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Teimosia e obstinação, um olhar mais demorado sobre cada ação

É neste ponto que nascem duas palavras: teimosia e obstinação. Enquanto a primeira é sinônimo de tentar alcançar um objetivo da mesma forma, ou seja, com os mesmos métodos, a segunda é sinônimo de alcançar um objetivo, não importa como – às vezes até por meios ilegais.

Você já teve um problema e teimou em resolvê-lo da mesma forma por várias vezes até que se cansou e encontrou uma solução ótima que não era do jeito que você fazia? Você já teve que desmarcar alguma coisa porque não deu certo o planejado?

Ninguém gosta de se frustrar. Nós somos humanos e a frustração é um sentimento negativo. Na vida como um todo, podemos diariamente encontrar as facetas dos desafios. Às vezes o desafio é na empresa em que você trabalha, no relacionamento amoroso em que você vive, na igreja que você congrega, na escola em que estuda ou no trânsito, quem sabe. Desafios sempre existem e sempre existirão.

O desafio nada mais é do que algo não esperado que você precisa resolver. É como jogar uma batata assando na sua mão e você ter que fazer algo com ela. Você pode optar por comê-la, por jogá-la fora e desperdiçar, por parti-la, enfim, você pode tomar decisões. Aliás, você precisará tomar decisões.

É neste ponto que nascem duas palavras: teimosia e obstinação. Enquanto a primeira é sinônimo de tentar alcançar um objetivo da mesma forma, ou seja, com os mesmos métodos, a segunda é sinônimo de alcançar um objetivo, não importa como – às vezes até por meios ilegais.

Ter sensibilidade ao analisar cada caso é fundamental para tomar decisões fortes e acertadas. Às vezes demorar alguns minutos para saber se vale a pena continuar teimando da mesma forma ou buscar uma nova solução, mesmo que ela ainda seja desconhecida, é o melhor.

A teimosia, porém, cansa. Ela até pode ser aplicável em alguns pontos vitais, mas ela traz cansaço, desgaste, desestímulo no longo prazo. É assim para qualquer parte da vida humana aonde a teimosia for aplicada. Tentar demais algo que não está dando certo é como colocar uma chave errada numa fechadura: de tanto tentar, a chave se desgastará e a fechadura também, assim, nem mesmo a chave certa conseguirá abrir aquela porta.

Já a obstinação, como estilo de vida, é também cansativa. Só que a obstinação traz consigo, na mesma proporção do cansaço, a sensação de realização. É por este motivo que não nos sentimos tão desgastados quando somos obstinados. A obstinação traz, na maioria das vezes, um gasto excessivo de recursos físicos e financeiros, mas em contrapartida, resolve-se o problema, a demanda, o desejo. Talvez ser obstinado seja como correr 100 metros rasos: você chega ao seu limite e até o ultrapassa, mas quando passa a linha de chegada em primeiro, a sensação é de que tudo valeu a pena.

Só assim, e só assim mesmo, com toda essa descrição é possível afirmar que o caminho mais tênue e sensível passa pela análise, pela cautela, pelo desenvolvimento de um pensamento simplificado, ágil e focado na solução e nunca no problema. Isso vale para situações profissionais, também. Inclusive quando o caminho a ser trilhado é por uma organização que quer se reposicionar no mercado.

Hoje, eu me considero mais obstinado que teimoso. Penso que não tem como vivermos sem sermos um pouquinho obstinados e/ou um pouquinho teimosos, mas dá pra controlar, dá pra evitar a queda no abismo do antropocentrismo egoísta e imediatista que carregamos ao nosso lado.

Se você é assim ou já se percebeu assim, compartilha aí o que te deixa obstinado ou quando você é teimoso. Aproveita e manda esse texto pra aquele(a) amigo(a) que se encaixa direitinho na teimosia ou na obstinação.

Capa: Pixabay/Reprodução

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