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Deadpool e o amor

Deadpool nos ensina sobre o amor. Sobre o viver em comunidade, em família. Sobre a necessidade de demonstrarmos o amor através de atitudes. De amar tanto a ponto de dar a vida pelo outro. De suportar dor. De se valorizar os amigos. De se parar um tempo e ir pra comunidade se fortalecer. Deadpool poderia ser só mais um herói da Marvel, mas ainda bem que se tornou um testemunho de amor.

Eu não devo ter mais de 300 filmes assistidos ao longo da minha vida, séries são pouquíssimas que já vi (nenhuma completa, diga-se de passagem) e musicais, menos ainda. O cinema, porém, é uma das mais belas artes na minha visão. E, Deadpool, em pouco espaço de tempo, se tornou o melhor filme de todos os tempos para mim. Em que se pese todos os aspectos, ele nos causa uma confusão inicial, fortemente esclarecida ao final de tudo. Deadpool fala muito sobre o amor e você deveria assistir.

Quando assisti ao filme Deadpool, vi o que as sinopses falavam: este é um filme de um anti-herói mutante que se apaixona, que tem um câncer, que foi enganado e que agora quer se vingar a todo custo. Repleto de humor, efeitos especiais, cenas de ação com exacerbado uso de câmera super lenta, o filme angaria sorrisos a todo tempo. Gargalhadas e ansiedade em alguns. O personagem dialoga com os telespectadores, criando a sensação de que aquela cena está sendo contada e não interpretada, o que nos aproxima ainda mais do filme.

Mas foi no Deadpool 2, a continuação do filme, que o amor foi revelado de forma escancarada. O filme começou falando de família. E acontece, justamente, uma tragédia: a esposa de Deadpool morre, justo no dia em que estavam completando mais um aniversário de “namoramento” (afinal, ele começou pagando ela para jogar fliperama com ele, depois transaram e enfim se juntaram e agora estavam querendo filhos). Deadpool se amargura e só na sua morte, após ficar em pedaços (com sua mutação, ele se regenera, então, ele pode ficar em pedaços que se regenera rapidamente), ele obtém uma frase de sua esposa que mudou completamente o rumo da vida dele: “seu coração não está no lugar certo”.

Deadpool resolve ficar na casa do grandão platinado, seu amigo, na verdade, a grande “universidade dos heróis”. Ele entende que ali era o lugar dele. Mas na verdade, a esposa o havia dito que o coração dele não estava no lugar. E como metáfora para o coração, era a mente o problema. Foi aí que ele começou a planejar salvar uma criança. E aparece Cable. Deadpool luta com Cable para salvar a criança. Faz um pacto. Pede trinta segundos para conseguir conversar com a criança e mostrá-la o que é amor. Mas…

Como na vida real, o amor não se mostra em palavras, mas em atos. Deadpool coloca a coleira neutralizante de poder e se atira frente à uma bala que acertaria a criança. Deadpool mostrou, assim, na prática, o amor. A criança se rendeu. Ela entendeu. Mas o personagem principal do filme morria. Que horrendo. Havia mais um gatilho inesperado. Cable, o vilão, usa o seu relógio que o permite voltar no tempo e coloca a ficha de fliperama no peito de Deadpool. Quando tudo acontece de novo… A bala para na ficha. E Deadpool fica vivo. Por sinal, o ato de Cable também foi de amor, pois ele só tinha mais essa possibilidade de voltar pra sua família. Deadpool finalmente tinha entendido que o coração dele, agora, estava no lugar certo.

Talvez, o autor tenha se inspirado no discurso de Jesus Cristo, escrito na Bíblia, em Mateus capítulo 6: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração”. Quando Jesus disse isso, estava fazendo um paralelo sobre o que damos importância e sobre o que realmente é importante. Como orientação, Ele argumenta: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam”.

Deadpool nos ensina sobre o amor. Sobre o viver em comunidade, em família. Sobre a necessidade de demonstrarmos o amor através de atitudes. De amar tanto a ponto de dar a vida pelo outro. De suportar dor. De se valorizar os amigos. De se parar um tempo e ir pra comunidade se fortalecer. Deadpool poderia ser só mais um herói da Marvel, mas ainda bem que se tornou um testemunho de amor.

Foto da Capa: Reprodução/Internet

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