou apologia à bebidas, o destaque fica justamente por um cantor que escolheu ficar na linha mais romântica: Luan Santana. Eclodem novos nomes a cada ano. Gusttavo Lima e Michel Teló ainda têm uma parcela grande de fãs, mas também já desviaram-se da linha exclusiva do sertanejo universitário através de parcerias com outros cantores e do lançamento de faixas de rock e axé.

Por falar em axé, um nome do ritmo baiano é o quase sertanejo universário, Wesley Safadão, que teve um 2017 de ouro. Natiruts, a banda de reggae que conquistou o Brasil vagarosamente e assumiu o lugar de Armandinho e outros que já passaram pela torre do sucesso do ritmo jamaicano. Ainda há oportunidade de falar de destaques em vários outros gêneros.

O gênero gospel, que é erradamente difundido, tem nomes em destaque como Fernandinho, Rodolfo Abrantes, Gabriela Rocha, Priscilla Alcântara, Preto no Branco e Cristina Mel. Com exceção da última e do primeiro, todos os nomes fazem sucesso há pouco tempo. Cada um dos citados têm um estilo diferente. Enquanto Fernandinho e Rodolfo Abrantes têm o rock como predominante, Gabriela Rocha fica mais próxima de um pop-rock e MPB. Há muito tempo no meio gospel, a banda Resgate é sucesso com o rock, mas com letras menos eclesiásticas que Fernandinho, assim como Oficina G3 e Katsbarnea.

Por fim, no mais odiado – ou talvez mais querido pelo tanto que se fala – ritmo, o funk, os sucessos são efêmeros. A grande maioria dos cantores ou grupos surgem com uma música de muito sucesso e depois somem, fruto da ausência de sentido na maioria das músicas. “Que tiro foi esse”, de Jojo Maronttinni e “Amar, amei”, de MC Don Juan são exemplos de faixas que eclodiram rapidamente.

Sobrariam vários gêneros e estilos musicais. Technobrega, arrocha, clássica, jazz, blues, enfim… Falar sobre eles é bom numa mesa de amigos. E você, acha que ainda existe música boa ou as boas eram só as do passado? Como você escuta e avalia uma música? Conte pra gente nos comentários!

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