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No fim, a gente aprende, sorri, agradece e segue

O que se passou está resolvido, e está guardado onde deve: no passado, nas memórias, na razão do aprendizado.

Eu tenho um medo: deixar coisas mal resolvidas, isto é, em aberto. Sou do tipo de pessoa que, provavelmente, não conseguiria levar um processo judicial aos embargos porque tentaria resolvê-lo ainda na fase de conciliação. Isso diz muito sobre minha ansiedade, meu modo de agir e a dificuldade que tenho em construir relações que funcionem à base do banho-maria – e descobrir que elas realmente existem e também funcionam foi algo importante.

Também sou do tipo que tem muita dificuldade em fechar ciclos, em encerrar vínculos que já não são frutíferos mais e em despedir-me de pessoas. O ato de despedir me deixa triste, pesaroso, com o coração doendo. Como antídoto pra isso, enfrento a realidade de frente. Vivo meus lutos. Isto aprendi após o fim do meu primeiro namoro, quando precisei viver um luto emocional de praticamente um ano. Ressignificar aquela pessoa e relação que se constituíam, juntas, a mais importante para mim naquele momento da minha vida, foi um processo longo, difícil, repleto de recaídas emocionais e desequilíbrios, mas eu venci. E estive pronto novamente para outro amor. Para este, comecei com tudo.

Entretanto, me fodi. Parte da história se assemelhava, até em datas, com a história que eu havia vivido anteriormente. Me entreguei ao luto emocional. Foram várias sessões de terapia. Eu sabia que ia sair melhor a partir daquilo. Porque eu também saí melhor da outra relação, ainda que depois ela tivesse virado o meu único e mais longevo namoro. Desta vez, algumas decisões diferentes foram tomadas. A bem de mim, de quem passou e de quem ainda vem por aí. Porque no fim de tudo, a gente aprende, sorri, agradece e segue.

E é assim: seguir sem precisar olhar para trás porque sei que lá atrás não tem mais nada a se resolver. O que se passou está resolvido, e está guardado onde deve: no passado, nas memórias, na razão do aprendizado. Agora, vamos viver hoje. E amanhã. Com as mesmas pessoas ou com pessoas diferentes.

Foto de Capa: Pixabay/Reprodução

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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