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Manter a mochila leve é mais difícil que esvaziá-la

Uma série-retrato da minha vida foi a #SobreEsvaziarAMochila, publicada em julho de 2016 aqui no blogue. Lá falei sobre o que fazer para liberar espaço na sua “mochila” da vida, deixando de lado aquilo que não funcionava nem prestava mais para dar lugar ao novo e ao “somente o necessário”. Agora, numa revisitação, descobri que manter a mochila leve é mais difícil que esvaziá-la.

Manter a sua bagagem leve depende de diligência, cautela, cuidado e, sobretudo, sensibilidade. Dizer “não” é fundamental para manter a mochila somente com o necessário. Até mesmo o ato de esvaziar demais a mochila pode ser um risco: rapidamente ela vai se encher para preencher o vazio que ficou. O ideal é o peso que não sobrecarrega, mas que nos faz sentir vivos, vigorosos, presentes. O peso que não nos faz esquecer que estamos carregando-o.

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Se uma frase de autoajuda ajudasse, eu diria que seria “tudo passa”. Mas nem tudo passa, é fato. Algumas coisas permanecem, perduram para sempre. Ou mesmo que passem, deixam marcas que não passam enquanto o Alzheimer não nos pega. Meditando, recentemente, na letra de algumas músicas da atualidade, relembrei do filósofo sambista Zeca Pagodinho. Em sua letra conhecida mundialmente, “Deixa a vida me levar, vida leva eu”, o intuito é relativamente irresponsável, mas o resultado é plenamente danoso se escolher viver desta forma. A vida leva, leva sim, mas geralmente leva para onde não queremos ir. Ou não planejamos chegar.

Todavia, em se tratando de uma vida onde chamamos a responsabilidade para nós, há uma composição muito mais efetiva e lógica. Que fale sobre a nossa responsabilidade de tomar decisões sempre. A Banda Tópaz, em seu último disco, lançou a música “Tudo que chega ao fundo do poço inevitavelmente melhora”. Te convido a continuar mantendo sua mochila leve e apenas com o que é, realmente, importante. E a escutar e analisar esta música. Mantenha a mochila leve.

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