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Masculinidade

#Masculinidade: homem também chora

Uma das grandes dificuldades do homem é respeitar suas próprias dores. Estamos finalmente nos permitindo compartilhar não somente as conquistas, mas também as derrotas, passamos a falar não somente de nossas fortalezas, mas também de nossas fraquezas.

Sejam bem-vindos(as) à série #Masculinidade. Essa é uma iniciativa que buscará trazer alguns aspectos sobre o gênero masculino, a partir de uma visão masculina. Colaborou para que essa série existisse o portal Papo de Homem, através do documentário “O silêncio dos homens”, que estará no final de todos os textos.

Certa vez ouvi uma mulher dizer que homem chora sim, porém com lágrimas de crocodilo, isto é, de forma fingida. Ela estava frustrada com o homem que amava, mas felizmente, alguns anos depois, eles se casaram e hoje vivem felizes. Apesar de acusar o fingimento, ela reconheceu algo importante – que às vezes nem os próprios homens reconhecem -, somos humanos e choramos.

É possível chorar quando um ente querido morre. Quando o time de futebol perde. Quando um acidente nos deixa com os ossos quebrados. Quando o nosso coração é quebrado. Quando uma palavra forte e descabida nos é dita. Ou mesmo quando algo de muito bom nos acontece e nos emocionamos. Não importa se somos homens ou mulheres, o choro é humano. O choro revela dois extremos, não conviventes, a dor e a alegria.

As lágrimas são um tipo de expressão. E como qualquer expressão, precisa ser respeitada, compreendida e principalmente, interpretada. Respeitar é mais do que permitir que a lágrima exista. Compreender é mais do que aceitar que aquela lágrima pode existir naquele momento. E interpretar é mais do que saber o porquê de existir lágrimas. Geralmente, toda lágrima vem acompanhada de um pedido de socorro (dor, seja física ou sentimental) ou de um grito (alegria incontida, por vários fatores).

Uma das grandes dificuldades do homem é respeitar suas próprias dores. Mas graças aos avanços humanísticos e da psicologia cada dia mais pop, a masculinidade no século XXI tem sido ressignificada. Estamos finalmente nos permitindo compartilhar não somente as conquistas, mas também as derrotas, passamos a falar não somente de nossas fortalezas, mas também de nossas fraquezas. Acredite ou não, isso faz com que, finalmente, aperfeiçoemos o poder do masculino.

Conhece um homem parrudo? Manda esse texto pra ele como alerta. Se você estiver curtindo essa série de textos, aproveita e compartilha no seu feed! Até a próxima!

Documentário “O Silêncio dos Homens”

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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