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Deixar seguir o fluxo ou ser o ponto de curva?

Seguir o fluxo é fácil. Ser o ponto de curva pode implicar em dor. A vida é feita de evoluções e nós, humanos, existimos para tal evolução. Que você mude todos os dias, para melhor, sempre com carinho de entender que, talvez, as gerações anteriores são como são porque era o melhor que podiam fazer àquele momento.

No auge da minha juventude, aos 24 anos, já comecei a entender a minha missão de vida na Terra enquanto eu viver. E dentre as tantas particularidades da mesma, em alguns aspectos, preciso, para alcançar os objetivos que tracei, tomar atitudes completamente diferentes daquelas que meus antepassados tomaram. Eu chamo isso de “ser o ponto de curva”. O que é antagônico a “deixar seguir o fluxo”.

Não é por orgulho, é apenas por entender que se quero resultados diferentes, preciso de atitudes diferentes. E essa é a graça de olhar para trás, conhecer os antepassados e como as famílias funcionaram até aqui. Posso parecer desligadão, mas sou daqueles que observam muitos aspectos antes de concluir algo. Isso me torna demorado e, muitas vezes, hesitante em minhas decisões.

Seguir o fluxo é fácil. Não preciso nem cantar “eu nasci assim, cresci assim…” pra lembrar que isso é Síndrome de Gabriela e que, no máximo, é uma atitude que muitos de nós repetimos. Acontece que há alguns pontos muito específicos que, quando queremos ter resultados diferentes, precisamos agir neles de forma completamente diferente.

Ser o ponto de curva pode implicar em dor. Eu quero me casar e não tenho nenhum problema em assumir isso. Meus pais não são casados, não defendem o casamento como forma legal de viver a vida a dois e não apoiam casamentos, exceto os já constituídos que dão certo. Esse é o modo de pensar deles e eu não posso mudar isso. E foi assim que aprendi também até que constatei, no fim da adolescência, que, para aquilo que quero para a minha vida, o casamento será uma instituição bem-vinda (talvez até necessária).

Não corro rumo ao casamento como quem está desesperado, afinal, eu sei para onde estou indo e sei que vou chegar um dia, não sei quando e nem quem estará ao meu lado. E nesse caminho, vou tomando decisões e me construindo para chegar pelo menos “começado” para o casamento. Vida a dois não é fácil e eu sei disso, mas não é só de “contras” que vive-se, há “prós”. O próprio caminho, a própria construção, o próprio molde causam dor! Preparar-se para dividir a vida com alguém cujo não se sabe se amanhã ela, de fato, irá levantar-se ao seu lado ou mesmo você estará disposto a fazer isso, é nada mais nada menos do que desafiador.

Ser ponto de curva é nada menos que tomar decisões que irão criar uma nova perspectiva geracional à sua frente. E isso implica em resultados para o futuro. Eu não sei qual é o seu ponto de curva e como você quer e pretende chegar até lá, mas eu te digo: é mais fácil deixar o fluxo seguir, porém é mais gostoso tentar ser o ponto de curva.

A vida é feita de evoluções e nós, humanos, existimos para tal evolução. Não fosse isso não teríamos sido dotados de um cérebro capaz de processar inúmeras decisões. Quem não muda não faz jus a essa máquina incrível que temos em nossos crânios. Que você mude todos os dias, para melhor, sempre com carinho de entender que, talvez, as gerações anteriores são como são porque era o melhor que podiam fazer àquele momento. E não cabe a você julgar e condenar, porém está nas suas mãos a capacidade de fazer diferente e omitir-se a isto pode ser a pior das decisões.

Capa: Pixabay/Reprodução

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