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Como lidar com informações sobre o COVID-19 em tempos de pandemia

O tempo é de pandemia. Medo. Pânico. Calma! Com as informações corretas e muita precaução, poderemos enfrentar a escalada de casos de coronavírus no Brasil, poupando vidas.

O tempo é de pandemia. Medo. Pânico. Calma! Com as informações corretas e muita precaução, poderemos enfrentar a escalada de casos de coronavírus no Brasil, poupando vidas.

Aqui vão algumas dicas para lidar com as informações recebidas, seja através da internet, do rádio, da TV ou de outras pessoas.

Não há cura para o coronavírus

Circulam pela internet algumas informações falsas a respeito de supostos remédios e/ou vacinas para o coronavírus. Essas informações têm o objetivo de gerar cliques ou gerar esperança de forma irresponsável nas pessoas que estão sofrendo com a pandemia.

Existem, porém, estudos avançados para o desenvolvimento de uma solução medicamentosa que possa ser exportada para vários países. Porém, todo estudo precisa ser testado e isso leva tempo, pois é necessário seguir alguns protocolos éticos da Medicina.

Cuidado com casos locais – para não haver contaminação nem exposição indevida

Ao identificar, através de uma informação, que alguém pode ter suspeita de estar infectado com o coronavírus, a primeira reação ideal é conversar. Saber se essa pessoa já procurou ajuda médica. E se não tiver, orientar que seja procurada ou, havendo resistência, notificar a Secretaria Municipal de Saúde para que as providências legais sejam tomadas.

Estão autorizados também os testes compulsórios nos grupos de risco, o que quer dizer que uma pessoa que tem potencial de ter sido infectada – seja porque retornou de uma viagem em território cuja doença está alastrada ou porque teve contato com alguém que testou positivo – deverá ser testada e, caso o exame dê positivo, deverá ser posta em quarentena. O desrespeito à essa determinação poderá levar à internação compulsória e até mesmo à prisão.

Porém, o grande risco da exposição de personalidades locais em casos como esse é o de divulgar informações inverídicas. Por exemplo, se você recebeu num determinado grupo de WhatsApp informando sobre o suposto primeiro caso de coronavírus na sua cidade e que o morador é de um bairro X, busque as informações oficiais antes de compartilhar e gerar medo ou comoção social nas pessoas já afetadas pelas restrições que a pandemia impõe.

Evite compartilhar qualquer informação que gere medo ou que peça para ser compartilhada

Maior parte dos boatos – informações falsas – são disseminadas através de dois gatilhos psicológicos: o medo e o imperativo “compartilhe”. Portanto, há potencial de risco que essa informação seja um boato. A dica é nunca compartilhar.

Novamente, buscar as fontes oficiais sobre o assunto é fundamental. Sites e redes sociais de prefeituras, secretarias de saúde e do próprio Ministério da Saúde podem ajudar a disseminar as informações mais verdadeiras. Quando o assunto são produtos ou alimentos que geram suposta imunidade ao vírus, muito cuidado: se não há remédio nem vacina para o vírus, não se sabe o que pode imunizar você.

Evite envolver a religião e a fé no assunto – não é hora de desafios com a saúde de outrem

Os decretos e orientações precisam ser respeitados. Os templos religiosos precisarão se adaptar às novas recomendações, inclusive evitando cultos e atividades em recintos fechados. Quando essas orientações não são respeitadas em nome da fé, algumas pessoas poderão ser levadas à uma exposição irresponsável ao vírus. Qualquer liderança que apoie isso é irresponsável.

Não se trata de medo, mas de cuidado e cautela. Aos cristãos, maioria religiosa no país, é importante lembrar de que é necessário “vigiar”. Esse é um contexto propício para colocar isso em prática. Também é importante entender que as pandemias existem há anos. Nos últimos 10 anos, tivemos o H1N1, o vírus Ebola e agora o coronavírus. Quanto mais cedo tomarmos atitudes, mais rapidamente, teremos condições de voltar às atividades normais.

Se tem dúvidas, não compartilhe!

Se qualquer informação que você recebeu gerou algum tipo de dúvida, medo ou pediu pra compartilhar, pense duas, três, cinco vezes antes de compartilhar. Para evitar que notícias falsas sejam compartilhadas, vai uma orientação importante. Copie o título ou parte da informação que você recebeu e cole na caixa de busca do Google.

Caso aquela informação já tenha sido desmistificada por alguma agência de fact-checking, ela aparecerá em destaque. Caso ainda não tenha sido desmentida – se for o caso de ser falsa – é importante observar se há resultados da busca que são contraditórios.

Neste momento, os portais com maior porte, como G1, UOL, Jornal do Brasil, dentre outros, geralmente oferecem notícias mais confiáveis e já checadas sobre o assunto. Buscar essa curadoria de conteúdo é muito importante. Sites com URLs desconhecidas são geralmente do tipo “busca-clique” que têm títulos chamativos para que as pessoas entrem no site e gerem tráfego de anúncios, portanto, gerando dinheiro. Fuja destes.

Busque também as informações no aplicativo oficial do Coronavírus, do Ministério da Saúde, disponível para iOS e para Android. Faça o pré-teste sintomático nele antes de ir ao hospital.

Outras contribuições

Ontem, 17/03, ao finalizar a live no Instagram, recebi indicações de vídeos para complementar o assunto. Deixo-os aqui com você.

Indicação do espectador Mayke Santos
Outro vídeo interessante sobre como conter a curva de contágio

Capa: Pixabay.com/Reprodução

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