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#Eleições2018

#Eleições2018: Pré-eleição, o cenário caótico!

Inflação contida. Desemprego em alta. Comércio em recuperação. População endividada. Contas públicas em equilíbrio. Greve dos caminhoneiros.

O que mais vem por aí? Não sabemos, mas sabemos aquilo que passou e é sobre isso que iremos falar neste texto. Seja bem-vindo à série de textos e vídeos do Blogue Bruno Cidadão sobre as Eleições 2018.

Para começar, precisamos buscar nas últimas eleições a compreensão de como chegamos até aqui.

Setembro de 2014. Dilma Rousseff, candidata à reeleição, se torna o foco das delações na Operação Lava-Jato. O então candidato Aécio Neves cresce nas pesquisas.

Outubro de 2014. Depois de um primeiro turno apertado, com elevada abstenção, Dilma Rousseff vence o segundo turno com 54 milhões de votos. Aécio Neves não reconhece a vitória e parte do Congresso Nacional, comandado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, começa a articular um processo de impeachment, ainda sem qualquer tipo de argumento.

2015. Dilma Rousseff toma posse. Os dois meses que haviam passado tinham sido suficientes para a oposição liderada por Aécio Neves tentar juntar provas de mal feitos passados do governo.

Abril de 2015. A oposição começa a articular argumentos. Eduardo Cunha, presidente da Câmara, trava votações. O governo passa a ter que ceder à chantagem dos partidos. Trocas de ministros. Delações agravam a situação do governo. A Petrobras começa a amargar resultados negativos com as denúncias do maior esquema de corrupção já descoberto no país.

No fim de 2015, o governo Dilma amargava não conseguir seguir com seu plano de governo. Eduardo Cunha já tinha conhecimento do processo que culminaria no afastamento e posteriormente, no impeachment de Dilma Rousseff.

2016. O processo de impeachment avança. Dilma foi denunciada por pedaladas fiscais. Convém dizer que não houve subtração do dinheiro, mas atraso do repasse visando beneficiar políticas públicas de interesse do governo.

30 de agosto de 2016. Dilma Rousseff sofre o impeachment. O seu substituto, vice Michel Temer, assume o país com um programa de governo estruturado, jogando fora o programa pelo qual foi eleito com Dilma. A promessa foi unificar o país.

Fim de 2016. Temer não vê saída senão apelar para um governo impopulista, de reformas.

2017. O governo passa tentando aprovar reformas. Quando foi impossível, comprou deputados com emendas. Leis que antes foram base para o processo de impeachment de Dilma se tornaram obsoletas. As pedaladas fiscais passaram a ser permitidas. Temer fechou o ano com alto desemprego, 6% de aprovação do seu governo.

2018. O ano começou com boas notícias: inflação contida, setor industrial e de comércio se recuperando. Os números do desemprego, no entanto, não melhoraram. Em abril, 12,9% das pessoas estavam desempregadas. Mais de 13 milhões de brasileiros. O governo resolve iniciar as privatizações, como contrapartida para renegociações e empréstimos com os governos estaduais.

Ainda no início de 2018, o Rio de Janeiro recebe uma Intervenção Militar. Manifestações e greves começam. As Forças Armadas passaram a ser usadas com mais frequência.

Início de Maio. O ex-presidente mais popular do Brasil, Lula, é preso. Condenado à prisão através da Operação Lava Jato, ele permanece candidato à Presidência. Bolsonaro cresce nas pesquisas, mas perde em qualquer cenário com Lula.

21 de Maio. Começa a greve de caminhoneiros. A maior paralisação que já houve nos últimos tempos. A greve de abastecimento afeta as cidades. O caos começa a se instalar. O governo faz acordos. Os caminhoneiros recusam. O governo melhora o acordo. Os caminhoneiros aceitam. O governo mostra a conta: benefícios para o avanço da indústria, recursos da saúde e educação são tirados. Gasolina aumenta. Diesel abaixa centavos. A população permanece insatisfeita.

E agora? Estamos vivendo um tempo de incertezas. Há grupos pedindo uma intervenção militar nacional, partidos trocando de nome e lideranças emergindo e caindo a todo momento. Outros grupos continuam trabalhando para as eleições de outubro, que definirão, além do presidente, os deputados, governadores e senadores.

Uma das questões recentemente enfocadas pelos meios de comunicação é o crescente desejo por uma intervenção militar, com várias motivações.

Você pode colaborar respondendo à essa pergunta aqui nos comentários: você é a favor ou contra a intervenção militar? E por quê?

Agora, assista ao vídeo, com um pequeno resumo da situação de candidatos e pré-candidatos.

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No próximo texto vamos falar sobre os candidatos e tudo que poderá levá-los ao sucesso nas eleições de outubro. Até lá!

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