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A importância de se ter algumas memórias físicas

Às vezes chega uma hora que parecemos não dar conta mais de seguir. Quando isso acontece comigo, eu gosto de voltar a um caderno que tenho com meus primeiros textos que foram publicados no Jornal Folha de Unaí.

Eu não sei você, mas eu sou o tipo de pessoa que tem certa dificuldade em reconhecer que eu sou capaz. Tenho dificuldades com a minha autoestima e estou trabalhando isso há algum tempo junto a uma psicóloga. Hoje quero falar com você sobre a importância de termos registros relevantes e de ser nostálgico de vez em quando.

Como é sabido pela maioria dos que me acompanham ou me conhecem, sonho desde a adolescência em ser jornalista. Fazer a faculdade de jornalismo foi e é para mim uma grande e inenarrável conquista. Quando obtive o registro profissional de jornalista, chorei. Quando peguei o contrato da faculdade, chorei. Nessas duas ocasiões eu estava sozinho, apesar de contar com apoio de algumas pessoas, não tinha o apoio daqueles que eu gostaria de ter – é, a vida tem dessas coisas! Quando eu for diplomado, quero estar acompanhado se for possível, mas se eu não estiver, estarei sozinho e chorando, com certeza.

Às vezes chega uma hora que parecemos não dar conta mais de seguir. A profissão que escolhemos fica um pouco chata, começa a nos dar dor de cabeça e pessoas começam a dizer para nós que escolhemos errado. Às vezes somos nós mesmos quem apontamos que estamos indo por um caminho errado. Tem horas que a gente acaba por ficar com as pernas bambas e achar que não vai dar certo. Quando isso acontece comigo, eu gosto de voltar a um caderno que tenho com meus primeiros textos que foram publicados no Jornal Folha de Unaí.

As colagens, que confio mostrar a quem visita minha casa com calma, são muito relevantes para mim porque mostram que aquele adolescente lá atrás que sonhava em ser jornalista hoje realizou esse sonho e só falta o diploma para fechar a fatura, assim digamos. Gosto de perceber que escrevi grandes reportagens com várias fontes sem ter tutoria de ninguém, apenas por estudar e buscar fazer do jeito que grandes veículos de comunicação faziam. Tinha gente que achava que eu era doido. Até eu acho isso.

No entanto, o fato é que todas as vezes que abro esse caderno, lembro-me que minha caminhada pelo Jornalismo começou muito antes de hoje. E que eu já dei passos demais. E como diria Engenheiros do Hawaii em “Até o fim”, “eu não vim até aqui pra desistir agora”. Memórias físicas desempenham um papel muito importante na minha vida. Eu espero que você tenha as suas memórias para se lembrar sempre de que você é capaz, de que você consegue e que você já deu passos demais para desistir. Todo mundo pode alcançar seus sonhos se trabalhar verdadeiramente para aquilo!

Então, se agarre em algumas memórias para se lembrar que você pode! Porque a vida é feita, sim, de dificuldades, mas é olhando e prosseguindo firmemente para os seus alvos que você alcançará o que busca! Enquanto isso, vai curtindo o caminho, subindo um degrau de cada vez.

Capa: Pixabay/Reprodução

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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