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Pra você que viu seu ‘pra sempre’ acabar

Às vezes quando o “pra sempre” acaba, estamos liberando o outro e a nós mesmos para sermos ainda melhores enquanto se continuássemos em um jugo único iríamos para a decadência.

Esse texto é para você que num namoro, num casamento ou mesmo num rolo que nunca chegou a ser nada sério – mas você tinha certeza que era “pra sempre” – levou alguma rasteira, deu alguma rasteira ou simplesmente viu tudo se esvair de uma hora pra outra. O “pra sempre” acabou. E as duas pessoas continuaram. Se você nunca viveu algo assim, sua leitura é bem-vinda, porém a título de alerta.

Meu posicionamento sobre o amor é que ele é uma decisão, não um sentimento. Tem gente que acha que é mais fácil lidar com o amor assim do que como se ele fosse um sentimento, mas vai por mim: é bem mais difícil, porém, ele não precisa ser volátil ao sentimento. No entanto, sentimentos acabam ou pelo menos esfriam. E o que resta após os sentimentos é o que define uma relação. Relações duradouras tendem a ser um compromisso claro e limpo de esquenta/esfria naturalmente. Quando um começa a dar sinais de esfriamento, ele mesmo e o outro começam a agir para esquentar a relação. E assim vão levando. Sem pressa de descobrir se no futuro estarão juntos.

Pra você que levou uma rasteira e viu seu “pra sempre” acabar, não se sinta perdido(a). O ser humano é dotado de uma capacidade incrível de recomeçar. Resiliência, sobretudo na mentalidade feminina, é uma característica muito forte. Se cure das mágoas antes de se envolver novamente.

Pra você que se viu numa situação desconfortável e precisou dar um fim no “pra sempre” que estava vivendo, calma. Você não é a pior pessoa do mundo por ter quebrado um coração, mas também não é a melhor, se coloca no seu lugar. Recomeçar é possível para você, assim como para a outra pessoa. Portanto, se cure antes.

Pra você que viu o seu “pra sempre” acabar por uma interferência externa, chore. Afogue as mágoas. Liga para seus amigos e desabafa. Mas não guarda isso. Algumas vezes o mundo nos prega algumas peças e, por mais que achamos que sim, ele não nos deve nada. Precisamos lidar com o que temos nas mãos.

Pode ser que algum moralista de plantão venha a nos dizer que “se era amor não acabaria”. Mas essa é uma faca tão afiada nos dois gumes que chega a ser perigosa. Afinal, jamais saberemos o que é “amor” e o que não é, pois só teremos certeza se ele não vai “acabar” quando morrermos.

Então, é melhor lidar com o amor como uma decisão. Algumas vezes na vida, precisamos tomar novas decisões e essas podem envolver voltar atrás em alguma das tomadas anteriormente. Não que eu defenda a liquidez relacional nem tampouco o divórcio como estilo de vida. No entanto, algumas situações insustentáveis não podem ser suprimidas quando o assunto é relacionamento. Às vezes quando o “pra sempre” acaba, estamos liberando o outro e a nós mesmos para sermos ainda melhores enquanto se continuássemos em um jugo único iríamos para a decadência.

Se você, assim como eu, crê que Deus é o Deus das segundas chances, peça uma à Ele. Se você não crê, é bem provável que ainda assim você o terá uma nova chance de construir algo novo.

Capa: Pixabay.com/Reprodução

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