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Jovens Sem Nome

Jovens sem Nome: Filhos de alguém

É natural sermos conhecidos através de nossos pais. É uma referência válida, já que grande parte das pessoas que nos conhecem em nossa infância e adolescência só nos conhecem porque conheceram nossos pais primeiro. A dificuldade se anuncia quando esse referencial torna o jovem sem nome. Ao invés de ser, João filho de José, passa a ser somente o “filho de José”. O jovem perde seu nome, sua identidade. Ela é confundida com a de seu pai ou mãe e, consequentemente, com a situação social, política e financeira dos mesmos.

Apesar de ser esta uma dificuldade presente na vida de milhões que procuram o primeiro emprego ou se ajuntam em grupos tradicionais, não é a pior parte. Pior mesmo é quando há uma comparação com a personalidade de um e de outro. Há dúvidas ou incontestáveis provas da paternidade e maternidade de um filho. Mas, inevitavelmente, por mais que se pareçam em comportamentos, fisionomia e quaisquer outros aspectos, há diferenças. Mesmo os gêmeos têm diferenças, quanto mais os filhos.

Se os pais querem mitigar este processo, tratem de dar autonomia para os filhos tomarem decisões e serem reconhecidos pelo seu próprio nome e não pelo nome de seus pais. Seja o sucesso ou fracasso de alguém, não é bom misturar inocentes na situação. Sem protelar, saiba que os sobrenomes dos pais vêm nos nomes dos filhos justamente para preservar a história familiar. Logo, basta isso para que uma raiz familiar seja identificada.

Ao invés de filhos de fulano ou de ciclano, use nomes próprios. Não por orgulho, mas por respeito e por identificar que cada um é cada um.

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Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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