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Masculinidade

#Masculinidade: masculinidade ferida

Neste segundo texto da série #Masculinidade, vamos falar sobre um tema caro a nós, homens: masculinidade ferida. É sim, aquele papo, que muitas feministas por aí jogam na nossa cara e… Quer saber? Tem muita verdade no que elas falam.

Neste segundo texto da série #Masculinidade, vamos falar sobre um tema caro a nós, homens: masculinidade ferida. É sim aquele papo que muitas feministas por aí jogam na nossa cara e… Quer saber? Tem muita verdade no que elas falam.

Vamos começar com três perguntas para os heterossexuais que me leem. Você já deu um beijo no rosto ou testa de um outro homem? Você já disse “eu te amo” para outro homem? Você já se aproximou mais de outro homem por este abraçá-lo, beijá-lo ou fazer elogios à sua beleza?

Se você respondeu “sim” para alguma das perguntas acima, parabéns, você está anos-luz à frente da maioria dos homens do mundo. Infelizmente, nosso padrão social ainda é extremamente conservador, aonde a manifestação de afetos entre homens é muito limitada. Isso faz o homem ficar numa caixinha apertada, o que faz com que ele comece a sentir-se tão só que passa a ser regra esnobar outros homens, criticá-los, apelidá-los, ser pejorativo com mulheres, objetificar o corpo, entre outras ações tristes que vemos por aí.

Lembro-me dos meus tempos de goleiro e zagueiro, tanto no campo quanto na quadra. O ambiente esportivo é um terreno fértil para a masculinidade ferida. Uma frase mal organizada pode servir de chacota. O alvo geralmente fica triste. Os que atiram suas palavras grossas são homens e meninos feridos emocionalmente, presos dentro de suas caixinhas. Sabe o que é pior? Eu também já fui assim. Já atirei pedras, metaforicamente claro, em alguém que manifestava suas emoções de forma pura. Mera projeção.

O homem que tem masculinidade ferida tende a ser abusivo num relacionamento. Meninas, portanto, cuidado. Eu sei que vocês já têm um carga social muito grande, mas ponderem bem a escolha de quem vocês levarão pra vida inteira. Sei que às vezes aquele cara que é emotivo e tem amizades, tanto masculinas quanto femininas, baseadas no respeito e não nos apelidos pejorativos não interessa tanto. É comum demais isso acontecer e vocês não têm culpa disso. Mas fica a dica para avaliarem com cuidado e olhando no longo prazo.

E a você, meu amigo, que se encontrou ferido, vai um conselho: procure ajuda. Eu não sei o que você viveu nem tampouco o que te fez chegar aonde está. Mas se você quiser construir uma vida melhor pra si, busque ajuda. E se você conhece algum amigo ferido, manda esse texto pra ele e compartilha no seu feed. Até a próxima!

Documentário O silêncio dos homens

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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