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#SobreAJuventude: Ler se tornou mais fácil

Discordo completamente de quem diz que a juventude não lê. Lemos o tempo todo. Nas redes sociais, nos sites, na escola, até mesmo em nossas músicas, lemos. A diferença entre esse ler e o ler que se considera é que, ao invés de um livro, temos uma tela. Ao invés de uma mesa de conversa, temos uma rede social. Ao invés de uma caderneta, anotamos tudo no bloco de notas do celular.

Recentemente, fazendo um trabalho no Centro Polivalente de Atividades Sociais e Ambientais (Cepasa) com jovens empregados através do Programa Jovem Aprendiz em Unaí-MG, lancei a necessidade de manusear livros em duas oportunidades. Na primeira, o fiz com uma premiação para o grupo de alunos que se destacasse. Na segunda, nada de premiação foi necessária. E diga-se de passagem, na primeira, não era preciso ler o livro, somente extrair informações de edição; na segunda, ler, criticar e apresentá-lo. Há alguns que insistem em não gostar de ler, mas o resultado é uma adequação: às vezes não se gosta de ler um estilo, mas se adapta-se a outro. Às vezes o problema está no papel: conseguem ler perfeitamente pelo celular.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Coaching/Reprodução

Para se ler, é preciso estar à vontade. Muitas pessoas do meu convívio recebem, de presente, de vez em quando, livros avulsos. Por ocasião de um evento, de aniversários, de uma viagem. Gosto de presentear com a leitura porque fui muito agraciado desta forma no passado. Sempre ganhei muitos livros, tomei emprestado e li boa parte deles. É verdade que não gosto muito de ler, mas prezo pela leitura como componente da minha escrita. Mais que pensar, preciso ler para conseguir escrever.

É bom que o jovem saiba que ler, com a internet, os dispositivos móveis, ficou bem, mas bem mais fácil.

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Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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