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A evolução dos contatos – e o que fazer para chegar em alguém

Este é um texto com duas finalidades: mostrar como a referência de contato profissional e pessoal mudou ao longo dos últimos 20 anos e, com base na obviedade, dar dicas de como chegar em alguém cujo você tem interesse (diga-se de passagem, qualquer pessoa, desde um milionário a um crush/flerte).

Este é um texto com duas finalidades: mostrar como a referência de contato profissional e pessoal mudou ao longo dos últimos 20 anos e, com base na obviedade, dar dicas de como chegar em alguém cujo você tem interesse (diga-se de passagem, qualquer pessoa, desde um milionário a um crush/flerte).

A evolução dos contatos

Em 1999, eu arrisco que a maioria das pessoas que fossem numa palestra, veriam os dados de contato do palestrante, em letras garrafais ao final da apresentação, próximo do “Obrigado”: E-mail, site, telefone (fixo).

Em 2009, esse mesmo palestrante mostraria: Site, E-mail, Celular. Em 2015, site, e-mail, celular, Facebook. Em 2019, encontramos um @usuario e, talvez, um WhatsApp. Minimalismo? Também. Mas é simples: seus meios de contato principais precisam ser os que o público usa. Se o público está no Instagram, mostre seu Instagram. Se seu público ainda manda e-mail, mostre o e-mail.

Basicamente, a noção de proximidade com o mundo que o Twitter permitiu introduzir facilitou nossos contatos com as celebridades que admiramos, com as empresas e instituições públicas. O contato passou a ser mais personalizado e individual. Acompanhar uma multidão pra tocar o braço do cantor famoso é um ato ainda existente, mas em desuso, afinal, o Instagram e o Twitter desse mesmo cantor podem ser formas mais eficazes de manter contato com o mesmo.

Portanto, sua arroba é seu novo cartão de visitas. Você não troca mais telefones, troca Instagram. Você não envia mais e-mail, manda um “oi” no WhatsApp. Você não quer mais saber se a pessoa tem um site, mas se ela pode encaminhar pra você “por WhatsApp ou e-mail” o portfólio dela.

Apesar de não eliminar completamente o papel do site, do e-mail, até mesmo da Caixa Postal e do telefone fixo, no caso de contatos profissionais, o WhatsApp e o Instagram se tornaram ferramentas fundamentais pra quem quer ser contatado. E claro, pra quem quer fazer contato também.

Se você for em qualquer evento cujo eu mostre meus contatos, verá meu @brunocidadao lá. Eu ainda coloco o meu e-mail lá. Eu ainda coloco o endereço desse blogue. Mas em breve, sinto que preciso remodelar isso. Para acompanhar o meu público, para acompanhar as pessoas que eu quero que se conectem comigo, para facilitar a vida delas.

O que fazer para chegar em alguém?

Eu sempre fui muito tímido. Ainda sou. Tenho explorado isso, tentado desfazer minha timidez e colocar no lugar dela uma comunicação ousada e ativa. Mas, claro, não tenho aprendido sozinho. Aos 15 anos, ganhei de um amigo um audiolivro do Reinaldo Polito, referência em oratória no Brasil. Pude mergulhar nas técnicas. No entanto, é a prática que coloca em xeque o aprendizado.

Já perdi oportunidades de fazer perguntas em eventos, já perdi oportunidades de expor ideias, já perdi oportunidades de conhecer novas pessoas, já perdi. Hoje me esforço para não perder mais. Às vezes me esquivo e acabo preferindo a abordagem virtual, mas tenho me esforçado diuturnamente para estabelecer conexões físicas sempre que possível.

Hoje, listo aqui algumas dicas para você, que quer chegar em qualquer pessoa e começar uma conversa. Essas são premissas minhas, não quer dizer que estão absolutamente corretas. Nem que são infalíveis. E muito menos que são inovadoras.

  • Antes de chegar em alguém, faça-se a pergunta: o que eu falarei com essa pessoa? Após se responder mentalmente, você terá certeza se estabelecer esse contato é importante ou não.
  • Escolha o momento adequado – e isso não quer dizer esperar a pessoa ficar sozinha ou vir na sua direção. O momento adequado diz tanto sobre você quanto sobre a pessoa que será abordada. Procure entender se aquela pessoa parece num assunto improrrogável ou urgente, afinal, imagine você querendo conversar com um socorrista atendendo um paciente com parada cardiorrespiratória?
  • Escolha como iniciar. Achou o momento certo e agora dará os passos para falar com a pessoa. Ao chegar nela, cumprimente. “Bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” sempre funcionam. A elegância do “com licença” pode ser facilmente substituída pelo “desculpe incomodar” ou pelo “como vai?”. Só após o cumprimento, se apresente “Meu nome é…” e, caso represente algum negócio, instituição ou pessoa, faça essa apresentação “eu sou”, “eu estou”, “eu trabalho”, “eu represento”, etc. Após isso, fale o que tem que falar.
  • Seja objetivo(a). Um minuto é muito tempo. Manter a atenção de alguém desconhecido por mais que isso não é fácil para uma primeira conversa. Ensaie bem os assuntos que quer tratar. E use palavras simples e argumentos verdadeiros, despertando interesse do interlocutor em saber mais sobre o assunto.
  • Ouça o que o outro tem a dizer. Não seja insistente. E tome as decisões rapidamente. Mesmo que haja possibilidade de continuar ali, se o assunto acabou, se afaste. É melhor ser abordado de volta do que ser excluído por invadir o espaço do outro.
  • Se o objetivo é conseguir um contato virtual, informe isso. “Eu posso anotar o seu telefone, e-mail ou Instagram?”. Se pegar telefone, pergunte como a pessoa prefere ser contatada: por mensagem, por ligação ou por WhatsApp. E pergunte novamente se você pode fazer o contato com essa pessoa. Isso respeita a privacidade dela.
  • E por fim, para os solteiros que encontraram aquela menina ou aquele menino e querem fazer um primeiro contato, vai aqui uma dica simples: se aproxime, cumprimente, se apresente e diga o que achou dessa pessoa e se vocês poderiam conversar melhor. Vai dar vergonha, mas não complique o que não precisa ser complicado. É melhor pra todo mundo assim.

Mas e você, tem mais dicas? Tem história pra contar? Mencione aqui nos comentários. E se gostou e quer indicar essa leitura pra alguém, compartilhe!

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