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#SobreAJuventude: A velha política ainda afasta jovens da política

Partidos políticos são agremiações que, por unanimidade, seguem um determinado pensamento. Seja este de esquerda, direita, centro, etc. É por tal motivo que, ao se filiar a um partido, não se pode filiar a outro simultaneamente. É no caderno de teses, nas diretrizes, no plano partidário e em outros documentos que se situam a forma de pensar de cada partido. Quando alguém se filia a um, está dizendo “eu defendo tal coisa e repudio tal coisa porque meu partido, que agora eu o represento, faz isso”.

Essa estrutura afastou, nos últimos anos, muita gente da política. Não das eleições, mas da política. O voto nulo e abstenção, por exemplo, cresceram exponencialmente de 2002 para cá. Não obstante, o número de jovens na política é pequeno. Há limitações de idade para determinados cargos, mas mesmo assim assusta não ter um candidato com menos de 40 anos disputando a Presidência da República na última década.

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Fonte: Cariri em Ação/Reprodução

As explicações para esta ausência do jovem estão nas ruas, nas redes sociais e em qualquer conversa direta com um jovem: não entra na mente do jovem esse modelo ultrapassado de política, onde é preciso alianças mortíferas ou abertura das portas para a corrupção em face da estabilidade governamental. Lula, não tão novo assim, recentemente foi condenado por ter sido acusado de ter recebido de uma das maiores empreiteiras do país, um tríplex. Qual seria a postura de um jovem no lugar dele? Diferente? Eu julgo que não porque é o formato democrático ultrapassado aliado à nossa natureza inclinada ao erro que tem levado a tanta corrupção.

E é por causa dessas incompreensões, dos supersalários, das reformas impopulares, dos dados fake, das alianças duvidosas com a mídia, dos ‘jeitinhos’ e das falcatruas legais (ora chamadas de pedaladas fiscais) que os jovens decidem não fazer parte disso. Todos conseguem imaginar uma política diferente, mas colocá-la em prática torna-se praticamente impossível quando se chega no Senado, o decisor final da democracia, onde um senhor de mais de 60 anos, preside interminavelmente as sessões. E seu quórum tem média de mais de 30 anos. Representatividade esquecida. Direitos ultrajados. Vontades passadas. E uma democracia sangrando.

A velha política ainda afasta jovens da política, por isso, continuar firme em direção ao conserto desta democracia é a única forma de manter viva a esperança dos nossos políticos de amanhã.

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