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O que aprendi assistindo “Sonic”

Sonic ganha e dá amor. “Essa criatura sabe mais sobre ser humano do que [o vilão]”, disse Tom, personagem do filme. É o resumo.

Você pode ter ouvido falar ou ter experimentado jogar Sonic. Mas se você não assistiu ao filme do ouriço, prepare o seu coração e assista. O enredo não é para quem gosta de sangue jorrando, afinal, é um filme apropriado para crianças. Mas é legal de se ver em família por um único motivo: ele fala sobre família.

O ouriço azul começa sendo separado da sua família e toma uma vida sozinho. Na cidade, após se sentir muito sozinho, ele encontra uma casa aonde se considerou como sendo da família. Numa longa aventura fugindo do vilão, Sonic fez uma lista de coisas que gostaria de fazer e acabando ensinando ao seu amigo que coisas simples também eram importantes. Não foi fácil, porém, ser aceito. No fim, ele foi adotado como amigo (ou filho) de uma família miscigenada, e ainda colaborou para derrotar um vilão.

Falando assim parece que o filme é sem graça. E pode ser mesmo. Mas é que a mensagem é tão clara, tão simples e incrível que parece ser sem sal. Marcar a grandiosidade de uma história do cinema pela sua mensagem pode não ser a métrica hollywoodiana, mas é a minha. Gosto de perceber que esses filmes acabam por passar uma mensagem de construção para nossos pequenos à frente das telas. E também acaba por relembrar quem já é grandinho de coisas simples e importantes da vida.

Ao perceber que Sonic fala mais sobre família e amizade do que sobre qualquer outro assunto, também pude relembrar que a vida é sobre pessoas. Somos seres feitos para viver em comunidade, em especial, com coligação familiar. Também pude aprender que podemos ser relevantes aonde estamos. Podemos florescer aonde fomos plantados, relembro uma frase de autoria desconhecida.

Sonic encara sua vida no planeta Terra com muita singeleza de coração e bondade. Inocente, desconhecendo o mundo, encontrou de forma certeira uma família que, apesar de jovem, saberia lidar com ele da melhor forma possível. Sonic ensina também sobre entrega. Sonic não esboça medo em contar a realidade de primeira, em falar a verdade, em manifestar suas emoções nem tampouco em contar seus medos, desejos e sonhos.

O ouriço azul poderia ter escolhido qualquer outro lugar, quaisquer outras pessoas, mas escolheu uma família em especial e se entregou à ela. A entrega, ao decorrer da história, fora tão grande que em pouco tempo, Sonic assumiria um papel de proteção àquela família também. O retorno, claro, foi sua adoção.

Sonic ganha e dá amor. “Essa criatura sabe mais sobre ser humano do que [o vilão]”, disse Tom, personagem do filme. É o resumo.

Fique com o trailer do filme abaixo.

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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