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A pior das ceias de Natal acontece em 2019

E para nós que estamos no corredor do hospital esperneando todos os dias para mantermos a sanidade mental, não será fácil conviver com alguns que foram infectados – só pode ser essa a explicação – pelo vírus da intolerância, do preconceito, do conservadorismo reacionário, da conspiração, da mentira e da contraciência como forma de pensar.

2019 entra para a história do Brasil como o ano em que a “coisa está invertida”. E há um risco nisso: nos acostumarmos com essa inversão profunda e improfícua de valores. Vem aí o dia 24 de dezembro, quando muitas famílias se reúnem, sob o espírito judaico-cristão de celebração simbólica da data do nascimento de Jesus Cristo.

E para nós que estamos no corredor do hospital esperneando todos os dias para mantermos a sanidade mental, não será fácil conviver com alguns que foram infectados – só pode ser essa a explicação – pelo vírus da intolerância, do preconceito, do conservadorismo reacionário, da conspiração, da mentira e da contraciência como forma de pensar.

É complicado porque algumas coisas não têm ligação nenhuma com a posição política da pessoa – mas sim com a própria humanidade. É tipo aquela frase: “respeito é bom e todo mundo gosta”. Mas realmente a inversão está fora do comum. E suportar alguns de nossos pares mencionar com água na boca os desatinos e falas bolsonaristas é de nos deixar entediados. Cotas, homofobia, racismo, um bocado de temas que vão acabar acontecendo e é melhor preparar a comunicação não-violenta porque é o único meio de dialogar – se é que aceitam diálogo.

Os sinais da inversão

O Brasil é um país tão invertido, mas tão invertido, neste 2019 que:

Daria para escrever mais um monte, mas eu sinceramente cansei. Nesta fase, em que cumpro um período sabático das redes sociais, penso em estendê-lo por mais alguns meses, mas não posso. É preciso erguer a cabeça e lidar diariamente com tudo isso que está aí.

O Brasil é um país que os anos passam e não nos imaginamos dando razão à um certo tipo de personalidade pública, como Temer, Rodrigo Maia, FHC e agora, entra no rol o Gustavo Bebianno. Assim como ele, está na hora de todo mundo começar a trabalhar pela interdição do Jair Messias Bolsonaro. Torço para que não, mas a caneta Bic ainda pode acabar com o país. Pobre caneta, mal usada.

Saudades, Dilma.

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